Etiqueta: Paróquias

29 Fev 2024

Mensagem do Senhor Arcebispo: Visita Pastoral Missionária aos concelhos de Sousel e Borba

Com a alegria do Evangelho saúdo-vos na certeza de que viveis uma fecunda Quaresma a caminho da Páscoa da ressurreição do Senhor.

Ao acolhermos a Palavra de Jesus, o Cristo, experimentamos o júbilo de nos sentirmos enviados ao encontro de todos e de todas quantos sentem sede de Liberdade, Justiça e Paz. Porque o Reino de Deus já está no meio de nós, somos Igreja em saída, acompanhando o Papa Francisco nos desafios que nos faz, de nos encontrarmos connosco próprios, com Deus, com os outros e com toda a Criação. Assim, sentimo-nos convocados pelo Bom Pastor a partir em Missão, na certeza de que só no encontro pessoal será possível testemunhar a beleza libertadora do Evangelho, a qual gerará em nós proximidade e confiança. Iluminados pelo Espírito iniciaremos no próximo dia 3 de março, a Visita Pastoral ao povo santo de Deus que peregrina nos concelhos de Sousel e Borba.

Peço ao Senhor que cada uma das Paróquias saiba ser mãe de coração aberto e que todos “revelemos juntos um novo rosto de Comunidade“, onde Cristo está no centro e a quem todos queremos levar. Porque ecoa em nós a Palavra do Senhor “reconhecerão que sois meus discípulos: Se vos amardes uns aos outros como eu vos amo” (Jo. 13, 35), partimos em Missão como quem quer aprender e servir, e à maneira de Maria proclamarmos: “Fazei tudo o que Ele vos disser“.

Que toda a Arquidiocese de Évora se sinta convocada para esta Visita Pastoral missionária, que concluirá com a Peregrinação Diocesana das Famílias a Vila Viçosa no próximo dia 25 de maio. Se formos fiéis ao convite do Senhor, aí poderemos proclamar com a nossa Padroeira: “Magnificat“! Ela estará sempre presente na sua Imagem Peregrina durante este tempo de visita pastoral que nos trará a graça do encontro com Deus. Unamo-nos todos à volta da Mãe da Igreja e apresentemos-lhe as grandes dores da Humanidade. Que ela nos ensine a sermos o azeite e vinho do bom samaritano.

Que todos sejamos missionários pela oração e com Maria permaneçamos em esperança no cenáculo de Pentecostes.

Com gratidão, imploro para todas as missionárias, missionários e colaboradores desta Visita Pastoral a bênção de Deus.

 

Fátima, em Retiro Quaresmal com os Bispos de Portugal,

20 de fevereiro de 2024, Festa dos Santos Francisco e Jacinto Marto

+ Francisco José Senra Coelho
Arcebispo de Évora

 

29 Fev 2024

Visita Pastoral missionária a Santo Amaro (com fotos)

A Visita Pastoral misssionária 2024 já está a decorrer, sendo que de 18 a 25 de fevereiro, as Irmãs da Comunidade Sementes do Verbo realizaram a missão porta a porta, visita a doentes, visita a Instituições como o Lar e a Escola, e noites de oração na Igreja de Santo Amaro, no concelho de Sousel.

De 26 de fevereiro a 2 março, decorre o anúncio querigmático da Palavra de Deus pelo P. Tiago Carlos.

No dia 3 de março, às 18h, acontecerá a partida da Imagem Peregrinação de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa para Santo Amaro, onde será recebida pela Comunidade Cristã acompanhada pelo Senhor Arcebispo, e levada em procissão até à igreja Paroquial.

Nos dia 8, 9 e 10 Março, decorrerá a Visita Pastoral missionária do Senhor Arcebispo a Santo Amaro, encerrando-se com a celebração da Missa dominical, pelas 10h, no domingo, dia 10 de março.

 

Mensagem do Senhor Arcebispo: Visita Pastoral Missionária aos concelhos de Sousel e Borba

29 Fev 2024

Corpo Nacional de Escutas/Samora Correia: Promessas solenes do Agrupamento 1127

O Agrupamento 1127 – Samora Correia renovou, no dia 25 de fevereiro, as suas promessas solenes numa cerimónia marcante, reafirmando o compromisso em honrar os valores fundamentais do escutismo. Tendo celebrado o seu 25º aniversário o ano passado, este agrupamento continua a desempenhar um papel vital na formação de jovens responsáveis e solidários.
Com um total de 95 elementos no ativo, o Agrupamento 1127 tem sido uma força unificadora na comunidade, promovendo o espírito de camaradagem, desenvolvendo competências práticas e incutindo o amor pela natureza. A foto de grupo anexa, capturando (quase) todos os elementos com entusiasmo renovado, simboliza a união e a determinação em seguir em frente.
Ao longo dos últimos 25 anos, o agrupamento tem sido um farol de serviço à comunidade, capacitando jovens a tornarem-se cidadãos comprometidos e conscientes. A renovação das promessas destaca o compromisso contínuo do Agrupamento 1127 em fazer a diferença na sociedade, promovendo valores essenciais que moldam o caráter dos seus membros.
O Agrupamento 1127 expressa a sua gratidão à comunidade pelo apoio ao longo destes anos e compromete-se a continuar a ser uma força positiva na formação da juventude local.

29 Fev 2024

Despedida e agradecimento às Irmãs Carmelitas Descalças ao Serviço dos Pobres

No domingo, dia 25 de fevereiro, pelas 11h30, o Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, presidiu à Eucaristia dominical, na igreja de Nossa Senhora de Fátima, em Évora, por ocasião da despedida e agradecimento às Irmãs Carmelitas Descalças ao Serviço dos Pobres, a trabalhar naquela Paróquia e que deixam a Arquidiocese, partindo para o Brasil por reduzido número de Irmãs.

27 Fev 2024

A Quaresma na Cidade de Évora 2024

Como é habitual o Tempo de Quaresma é vivido de forma intensa na cidade de Évora.

Com organização das Paróquias da Cidade de Évora, estão agendados as seguintes celebrações e eventos:

14 de Fevereiro | Igreja do Carmo
18h15 – Eucaristia com a imposição das Cinzas, presidida pelo Senhor Arcebispo D. Francisco

17 de Fevereiro | Igreja de São Francisco
11h00 e 15h00 – Peça de Teatro «Meu Cristo Partido»

27 de Fevereiro | Igreja do Espírito Santo
21h15 – Catequese Quaresmal «Eucaristia e Sinodalidade»
(P. Miguel Gonçalves Ferreira)

3 de Março | Igreja do Espírito Santo
15h00 – Eucaristia seguida de Procissão do Senhor Jesus dos Passos

5 de Março | Igreja do Espírito Santo
21h15 – Catequese Quaresmal «Eucaristia e Vocações»
(P. Alberto Martins)

12 de Março | Igreja do Espírito Santo
21h15 – Catequese Quaresmal «Eucaristia e Oração»
(P. António Sant’Ana)

22 de Março | Da Igreja do Espírito Santo à Igreja São Francisco
21h00 – Via Sacra pela Cidade

 

 

 

17 Fev 2024

17 de fevereiro, em Alcácer do Sal: Curso de Formação para Catequistas

No dia 17 de fevereiro decorrerá uma nova sessão do Curso de Formação para Catequistas, em Alcácer do Sal, promovido pela Paróquia local.

O Programa do Curso de Iniciação para Catequistas conta com o seguintes módulos:
1 – Catequética – o que é a catequese; 2 – Perfil do catequista – quem é o catequista; 3 – Palavra de Deus – o que anuncia a catequese; 4 – Psicologia – a quem anuncia o catequista; 5 – Pedagogia – como anuncia o catequista.

Na primeira sessão, realizada a 20 de janeiro, foram abordados os primeiros três módulos, sendo que para o dia 17 de fevereiro, está agendada nova sessão deste Curso em Alcácer do Sal, na qual serão desenvolvidos os restantes módulos. O programa do dia 17 de fevereiro é o seguinte: 9h30 às 13h – Psicologia; 14h15 às 17h – Pedagogia; 15h – Palavra de Deus.

O Curso está aberto a todos os Catequistas da Arquidiocese. Os interessados em participar devem inscrever-se através do mail: paroquiasdealcacer@gmail.com

 

 

09 Fev 2024

11 de fevereiro de 2024: 32º Dia Mundial do Doente (Entrevista completa ao Doutor João Mendes da Pastoral da Saúde) (com Vídeo)

O 32.º Dia Mundial do Doente é celebrado pela Igreja Católica a 11 de fevereiro, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes, e na mensagem para este ano, o Papa escolheu como tema “Não é conveniente que o homem esteja só”.

Em entrevista à Esperança Multimédia, que pode ser vista na íntegra nos canais digitais da Arquidiocese e do jornal “a defesa”, o Doutor João Mendes, membro da Comissão Arquidiocesana da Pastoral da Saúde, faz uma reflexão sobre a Mensagem do Santo Padre:

Esperança Multimédia – A solidão é a nota mais forte que o Papa deixa na sua mensagem. Solidão que se vive em vários contextos e que tem múltiplas causas. Que reflexão faz a partir desta mensagem do Santo Padre?

João Mendes – De facto, uma das ideias centrais da mensagem do Papa é a problema da solidão: cujo título é como referiu, Não é conveniente que o homem esteja só: cuidar do doente, cuidando das relações.

Em primeiro lugar queria dizer, que este ano faz 40 anos que o Papa João Paulo II ofereceu ao mundo um documento notável sobre o sofrimento humano, na sequência da sua experiência de doença motivada pela tentativa de assassínio de que foi vítima, a 13 de Maio de 1980, escreveu a Encíclica Salvifici Doloris, publicada a 11 de Fevereiro de 1984, que constitui a carta magna da Pastoral da Saúde.

Esta encíclica ajuda-nos olhar para a pessoa como o centro da intervenção humana no mundo da saúde e termina com uma interpretação maravilhosa da parábola do Bom Samaritano em que este estrangeiro faz, o que tem ao seu alcance, dar saúde e mais qualidade de vida ao homem caído na estrada de Jericó. (Lc.10. 25-37)

A comissão diocesana pensou em celebrar esta data com uma jornada de formação para profissionais de saúde cujo tema ainda não está definitivamente decidido, mas irá ser ligado a esta encíclica.

Voltando à necessidade de refletirmos sobre a solidão. É urgente percebermos a vivência de cada um, relativamente a este sentimento humano, muitas vezes tão doloroso e que pode ter consequências muito graves para muitas pessoas. Muitos dias surgem-nos, nos meios de comunicação social, jovens e adultos que optam por terminar a vida.

É, por isso, que se torna urgente refletir sobre o sofrimento relacionado com esta problemática e encontrar os caminhos para o superar e descobrir para ele um sentido mais profundo. Penso que é a falta de sentido para a vida, que se revela a grande causa de sofrimento de muitas pessoas que entram em processos de solidão e, posteriormente, em estados depressivos com consequências graves ou mesmo fatais.

Existe uma correlação entre a solidão e o isolamento social. A solidão é um fenómeno psicológico com implicações profundas de ordem espiritual, pode vir acompanhado de inquietação, desânimo, ansiedade, sensação de isolamento e desejo de ser útil a alguém, ela agrega sentimento de perda e a vida passa a ser despropositada, nesta situação, pode ou não existir isolamento social.

O isolamento social refere-se a aspetos físicos e geográficos que envolvem a separação, o seu significado é a completa privação de contatos sociais e, este estado pode ser imposto ou voluntário.

A solidão é de ordem psicológica e espiritual enquanto o isolamento social pode ser de ordem física.

Isolamento social é estar só́, a solidão é sentir-se só́.

A velhice é um daqueles momentos em que a solidão pode ser vivenciada com mais facilidade. Por definição, esta fase da vida é acompanhada por uma sucessão de perdas, como trabalho, posição social, cônjuge, algumas capacidades físicas, etc., que facilitam a vivência da solidão.

A experiência subjetiva da solidão é tanto mais intensa quanto mais presente é a doença.

Por outro lado, a solidão pode ter graves consequências negativas para a saúde. A nível físico, sabemos que tem um efeito enfraquecedor do sistema imunológico e consequente redução dos meios de defesa do nosso organismo.

Acho que temos que olhar para este problema como um problema que nos afeta e o Papa traz este problema para a reflexão atual.

Logo no segundo e terceiro parágrafos da mensagem identifica aqueles homens e mulheres que devem ser o foco da intervenção no âmbito da saúde:

Francisco então escreve que pensa, por exemplo, “em todos aqueles que permaneceram terrivelmente sós durante a pandemia de Covid-19: pacientes que não podiam receber visitas, mas também enfermeiros, médicos e pessoal auxiliar, todos sobrecarregados de trabalho e confinados em espaços isolados. E não esqueçamos quantos tiveram de enfrentar sozinhos a hora da morte, assistidos pelos profissionais de saúde, mas longe das suas famílias”.

Então o Papa associa-se, pesaroso, “à condição de sofrimento e solidão de quantos, por causa da guerra e suas trágicas consequências, se encontram sem apoio nem assistência: a guerra é a mais terrível das doenças sociais e as pessoas mais frágeis pagam-lhe o preço mais alto”.

O mundo já ultrapassou a situação de pandemia, mas vivemos em tempos de guerras, e o sofrimento humano não pode ser esquecido. Podemos aqui verificar que o isolamento social e solidão estão presentes naqueles povos em guerra para além da falta das condições mais básica de sobrevivência.

Podemos dizer que a solidão é um problema mais grave do que possamos imaginar.

 

 

Esperança Multimédia – A cultura de descarte e cada vez mais individualista que vivemos é outro dos pontos da mensagem do Santo Padre. Como é que a Igreja e em particular a Pastoral da Saúde pode “combater” esta cultura?

João Mendes – O Papa Francisco em relação à cultura do descarte foi revisitar a Carta Fratelli TuTTi  – referindo que «as pessoas já não são vistas como um valor primário a respeitar e tutelar, especialmente se são pobres ou deficientes, se “ainda não servem” (como os nascituros) ou “já não servem” (como os idosos)» (Francisco, Carta enc. Fratelli tutti, 18).”

A ideia do descarte, aos poucos foi-se tornando uma presença bastante frequente, em todas as Culturas. Todas aquelas realidades que tinham algum defeito, desgastes ou começaram a ser estorvo e outras motivações eram simplesmente descartadas. Eram destinados ao lixo… mas com frequência os próprios seres humanos, são descartados como se fossem coisas desnecessárias.

A pouco a pouco foi-se criando a “Cultura do Descarte”. Uma realidade que com o caminhar da História se foi tornando uma presença muito forte em todas as Culturas.

Já percebeu que as pessoas se têm tornado cada vez mais distantes uma das outras…

Isso pode ser devido à desumanização, cada vez mais presente na sociedade.

A sociedade está rodeada de grandes quantidades de fatores que a limitam e condicionam o dia a dia de muitas pessoas. Assim, inundados pela nova realidade, muitas vezes anestesiados pelo excesso de informações instantâneas, começa-se a perceber uma falsa conexão entre as pessoas, provocando o que se chama de desumanização.

Neste mundo cada vez mais globalizado, as sociedades passam a viver imersas em planos de realidades diferentes. E quem não produz, quem não serve, quem é velho ou doente e frágil é descartado.

Na pastoral da saúde, nas nossas paróquias temos que ter um olhar atento para os mais fracos e mais frágeis da sociedade. Não nos devemos esquecer dos profissionais da saúde, médicos enfermeiros, técnicos, auxiliares e voluntários que vivem muitos momentos de dificuldades no exercício da sua missão. O Papa não esqueceu ninguém nesta mensagem…

Todos, todos todos …, somos úteis no mundo em que vivemos.

É necessário aproximar as diferentes gerações: bisavós, avós, filhos e netos. É importante solidificar e cultivar as relações familiares, as relações de vizinhança, as relações dos membros das nossas comunidades.

Penso que os vários movimentos paroquiais que visitam doentes, contactam pessoas necessitadas de ajuda económica e espiritual se devem unir e ter estratégias conjuntas de intervenção social.

Na nossa paróquia, a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima (Évora) todos estes movimentos se juntaram e com o nome de “Somos UM” definiram uma estratégia de intervenção comum.

Fomos criados para estar juntos e não sozinhos diz Francisco logo no início da mensagem deste ano.

 

Esperança Multimédia – “O primeiro cuidado de que necessitamos na doença é uma proximidade cheia de compaixão e ternura. Por isso, cuidar do doente significa, antes de mais nada, cuidar das suas relações, de todas as suas relações: com Deus, com os outros. Esta é a missão fundamental da Pastoral da Saúde?

João Mendes – Como referi no fim da questão anterior Francisco diz-nos que “fomos criados para estar juntos não sozinhos” e no subtítulo da mensagem refere então “cuidar do doente, cuidando das relações”. Penso que estamos aqui a refletir sobre a dimensão espiritual do homem, na sua relação com Deus, com ele próprio, com o ambiente e com os que o rodeiam. É sobretudo através da espiritualidade que se manifesta o sentido para a vida.

Olhar para a dimensão espiritual do homem é uma missão fundamental da pastoral da saúde.

A Pastoral da saúde tem 3 grandes objetivos:

  1. a) Construir a paróquia como fonte de saúde integral.
  2. b) Desenvolver o serviço cuidador de Cristo aos doentes
  3. c) Defender e acompanhar os doentes mais necessitados.

Nos contactos que temos com as comunidades paroquiais na diocese as atividades têm sempre em mente estes objetivos com o propósito de:

– Despertar a consciência da missão curadora da paróquia

– Recuperar o lugar privilegiado do doente na comunidade paroquial

– Manter a comunidade junto do doente

– O acompanhamento dos doentes mais necessitados

Este ano os temas são:

– a solidão, a saúde e a velhice.

– Longevidade, símbolo e oportunidade

Celebramos também a Eucaristia no final do encontro.

Estivemos em Monforte no dia 27 de Janeiro de 2024 e em Foros de Vale Figueira, 3 de Fevereiro de 2024. Estaremos ainda em Portel, 24 de Fevereiro de 2024.

A Pastoral da Saúde é o serviço organizado da Igreja de assistência espiritual às pessoas doentes. Não podendo participar na celebração comunitária, a comunidade encarrega-se de ir até eles, prestando-lhes ajuda prática, conforto humano e espiritual e facilitando o seu acesso aos sacramentos.

 

Esperança Multimédia – O Papa não esquece também todos os profissionais da saúde, que durante a Pandemia também tiveram experiências muito fortes com sobrecarregamento de trabalho e em condições muito difíceis. Como é que a Pastoral da Saúde acompanha os profissionais de saúde e todos aqueles cuja missão é cuidar do outro fragilizado pela doença?

João Mendes – De facto, na mensagem Francisco não esqueceu os profissionais de saúde dado que são aqueles que giram à volta do núcleo central que é o doente, e faz referência sobretudo ao papel importante que desempenharam nos anos trágicos da pandemia.

Os profissionais de saúde, os voluntários, os visitadores de doentes e todos os que se dedicam aos mais frágeis também precisam de ser acompanhados na sua missão de cuidar dos outros.

Em termos concretos de acompanhamento temos tido algumas atividades anuais essencialmente viradas para os profissionais de saúde:

– Um encontro de reflexão de natureza espiritual

– Uma jornada de formação com temas que trazem contributos importantes para se olhar para a pessoa e para as suas necessidades.

– Uma palestra com um tema desenvolvido por um perito na área do tema proposto (geralmente são temas da área da ética ou dos problemas que afetam o mundo da saúde no momento e que são desenvolvidos por figuras de relevo nacional.)

 

Na celebração de mais um Dia Mundial do Doente, que mensagem gostaria de deixar à Arquidiocese de Évora?

João Mendes – Acho importante acentuar alguns aspetos da mensagem do Papa:

 Francisco alerta-nos para uma “verdade central da nossa vida: viemos ao mundo porque alguém nos acolheu, somos feitos para o amor, somos chamados à comunhão e à fraternidade.

Assim somos responsáveis a viver em sociedade e a preocuparmo-nos uns pelos outros.

Dirigindo-se aos doentes conforta-os dizendo “A vós que vos encontrais na doença, passageira ou crónica, quero dizer-vos: Não tenhais vergonha do vosso desejo de proximidade e ternura. Não o escondais e nunca penseis que sois um peso para os outros. A condição dos doentes convida-nos a todos a abrandar os ritmos exasperados em que estamos imersos e a reentrar em nós mesmos.

E dirigindo-se a todos nós cristão convoca-nos a cuidar de quem sofre e está sozinho, porventura marginalizado e descartado. Temos que encontrar mecanismos e estratégias de combater a cultura do individualismo, da indiferença, do descarte e fazer crescer a cultura da ternura e da compaixão.

E no final da mensagem dirige-se novamente aos doentes, aos frágeis, aos pobres acentuando que estes estão no coração da Igreja e devem estar também no centro das nossas solicitudes humanas e cuidados pastorais. Não o esqueçamos! E confiemo-nos a Maria Santíssima, Saúde dos Enfermos, pedindo-Lhe que interceda por nós e nos ajude a ser artífices de proximidade e de relações fraternas.

08 Fev 2024

11 de fevereiro: Dia Mundial do Matrimónio

No dia 11 de fevereiro celebra-se o Dia Mundial do Matrimónio.

Para marcar esta data, o movimento Encontro Matrimonial lançou, a todos os sacerdotes da Arquidiocese de Évora, o desafio de convidarem todos os casais presentes na Eucaristia desse domingo a renovarem os votos do casamento.

02 Fev 2024

Nossa Senhora das Candeias: Mourão celebrou a padroeira (com fotos)

No dia 24 de Janeiro, celebrou-se a primeira noite da novena em Honra de Nossa Senhora das Candeias, Padroeira de Mourão.
Alguns elementos dos Bombeiros Voluntários de Mourão, acompanhados pela Banda Municipal Mouranense, levaram o Guião de Nossa Senhora até ao seu Santuário. Depois a Banda Municipal Mouranense tocou o Hino de Nossa Senhora e de seguida, um filho da terra, o Diácono António Martins iniciou a novena da Nossa Padroeira, abrilhantada pelo grupo coral.

Deste modo a novena em Honra a Nossa Senhora das Candeias decorreu, às 21h, até 1 de Fevereiro.

No dia 2 de Fevereiro, dia Solene da Festa em honra de Nossa Senhora das Candeias, a Eucaristia foi às 11h30, e a solene Procissão, às 17h, tendo sido presidida pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho.

 

Como é tradição, as Festas em Honra de Nossa Senhora das Candeias em Mourão contam também com um programa de animação cultural que decorrerá até 4 de fevereiro (ver cartaz), composto por arruadas, espetáculos musicais, exposição e festival taurino.

 

27 Jan 2024

Jovens da Missão País animam Montemor-o-Novo (com fotos)

No dia 26 de janeiro, cerca de 300 pessoas, entre crianças, jovens e adultos, acorreram à noite ao Teatro Curvo Semedo para assistir à peça “Perdidos e achados”. Todos ficaram até ao fim, dada a envolvência que existiu entre o palco e a plateia. A representação da peça feita com a equipa de jovens da Missão País foi um sucesso. De referir que os jovens atores, todos amadores e a maioria sem nunca ter representado, tiveram apenas 5 dias para preparar e ensaiar a peça e as canções! Montemor-o-Novo saboreou uma noite excecional com muita qualidade artística e a mensagem que os jovens quiseram dar.

Além do Teatro, não podemos esquecer todas as outras atividades em que estiveram envolvidos nestes dias, a animação da oração do Terço e dos cânticos na Igreja, o apoio e a animação com crianças e idosos no Lar e ainda o apoio na limpeza e recuperação de uma habitação atingida pela enchente e chuvas da semana anterior.

Foram dias intensos, tendo também animado um espaço que há muito não era usado na Misericórdia de Montemor-o-Novo que em parceria com o Município proporcionaram a presença dos jovens universitários entre nós…

A partida destes jovens deixa saudade, mas também “sementes de renovada esperança”… Mas tenhamos ânimo, pois no próximo ano há mais, dado que a Missão País regressa a estas terras!