Categoria: Vocações

28 Fev 2024

Reunião histórica entre as Províncias Eclesiásticas de Évora e Mérida-Badajoz (Espanha)

No dia 27 de Fevereiro, na igreja de Santa Luzia, em Elvas, decorreu, pela primeira vez na história, um Encontro entre as Províncias Eclesiásticas de Évora e de Mérida-Badajoz, com o objetivo de conhecimento mútuo e a possibilidade de estabelecer espaços de ajuda mútua e trabalho em comum. Este Encontro, realizado por iniciativa dos dois Arcebispos Metropolitas, inspirou-se nas já tradicionais reuniões anuais entre as Províncias Eclesiásticas de Braga e de Santiago de Compostela.

O Encontro contou com a participação por parte da Província Eclesiástica de Évora: D. Francisco Senra Coelho, Arcebispo de Évora; D. João Marcos, Bispo de Beja; e D. Manuel Quintas, Bispo do Algarve. Da Província Eclesiástica de Mérida-Badajoz participaram: D. Celso Morga Iruzubieta, Arcebispo de Mérida-Badajoz; D. José Rodríguez Carballo, Arcebispo Coadjutor de Mérida-Badajoz com futura sucessão; D. Jesús Pulido Arriero, Bispo de Coria-Cáceres; os Vigários Gerais de Mérida-Badajoz, Coria-Cáceres e Plasencia e o Ecónomo de Plasencia, sendo que D. Ernesto Brotóns Tena, Bispo de Plasencia, não pode participar por estar convalescente.

O Encontro começou com um momento de oração na igreja de Santa Luzia, onde a comitiva foi acolhida pelo Pároco, P. Ricardo Lameira.

Depois, os trabalhos contaram com a partilha de cada Prelado que apresentou a realidade da respectiva Diocese no âmbito Pastoral e Social, tendo sido também tratada a Pastoral Vocacional. Foi ainda abordada a possibilidade de futuramente surgirem programas e projectos a nível espiritual, religioso e patrimonial de âmbito transfronteiriço entre as duas Províncias Eclesiásticas.

O Encontro terminou com um almoço-convívio, em clima de fraternidade, na Quinta de São João, onde a comitiva foi recebida pelo P. Nuno, responsável pela Comunidade Mater Dei, que ali reside.

O segundo Encontro das Províncias Eclesiásticas de Évora e de Mérida-Badajoz está agendado para o dia 6 de Maio de 2025, a realizar-se na cidade de Mérida (Espanha).

 

22 Jan 2024

Síntese Final das Jornadas do Clero das Dioceses do Sul 2024

 

1. O instituto Superior de Teologia de Évora (ISTE) organizou, entre os dias 15 e 19 de janeiro de 2024, as XVII Jornadas de Atualização do Clero da Província Eclesiástica de Évora (Évora, Beja e Algarve), a qual contou também com a participação da Diocese vizinha de Setúbal. O tema das Jornadas foi: «Presbíteros: “À Imagem e Semelhança” do Bom Pastor», e o local escolhido, o Hotel Alísios, em Albufeira, Diocese do Algarve, onde têm decorrido os últimos encontros. Participaram mais de 80 Presbíteros, Diáconos e Seminaristas Maiores das quatro Dioceses, bem como os nossos Bispos: Cardeal D. Américo Aguiar (Setúbal), D. Francisco Senra Coelho (Évora), D. Manuel Quintas (Algarve) e D. João Marcos (Beja). Marcaram também presença o Senhor D. Manuel António Santos, Bispo Emérito de São Tomé e Príncipe, e o novo Bispo eleito desta Diocese, D. João Nazaré. O Senhor Núncio Apostólico, D. Ivo Scapolo esteve igualmente presente;

 

2. As duas primeiras Conferências foram da responsabilidade do Senhor D. José Rodriguez Carballo, OFM, Arcebispo-Coadjutor de Badajoz-Mérida (Espanha), e até há pouco Secretário do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica. Na sua primeira intervenção D. José refletiu sobre «O Perfil do Sacerdote». Iniciou a reflexão, afirmando a importância da Formação, que deve ser permanente, como um caminho: «Unitário»; «Contínuo» e «Integral». Entre as notas fundamentais do «Perfil», acentuou que o Sacerdote deve ser «um Servidor» como Cristo, que assumiu a condição de Servo até à morte. A união a Cristo no «Ser» é condição para que o «Fazer» seja reflexo do que se é. Ser «Servidor» é ser também «Discípulo» a vida toda, procurando configurar-se com o Mestre. Ser «Servo» é sinónimo de ser «Pastor», e ser «Pastor» implica: conhecer as ovelhas e deixar-se conhecer; caminhar com elas; escutar e deixar-se interpelar pelo que se escuta; anunciar o evangelho da esperança; trabalhar pela fraternidade sacerdotal e diocesana, superando a tentação do individualismo. Por fim, para ser um verdadeiro «Servidor» ele tem de ser «Misericordioso» e aspirar à «Santidade», abandonando a mediocridade, para poder passar de bom a melhor (Santa Clara de Assis);

 

3. A segunda Conferência (16 de janeiro) teve por tema: «O desafio da Formação Sacerdotal ou o protagonismo na Formação». D. José partiu da constatação de que existe uma real crise vocacional, sensível em grande parte dos Países, mormente Ocidentais, e com causas bem definidas: «forte secularismo»; «diminuição do número de crentes nos Países tradicionalmente católicos»; «situação das famílias»; «quebra da natalidade»; «fragilidade humana e espiritual dos jovens», e «situação da Igreja neste momento». As soluções devem passar, por: «clara aposta na evangelização das famílias»; «bom discernimento vocacional dos candidatos»; «decidida aposta no acompanhamento», ao longo de toda a vida, nomeadamente, nos primeiros anos do exercício do ministério. Neste processo é ainda crucial a atenção à maturidade dos candidatos, a valorização da dimensão espiritual e a centralidade da Eucaristia. A crise tem solução, mas é preciso enfrentá-la com verdade e confiança. Urge, além do mais, criar nas Dioceses um clima vocacional, que a todos envolva e responsabilize. A crise das vocações é também uma crise de «apaixonados por Cristo». Continuando a sua intervenção, D. José assinalou a mudança de paradigma na pedagogia formativa. Na verdade, passou-se de uma formação passiva, centrada no formador, que ordenava e dirigia, para uma formação centrada na comunidade formativa, na qual os formadores escutam, acompanham e motivam, e os formandos são sujeitos ativos e responsáveis pelo seu processo de crescimento. Quanto aos desafios que se colocam, D. José realçou: «a experiência da própria debilidade»; «o risco de ser funcionário do sagrado»; «a cultura contemporânea»; «a atração do poder e da riqueza»; «o celibato» e a «entrega ao próprio ministério»;

 

4. Neste mesmo dia (16 de janeiro), o Prof. Francisco Machado (ISTE) desenvolveu a temática: «As qualidades humanas do pastor». Iniciou a sua reflexão, afirmando que o pastor deve contemplar as qualidades humanas de Jesus, passar tempo com o Senhor, sentir fascínio por Ele, tendo consciência de quem é, mas aspirando a refletir na sua humanidade a imagem de Jesus: nas qualidades, nas palavras, nos gestos. Há ainda três aspetos que importa cultivar: «boa comunicação»; «simpatia» e «dinamismo». Para ser um verdadeiro pastor ele necessita ainda de ter: «boca»; «coração» e «mãos humanas». Ao olhar para a Sagrada Escritura percebemos que o pastor é aquele que se preocupa com o rebanho, mas também com cada ovelha em particular, nomeadamente as ovelhas transviadas. Uma outra dimensão a enfrentar é a superação do individualismo; por isso, o pastor deve delegar tarefas nos seus colaboradores, em quem deve confiar e, como Jesus, não se deve cansar de afirmar o amor de Deus e o apelo à conversão. O Prof. Francisco insistiu igualmente na importância da homilia (breve, rezada e bem preparada), a qual é fundamental nos processos de aproximação ou afastamento de quem nos ouve. Prestes a terminar a sua intervenção, lembrou que o pastor se deve dedicar às pessoas e, como Jesus, ser: «zeloso»; «atrativo e alegre para servir»; encorajando «outros a servir». Por isso, deve ser também: diligente na oração e na liturgia; fazer diariamente o Exame de Consciência; escutar e ter quem o escute (entre os colegas e paroquianos), para ganhar consciência dos seus limites e incapacidades humanas, e poder mudar;

 

5. Ainda neste dia (16 de janeiro) tivemos ocasião de ouvir o Prof. Juan-Cruz Arnanz Cuesta, Sacerdote da Diocese de Segóvia (Espanha), que nos falou sobre: «O pastor, homem de fé enraizado em Deus». Partiu da afirmação da fé enquanto geradora de um novo modo de conhecer, que faz parte da nossa existência, e nos abre ao amor e à contemplação. É, pois, preciso encontrar maneiras e espaços para contemplar a beleza do ministério, e poder vencer assim a tentação do comodismo. A espiritualidade primeira do pastor radica no Batismo, fonte de todas as vocações, e é fundamental que ele articule depois na sua vida o binómio «identidade-espiritualidade», assumindo o exercício do ministério como via de santificação. Daqui emergem três caraterísticas estruturantes: «sacramentalidade», «diocesaneidade» e «secularidade». A Ratio Fundamentalis insistiu também na «dimensão comunitária (sinodal)» e na «perspetiva evangelizadora (missionária)». O processo sinodal que ainda decorre, reforçou a importância da aposta na formação e consequente espiritualidade. Como notas de uma espiritualidade presbiteral em chave sinodal, defendeu que ela deve ser: «enraizada em Deus»; de «comunhão»; «ecuménica», «de conversação no Espírito e de discernimento» e «ecológica». Como conclusão, lembrou que Cristo é a nossa primeira referência, pois, só Ele é o Bom Pastor. Ao olhar para Jesus, só podemos concluir que não é só o que fazemos, mas a forma como o fazemos, que fará toda a diferença;

 

6. No dia 17 de janeiro, o Prof. Álvaro Pereira Delgado, Sacerdote do Clero de Sevilha e Professor de Sagrada Escritura na Faculdade de Teologia de San Isidoro (Sevilha), propôs-nos uma reflexão intitulada: «O coração do Ministro à imagem do coração de Paulo», a partir da II Carta de S. Paulo aos Coríntios. Iniciou a sua intervenção, fazendo o enquadramento, e refletindo sobre a situação e a intenção desta Carta. Num segundo momento, desenvolveu o seu pensamento acentuando o paradoxo entre a «força divina» e a «fraqueza humana». Com efeito, Paulo tem consciência que a sua grandeza lhe advém do seu ministério, pois é grande a sua fragilidade e limitações. Por isso, é precisamente na fragilidade do ministro que se manifesta a força de Cristo. Num terceiro momento, refletiu sobre o «coração» como «espaço de encontro» entre ele (Paulo) e os Coríntios e também lugar de compreensão e de vontade. O Apóstolo exorta os Coríntios, a que lhe abram o coração para que nele, Paulo possa entrar. Num quarto e último momento, refletiu sobre o «coração» como «espaço de encontro com Deus». Paulo insistiu em afirmar que a fragilidade e o sofrimento abrem o coração a Deus e aos outros, e usou a metáfora dos «órgãos do corpo» e «geografia», para afirmar que o seu coração era o Coração de Cristo, a outra «tábua» em que o Senhor, pelo Espírito Santo, escreve «o livro da graça». Deste modo, Paulo é para nós ministros, «modelo do Modelo» (que é Cristo), que nós devemos imitar;

 

7. Ainda no dia 17 de janeiro, o Prof. Francisco García Martínez, Decano da Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia de Salamanca, e Sacerdote da Diocese de Zamora (Espanha), apresentou-nos o tema: «A formação teológica/intelectual do pastor». Começou por traçar uma síntese das diversas etapas em que podemos dividir a reflexão teológica, desde a Patrística até aos nossos dias, concluindo que é preciso que a fé seja pensada, e que a teologia se ligue à vida. De seguida, centrou a sua reflexão sobre a «expropriação» da centralidade a que a cultura atual votou a Igreja, tornando-a um «metaverso», e citou a este propósito Yves Congar, para lembrar a urgência do cristão viver «uma fé culta». Continuou a refletir sobre a urgência de mudarmos, não nos limitando a transmitir os conteúdos da fé, os quais só são perceptíveis por quem está enraizado em Deus. No último momento da sua intervenção, insistiu na importância da Formação Permanente e na responsabilidade dos Presbíteros, que devem apostar na sua formação, para puderem responder às questões que hoje são colocadas, o que exige: «reflexão»; «esforço»; e «estudo». Ao olhar para o nosso mundo, salientou quatro das características fundamentais que a formação deve ter: «abertura à realidade»; pensar segundo uma perspetiva «holística» (global); porque vivemos na «fragmentariedade», urge configurar a vida a partir do «nuclear»; e por fim, é fundamental um pensamento teológico «acompanhado» pelos mestres da Sagrada Escritura e do pensamento humano. Prestes a terminar, insistiu ainda que a Formação Permanente deve ser de carácter teológico-pastoral, pois o seu objetivo é fazer nascer o «Cristo total» no nosso mundo. Quanto aos âmbitos de formação lembrou os seguintes: «livros sobre o ministério e oração»; «leitura e interpretação da Sagrada Escritura»; «formação litúrgica»; «significatividade do dogma»; e «biblioteca ministerial»;

 

8. A última reflexão deste dia (17 de janeiro), coube a D. José Alves, Arcebispo Emérito de Évora, que abordou o tema: «A vida pastoral: pastor ou gestor? Servidor ou senhor?». Numa intervenção cheia de sabedoria pastoral, D. José refletiu sobre a pastoral como uma questão não simplesmente humana, mas baseada na promessa de Jesus aos Seus discípulos, de que estará sempre connosco. De qualquer modo, a Igreja deve estar atenta ao mundo e às mudanças que nele têm lugar, pelo que, a Nova Evangelização, proposta pelo Papa S. João Paulo II, pretendeu ser resposta adequada, de uma Igreja que quer passar da «Pastoral da Espera» à «Pastoral da Procura e do Envio». É preciso ir, como Cristo, como Paulo, para sermos «Igreja em saída», como nos exorta o Papa Francisco. A metodologia de Jesus com os discípulos de Emaús deve ser a nossa hoje: 1) «Jesus aproximou-se e falou com eles»; 2) «interpelou-os e ouviu as suas preocupações»; 3) «explicou-lhes a Sagrada Escritura»; 4) «manifestou-lhes, no partir do pão, os sinais salvíficos»; 5) depois do encontro com Cristo «voltaram para a comunidade», pois, sem ela não há vivência autêntica da fé. No segundo momento da sua intervenção, D. José citou Santo Agostinho e o Sermão aos Pastores, como um documento importante para ajudar a repensar o modo de se ser pastor, concluindo que ele deve ser servidor, em tudo o que faz, como Cristo. Rematou a sua intervenção afirmando que na Igreja, a autoridade deve ser serviço;

 

9. A manhã do dia 18 de janeiro, foi integralmente ocupada pela intervenção do Pe. Joaquim Teixeira, OCD, e por um rico tempo de diálogo, a partir das questões colocadas pelos participantes. A temática abordada foi: «Pobreza, Castidade e Obediência na vida do pastor», e foi desenvolvida em três perspetivas complementares: «Antropológica»; «Teológica»; e «Espiritual». O ponto de partida foi a vida de Jesus, marcada pelos Conselhos Evangélicos, os quais são, no fundo, para todos, mas vividos, naturalmente em diversas expressões e vocações. Os Conselhos são a resposta às três marcas ontológicas ou dinamismos nucleares e vitais, que existem em cada pessoa, e que devem ser bem geridos. Para o Sacerdote a vivência dos Conselhos, configura-o com Cristo e tem subjacente a si a lógica do «tesouro», e da «pérola», que se encontram e pelos quais tudo se deixa para seguir o Senhor, com o Qual é preciso estabelecer uma verdadeira relação de «esponsalidade». É, pois, muito redutor colocar o acento quase só na «renúncia», importando antes, insistir numa motivação profunda, mística, que o mundo de hoje necessita. Passando à reflexão sobre cada um dos Conselhos lembrou o seguinte: «Pobreza» não se confunde com miséria, mas implica uma Opção Preferencial pelos Pobres, e pode traduzir-se também em simplicidade, austeridade, liberdade para servir. Pobreza é ainda sinal não só de desprendimento material, mas de convite à doação de nós mesmos, relacionando-nos com todos, sem excluir ninguém. Pela sua força é um verdadeiro «sinal contracultural». A «Castidade» enquadra o Celibato, e significa exclusividade por Deus e pelas Suas coisas, mas não implica renúncia aos sentimentos, afetos e emoções. Recordou a propósito Santa Teresa de Ávila, que aconselhava a olhar para a «humanidade de Jesus» (e não apenas para a sua divindade). O Celibato é dom e tarefa, e supõe aprendizagem para se poder amar celibatariamente. Inclui necessariamente as dimensões de: fraternidade sacerdotal, de compaixão e de fraternidade espiritual. Não pode, por isso, ser sinal de «esterilidade». Na sociedade hodierna, Castidade e Celibato são também «sinal contracultural» e «provocador». A «Obediência» supõe a «relação com Deus e os outros», implica «a escuta» e é geradora de comunhão fraterna. O Pe. Joaquim concluiu a sua intervenção, afirmando que os três Conselhos Evangélicos se articulam entre si, e ensinam-nos a sermos «homens normais» que aspiram à «santidade», opção por um «Amor Maior», pois só Ele nos preenche;

 

10. A tarde do dia 18 de janeiro foi preenchida com a intervenção do Pe. Carlos Aquino, Pároco de Loulé (Algarve) e Professor de Liturgia no ISTE, e com uma reflexão por Dioceses, seguida de Plenário, sobre o tema: «Importância da Liturgia na vida dos Ministros Ordenados». A abordagem teve três chaves de leitura: «Cristológica»; «Eclesiológica»; e «Pastoral». A Liturgia, afirmou o Pe. Aquino, é «acto de culto a Deus, por Cristo, no Espírito Santo», e é nela que nos unimos a Cristo Pastor, o que supõe que sintamos paixão por Ele, que nos exorta a sermos, como Ele, misericordiosos e acolhedores. Pertencemos a Deus para fazermos d’Ele o nosso Bem Maior. A vida espiritual, com toda a sua riqueza e diversidade (Eucaristia, Liturgia das Horas, Direção Espiritual, Confissão, Retiros, etc.) é, pois, fundamental para a vida do Ministro. De seguida, o Pe. Aquino desenvolveu a sua reflexão em três momentos: 1) «Liturgia: Mistério e Acção»; 2) «Liturgia: Dom e Alimento para uma vida espiritual e cristã»; 3) «A vida litúrgica do Presbítero e o seu contributo espiritual». Numa exposição viva, profunda, sábia e apaixonada, insistiu em que não esqueçamos que a espiritualidade de todos os cristãos é alimentada e alicerçada na Liturgia, e, quanto ao Presbítero, ele é um «sinal sacramental de Cristo»; por isso, só a união com o Senhor assegura a fecundidade do nosso ministério. Concluiu a sua intervenção, apelando à valorização de todos os gestos que fazem parte da Celebração, e quanto ao Presidente da Celebração, lembrou que ele não se deve esquecer que é «sinal», mas não o «centro» da acção celebrativa, pelo que, deve evitar duas tentações: «relativismo litúrgico» e «formalismo». O Ministro deve ter claro que celebrar e rezar são o essencial da sua vida, e celebrar é uma «arte», que implica deixar-se «presidir» pelo Espírito Santo;

 

11. A última intervenção desta XVII jornada de Actualização do Clero, teve lugar na manhã do dia 18 de janeiro, e foi da responsabilidade do Sr. D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra e Vice-Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, que nos falou sobre: «A Espiritualidade Mariana na vida do Presbítero». Antes porém, de entrar no coração da sua reflexão, informou-nos que as seis Dioceses do Centro de Portugal vão apostar numa formarão para o respectivo Clero, inspirada também no nosso modelo, o que obviamente, nos alegrou. Num primeiro momento, procurou explicar a relação que, muitas vezes se estabelece, entre a crise das Vocações e do Sacerdócio em especial, e a sua ligação à Virgem Maria. Similar ligação é, também estabelecida entre a crise da Igreja e a ausência de Maria na vida eclesial. Na verdade, a Igreja não pode prescindir de Maria, pois, Ela tem um lugar ímpar no Mistério de Cristo e da Igreja, na medida em que é “condição” para a “carne” na Igreja. D. Virgílio prosseguiu a sua reflexão afirmando que a Espiritualidade Cristã é a “vida no Espírito” e, por isso, é mais correcto afirmar que existe uma única Espiritualidade Cristã, na qual a Virgem Maria tem um lugar especial. A característica fundamental da “Espiritualidade Mariana” é “deixar-se encher pelo Espírito Santo”, para que se realize em nós a “mesma obra”, o que exige discernimento na imitação de Maria, a qual é a primeira cristã e “Tipo” da Igreja. De seguida, centrou a sua reflexão na similitude que deve existir entre o Culto Mariano e o Presbítero: ambos são “mediação”, no “único Cristo”, Mediador entre Deus e os homens; e o Culto Mariano, tal como o Sacerdote, têm como fim “gerar Cristo” na Humanidade. No momento seguinte, reflectiu sobre a influência de três aspectos da devoção Mariana no Sacerdote: 1). O “Sim de Maria”, que encontra sentido no “Sim do Sacerdote”; 2) O “Serviço”: Jesus é o “Servo” e Maria a “Serva do Senhor”. O Sacerdote, ao configurar-se com Cristo, também é chamado a ser “servidor”; 3) A “Vida no Espírito”: central na vida de Maria, da Igreja e do Sacerdote. D. Virgílio concluiu a sua intervenção, estabelecendo uma estreita e riquíssima ligação entre: “Maria, o Presbítero e a Eucaristia”. Numa nota final afirmou, sem margem para dúvidas, que é preciso “edificar uma Igreja de rosto Mariano” e, nesta missão, os Sacerdotes têm uma missão crucial, e os Sacerdotes portugueses, por toda a nossa História, uma responsabilidade acrescida.

 

Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário, ISTE

14 Dez 2023

17 de dezembro, em Vila Viçosa: Encontro presencial de Catequistas

No mês de dezembro, o Departamento diocesano da Catequese da Infância e Adolescência está realizar Encontros presenciais de Catequistas, a saber: 2 de dezembro, no Centro Paroquial da Igreja da Sagrada Família (Álamos), em Évora; 9 de dezembro, na igreja de Santo António, em Vendas Novas; 17 de dezembro, no Seminário de S. José, em Vila Viçosa.

Os Encontros presenciais para Catequistas da Arquidiocese de Évora são “uma proposta para todos os catequistas, com o objectivo de realizarmos um dia de Catequese e Retiro na vivência do tempo litúrgico do Advento e na preparação do Natal”, explica o P. Alessandro Cont, diretor do Departamento da Catequese.

O programa geral para cada um dos Encontros será o seguinte: 9:00 – Acolhimento; 9:30 – Laudes; 10:00 – Catequese P. Mário Tavares; 11:00 – Pausa para café; 11:15 – 5 encontros com Jesus; 11.45 – Meditação pessoal com a Bíblia; 12:45 – Angelus com Benção do Santíssimo Sacramento; 13:00 – Almoço; 14:30 – Partilhas; 15.30 – Oração final e despedida.

 

13 Dez 2023

D. Manuel Mendes da Conceição Santos nasceu há 147 anos (com vídeo)

 

Neste dia 13 de dezembro de 2023 celebra-se o 147.º aniversário do nascimento de D. Manuel Mendes da Conceição Santos.
Em entrevista à Esperança Multimédia (Departamento de Comunicação da Arquidiocese de Évora e jornal “a defesa”), que poderá ser vista e ouvida na íntegra nos canais digitais da Arquidiocese e de “a defesa”, as Irmãs Maria de Jesus e Maria de Fátima, da Congregação das Servas da Santa Igreja, que foram fundadas precisamente por D. Manuel Mendes da Conceição Santos, em 1945, começam por dizer que “o Servo de Deus quando chegou à Arquidiocese verificou que faltavam evangelizadores. Então ele deitou mãos à obra e procurou encher o Seminário, pouco a pouco, com seminaristas”.
“Dado que não havia congregações, começou a chamar congregações religiosas para trabalhar na Arquidiocese. Chamou à volta de 30 congregações para estarem em colégios, em hospitais e depois, em 1945, fundou as Servas de Santa Igreja com o objectivo de uma ação evangelizadora nas Paróquias”, explica a Irmã Maria de Fátima, dando exemplo da colaboração da Congregação nas Missões populares que decorreram durante muitos anos na Arquidiocese.
“Portanto, há 78 anos que as Servas da Santa Igreja realizam essa tarefa de estar junto do povo, de evangelizar, de catequizar”, sublinha, acrescentando que apesar de “vivermos numa época e numa sociedade completamente diferentes da época de D. Manuel Mendes, a missão e a mensagem são as mesmas. Neste sentido é necessário evangelizar, pois o Evangelho é o mesmo”.
Atualmente, as Irmãs Servas da Santa Igreja continuam a missão confiada por D. Manuel Mendes da Conceição Santos, visitando as Paróquias, dando catequese, acompanhando os jovens, dando apoio social e estando, em suma, ao serviço da Igreja, procurando sempre viver à maneira de Jesus Servo.
Na Casa Geral, em Évora, também têm disponibilidade para acolher grupos e movimentos eclesiais que necessitem de um espaço para reunir e rezar, como aconteceu recentemente com o Retiro de Advento das/os Religiosas/os em Missão na Arquidiocese de Évora.
Na rua 5 de outubro, em Évora, abriram, entretanto, um espaço museológico dedicado a D. Manuel Mendes da Conceição Santos, que está aberto ao público em geral e que aceita também visitas de grupos mediante marcação. “Se alguém quiser ser voluntário no espaço museológico é uma questão de entrar em contacto connosco. Dessa forma, aquele espaço poderá estar aberto mais tempo”, sublinham.
Entretanto, no próximo domingo, dia 17 de dezembro, terceiro Domingo do Advento, as Irmãs Servas da Santa Igreja promovem um Retiro de Advento, aberto a quem queira preparar o Natal, entre as 10h e as 16h30, na Casa Nossa Senhora das Graças (Rua 5 de outubro, 73), em Évora. As inscrições podem ser feitas pelo e-mail: servas.igreja@gmail.com
Para acompanhar o dia a dia da Congregação, pode seguir a página de Facebook Irmãs Servas da Santa Igreja e também o Instagram.
Texto de Pedro Miguel Conceição
(veja a entrevista na íntegra em diocesedeevora.pt e em adefesa.org)
10 Dez 2023

8 de dezembro, na Catedral de Évora: Tomás Dias, jovem de Coruche, foi Ordenado Diácono (com vídeo e fotos)

A Ordenação Diaconal de Tomás Dias, seminarista do Seminário de Nossa Senhora da Purificação – Maior de Évora, natural de Coruche, oriundo da parte ribatejana da Arquidiocese de Évora, decorreu neste dia 8 de dezembro de 2023, pelas 17h00, na Catedral de Évora, na Eucaristia da Solenidade da Imaculada Conceição.

A celebração foi presidida pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, e concelebrada por D. José Alves, Arcebispo Emérito de Évora, e por muitos sacerdotes da Arquidiocese e servida por vários Diáconos. Muitos familiares, amigos e diocesanos encheram a Catedral de Évora e testemunharam a ordenação diaconal em ordem ao presbiterado do jovem seminarista de 24 anos de idade.

À homilia, o Prelado eborense começou por referir a “alegria” ao celebrar Tempo de Advento “a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora! Fazemo-lo na contemplação da beleza d’Aquela que, na História da Salvação, nos é oferecida por Cristo como Mãe e Ícone da Igreja e de cada Cristão”.

“Deus não impõe, mas propõe, como fez com a Virgem de Nazaré. Se n’Ela, Deus quis precisar do seu SIM para que o Verbo de Deus, se formasse e se fizesse homem, Jesus Cristo nascendo como Redentor de todo o Homem e do Homem todo, hoje, a caminho do Natal, a Palavra do Senhor convida-nos a deixarmos que essa mesma Palavra gere Jesus nos nossos corações e nas nossas vidas para que, como discípulos missionários, O possamos anunciar, testemunhar e transmitir, para salvação de muitos e de muitas”, prosseguiu o Arcebispo de Évora, que acrescentou: “Eis o apelo: deixar que Cristo se forme em nós para que sejamos discípulos missionários, com testemunhos de vida contagiantes, sempre na Alegria do Evangelho. «Grande maravilha fez por nós o Senhor, por isso, exultamos de alegria!». É no testemunho desta alegre esperança, que revelamos o rosto sempre novo da Igreja”.

Dirigindo-se diretamente a  Tomás Tomaz da Costa Patrício Dias, D. Francisco Senra Coelho sublinhou que “as conclusões até então apresentadas pelo Sínodo sobre a Sinodalidade dizem-nos que os Diáconos e presbíteros estão comprometidos nas mais diferentes formas do ministério pastoral: o serviço nas paróquias, a evangelização, a proximidade aos pobres e marginalizados, o compromisso no mundo da cultura e da educação, a missão ad gentes, o estudo teológico, a animação de centros de espiritualidade e muitos outros. Numa Igreja sinodal, os ministros ordenados são chamados a viver o seu serviço ao Povo de Deus numa atitude de proximidade às pessoas, de acolhimento e de escuta de todos e a cultivar uma profunda espiritualidade pessoal e uma vida de oração. São chamados, sobretudo, a repensar o exercício da autoridade seguindo o modelo de Jesus que, «sendo de condição divina, […] esvaziou-se a Si mesmo, assumindo a condição de servo» (Flp 2,6-7). A Assembleia reconhece que muitos presbíteros e diáconos, com a sua dedicação, tornam visível o rosto de Cristo Bom Pastor e Servo”.

O Prelado eborense alertou ainda que “um obstáculo ao ministério e à missão é constituído pelo clericalismo. Este nasce da má compreensão do chamamento divino, que leva a concebê-la mais como um privilégio que como um serviço, e manifesta-se num estilo de poder mundano que se recusa a prestar contas. Esta deformação do sacerdócio deve ser contrastada, desde as primeiras fases da formação, através de um contacto vivo com a quotidianidade do Povo de Deus e de uma experiência concreta de serviço às pessoas mais necessitadas. Hoje, não se pode imaginar o ministério do presbítero, a não ser em relação com o Bispo, no presbitério, em profunda comunhão com os outros ministérios e carismas. Infelizmente, o clericalismo é uma atitude que pode manifestar-se não apenas nos ministros, mas também nos leigos”.

“Os presbíteros são os principais cooperadores dos bispos e formam com eles um único presbitério (cf. LG 28); os diáconos, ordenados para o ministério, servem o Povo de Deus na diaconia da Palavra, da liturgia, mas sobretudo da caridade (cf. LG 29). Em relação a eles, a Assembleia exprime, antes de mais, uma profunda gratidão. Consciente de que podem experimentar solidão e isolamento, recomenda às comunidades cristãs que os apoiem com a oração, a amizade, a colaboração”, sublinhou o Arcebispo de Évora.

“É sempre tempo favorável, Kairós, para nos abrirmos ao chamamento do Senhor, ou para renovarmos a alegria do SIM que um dia demos. Eis-nos perante o desafio de renovarmos a Alegria do Evangelho o SIM constantemente dado e de continuarmos a ser Comunidades em saída, instrumentos de Cristo pela convocação e pelo chamamento. Nós somos hoje o “Vem e segue-me” de Cristo!”, concluiu D. Francisco Senra Coelho.

Após a homilia, realizaram-se os ritos da ordenação diaconal.

Antes do final da celebração, o Arcebispo de Évora consagrou a Arquidiocese de Évora à Imaculada Conceição.

No final, o Prelado eborense dirigiu uma palavra especial à família do Diácono Tomás Dias pela “generosidade da entrega do seu filho a esta dimensão de serviço pela Igreja”.

“Obrigado a Coruche que nos deu o P. José Flausino, o P. Heliodoro Nuno, o P. Miguel Gonçalves Ferreira e agora o Tomás. Parabéns ao concelho de Coruche”, disse ainda D. Francisco Senra Coelho, que agradeceu aos Seminários, ao Instituto Superior de Teologia, à Pastoral Vocacional, ao Pré-Seminário e à Pastoral Familiar. “Que o Senhor confirme esta Igreja nesta peregrinação em tempos exigentes e conturbados, mas desafiadores e esperançosos”, concluiu.

 

 

07 Dez 2023

“Desde que me conheço que quero ser padre” – Entrevista a Tomás Dias (com Vídeo)

 

No dia 8 de dezembro, pelas 17h00, na Sé de Évora, na Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, D. Francisco Senra Coelho presidirá à Eucaristia, na qual será ordenado Diácono, o jovem Tomás Dias. Natural de Coruche, da zona ribatejana da Arquidiocese, zona que já deu três vocações à Arquidiocese, com 24 anos de idade, Tomás Tomaz da Costa Patrício Dias, em entrevista à Esperança Multimédia, começa por confessar que “desde que me conheço que quero ser padre”.

07 Dez 2023

29 de novembro a 8 de dezembro, na Catedral de Évora: Novena e Solenidade da Imaculada Conceição

Como é tradição, a Catedral de Évora acolhe de 29 de novembro a 7 de dezembro a Novena da Imaculada Conceição, pelas 21h, com recitação do Terço, Pregação e Bênção do Santíssimo Sacramento. Cada dia, a Novena é animada por uma Paróquia da Cidade de Évora (ver cartaz).

No dia 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, pelas 17h00, o Arcebispo de Évora presidirá à Eucaristia solene, na qual, este ano, será ordenado diácono Tomás Dias, do Seminário Maior de Évora.

30 Nov 2023

Évora: Jovens diocesanos reencontram-se em Vendas Novas após a JMJ2023 (com fotos)

“Começar o Ano Pastoral em grande!” foi o desafio que o Departamento da Pastoral Juvenil da Arquidiocese de Évora lançou a todos os jovens diocesanos. Mais de duas centenas de jovens, oriundos de várias paróquias da Arquidiocese, responderam positivamente ao convite e voltaram a encontrar-se em Vendas Novas, após as Jornadas Mundiais da Juventude, realizadas no Verão passado em Lisboa.
O Dia Diocesano da Juventude, em Vendas Novas, desafiou os jovens a refletir sobre a Esperança e a Oração e contou com uma catequese pela manhã, após o acolhimento. Pelas 11h, o Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho presidiu à Eucaristia.
Após o almoço, o programa contou com workshops, em várias dimensões ligadas à oração, lectio divina, liturgia das horas, música e o serviço na liturgia. Decorreu também uma feira vocacional, na qual a questão vocacional foi abordada em todas as dimensões, religiosa, consagrada, sacerdotal, familiar.
O Encontro terminou em festa, com um concerto pela Banda que animou os Dias na Diocese em Évora e contagiou os jovens com alegria e ânimo, que puderam levar para as suas casas.

Veja aqui todas as fotos do encontro:
https://drive.google.com/drive/folders/1cUHlmlzb1j6opU7pqWCq2oqfkfxeBkoF?fbclid=IwAR0KkoGbQSvR6jRKeEp62tKPET9VkmfSYr-e01fpj4DfibT1qEIcAJVViV8

 

 

 

24 Nov 2023

25 de novembro, em Vendas Novas, Dia Diocesano da Juventude: Entrevista ao Cón. Francisco Couto (com vídeo)

“Começar o Ano Pastoral em grande!” é o desafio que o Departamento da Pastoral Juvenil da Arquidiocese de Évora lança a todos os jovens diocesanos, com um convite muito concreto: “No dia 25 de novembro todos os caminhos vão dar a Vendas Novas, e não existem desculpas para faltar!! Vem viver um dia mergulhando na alegria de Cristo, na alegria da Igreja Jovem! Contamos contigo, com o teu grupo, com todos os teus amigos!!”
Em entrevista à Esperança Multimédia (Departamento de Comunicação da Arquidiocese de Évora e jornal “a defesa”), que poderá ser vista e ouvida na íntegra nos canais digitais da Arquidiocese e de “a defesa”, o Cónego Francisco Couto, que assumiu recentemente a Direção do Departamento da Pastoral Juvenil de Évora (DPJÉ), começa por dizer, em relação à Jornada Mundial da Juventude, que se realizou em agosto passado em Lisboa, que “me surpreendeu a resposta do jovens, mas ao mesmo tempo esperava a participação que se registou. Desde o princípio que disse que teríamos mais gente que a Polónia, apesar de todas as possíveis vicissitudes. E tivemos o mesmo número que a Polónia, basicamente, um milhão e meio de pessoas, pelo menos naquele dia 6 de agosto, que foi fantástico, de facto. Provavelmente esperaria uma resposta melhor de Portugal, mas ao mesmo tempo percebo o porquê de não termos conseguido ainda, mas deixa-nos boas perspectivas de futuro”.