Categoria: Agenda

23 Jun 2024

23 de junho: Bodas de ouro sacerdotais do Cónego Manuel Maria Madureira da Silva (com entrevista)

No domingo, dia 23 de junho, a Paróquia de Santo Antão vai homenagear o Cónego Manuel Maria Madureira da Silva, por ocasião das suas Bodas de Ouro Sacerdotais. Pelas 12h, será celebrada Eucaristia. Às 14h, será o almoço (mediante marcação). E pelas 15h30, no Evorahotel, decorrerá a apresentação de um Livro Comemorativo.
Por ocasião do jubileu sacerdotal, Ser Igreja Évora entrevistou o cón. Manuel Maria Madureira da Silva, que partilha o seu testemunho:
Pode contar-nos de forma breve a sua história vocacional?
A vocação sacerdotal – tal como a constituição da família e todas as outras – tem dois elementos fundamentais: a proposta e a resposta. Na minha vocação coube-me dar a resposta que não foi dada por palavras nem de uma só vez, mas pela assiduidade e continuidade ao longo dos anos. Da mesma maneira, a proposta nunca foi clara nem barulhenta nem contundente. Às vezes foi mesmo obscura e era escutada no silêncio e no exemplo de muitas pessoas que me rodeavam. Elas é que foram o instrumento que Deus utilizou na proposta do chamamento. Com elas foi-me fácil dar a resposta. Nisso teve enorme peso e influência a minha família.

Sou natural de uma aldeia que pertence, religiosamente, à diocese de Lamego. Quando, em criança, me perguntavam o que queria ser quando fosse grande, nunca me passou pela cabeça vir a ser padre. Várias tentativas me provocaram para tal. O meu pároco de então passou, um dia, pela Escola e fez referência a isso, mas não me convenceu, até porque só tinha nove anos. Ao fazer dez, houve um acontecimento ímpar na aldeia: a missa nova do meu primo P. Manuel Madureira Dias (futuro bispo do Algarve) que, pouco tempo mais tarde, foi estudar para Roma e a quem – por indicação paterna – escrevi uma carta a dizer-lhe que “nas férias de verão, podíamos falar do assunto da vocação”, numa vinda para a diocese de Évora e não de Lamego, como seria mais natural. A coisa começou a desenhar-se, até porque tinham ido para o Seminário de Resende (diocese de Lamego) três colegas de escola, um pouco mais velhos e que, pouco depois, abandonaram os estudos. De facto, no dia 18 de setembro de 1962, desci até Vila Viçosa onde dei continuidade ao ensino primário. Tudo era novidade, estranheza, lonjura e saudades. Sobretudo saudades. Tinha onze anos. Todo o tempo de Seminário Menor e Maior foi ininterrupto. Resolviam-se os problemas e a vida continuou. Tudo se foi conseguindo a ponto de, com os anos que se consubstanciavam em curso liceal, de filosofia e, finalmente, de teologia, lá fui singrando. E, quando me apercebi (!), já tinha chegado ao fim do curso. A vocação foi um “sim contínuo” com alguns sobressaltos acompanhados de muita lisura.

O tempo e os colegas foram o alfobre que me serviu de estrutura vocacional. Se, enquanto criança e adolescente, o tempo passou sem sobressaltos, a juventude e as influências que lhe são próprias tanto criaram momentos de desilusão como de entusiamo. Sim, que isto de vocação sacerdotal não é diferente de todas as outras vocações. Os altos e os baixos, os encantos e desencantos, os bons e os maus conselhos, os sonhos e as realidades, eu sei lá, foram situações sempre presentes. Uma coisa é certa: o que mais contou foi a ação divina e a presença em mim de uma vontade que me fazia lutar constantemente pela prossecução do objetivo vocacional: ser padre. Uma curiosidade: em 1962, entrámos 56 miúdos em Vila Viçosa; a partir do terceiro ano de teologia,  (em 1973) era eu único no curso, ainda que acompanhado de um colega dois anos mais velho que, tendo interrompido, regressou e passou a ser meu companheiro. Todos foram saindo nesse período de dez anos de vida nos Seminários. Razões variadas causaram o clima que levou ao abandono do Seminário. Foram tempos em que se viveram os conturbados anos do pós Concílio Vaticano II, as ideologias de uma juventude que encarou e viveu o maio de 68 e o espírito irrequieto que antecedeu o Abril de 74. Imaginemos como isso foi… Certo, certo, é que em 23 de junho de 1974, na Sé de Elvas (Paróquia de Assunção), houve festa rija de ordenação: eu e o Zé Branco como presbíteros e o Tavares (do Preciosíssimo Sangue, que acabara o seu curso em Espanha) como diácono. O P. Zé Branco morreu três anos depois num acidente rodoviário perto de Estremoz e o Tavares também morreu, por problemas de saúde, uns anos depois.

Quais as principais atividades que desenvolveu ao longo destes 50 anos?

O meu curriculum foi variado, mas todo na linha do serviço. Desde que sou padre, e ainda no ano de 1974 – poucos meses depois da ordenação – o meu primo, então pároco em Elvas na Paróquia de Santa Maria de Alcáçova, aceitou-me como “instruendo” na arte da paroquialidade. No ano seguinte foi-me entregue a Paróquia da Boa Fé – paróquia cuja igreja tinha sido concluída no ano anterior. Com a colaboração de um grupo atuante de bons católicos lá residentes, foi possível iniciar e dar corpo à missão pastoral que o Bairro da Boa Fé precisava. A Paróquia crescia a olhos vistos. Entretanto, iniciei-me como professor de português na escola Secundária, com aulas noturnas. E assim foi até  setembro de 1978, data em que fui fazer pós-graduação em Filosofia na Universidade Católica de Braga, sem deixar o essencial da Paróquia, onde estava presente nos momentos principais que as férias letivas permitiam. Durante o tempo que durou a pós-graduação, ainda estive ligado ao Colégio de Cinfães e à Paróquia de Travanca. Acabada a pós-graduação, vim para Évora, para o Seminário, onde fui Prefeito de Teologia e professor de Filosofia em 1983-1987. Também me desdobrei na música, como maestro do coro do Seminário e do Coral Évora. Em simultâneo, liguei-me ao Magistério (Educadores e Professores do 1.º ciclo) e à Escola André de Resende. Desde que o ISTE se instalou no edifício da Rua Vasco da Gama, tenho sido professor das cadeiras de Antropologia Filosófica, Axiologia e Ética, e Filosofia do Conhecimento (no curso de Teologia), colaborando também na Revista Eborensia.

À parte estes afazeres, fui pároco das Alcáçovas “um ano menos um dia” em 1988-89 e, desde então, pároco da Paróquia de Santo Antão em Évora e de N.ª S.ª da Graça do Divor e, desde 2001, Chanceler da Cúria Arquidiocesana de Évora. Também tenho estado ligado à Pastoral familiar em diversos grupos de casais. Fruto de muitas reflexões que o trabalho académico exige, publiquei várias obras de cariz ético-antropológico  a que chamei “Prioridades” (3 volumes), “Reflexos” (5 volumes) e “Questões Fraturantes”; e também de cariz catequético (“Catorze obras de misericórdia”, e “Compreender as Bem-aventuranças”). São pequenas reflexões do tamanho A4 e que, no seu conjunto, constituem 830 temas.

Ao cumprir 50 anos de ordenação, que balanço faz?

Fazer um balanço referente a um período de tempo tão longo e de atividade tão díspar é colocar-me no papel de juíz em causa própria. E eu não quero fazer esse julgamento. Preferia que fossem outros a fazê-lo, para que não seja eu a denegrir o bem que foi conseguido ou a exaltar o mal que foi realizado. Sim, que nestas coisas nunca há imparcialidade. Do que me tem chegado aos ouvidos a percentagem é mais favorável ao positivo do que ao negativo. Talvez que essa análise não seja descabida. Pela minha parte, acho que serei honesto aceitando essa visão, porque julgando não os efeitos mas o esforço em os atingir, reconheço que nunca me faltou força de vontade e sempre foi meu gosto colocar todo o empenho na sua prossecução. É, então, um balanço positivo.

Que votos faz para o futuro?

Qualquer pessoa que atinge a idade da reforma deve pensar em descansar. E eu não devo ser diferente. Mas o desejável, o que é comum, não é o possível quando se exerce o múnus de sacerdote. Enquanto for possível e os “trémulos joelhos” o permitirem… enquanto a saúde (apesar dos seus reveses) me for acompanhando e à minha volta não houver demasiados empecilhos, espero continuar a ser útil para quem me rodeia, na missão que me propus e nas atividades que me continuam a ser pedidas.
23 Jun 2024

29 de junho, às 11h, na Igreja de S. Francisco, em Évora: Ordenação Presbiteral do Diácono Tomás Dias

No próximo dia 29 de junho, Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo, pelas 11h, na Igreja de São Francisco, em Évora, acontecerá a Ordenação Presbiteral do Diácono Tomás Dias, presidida pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho.

A Missa Nova será celebrada na Igreja Matriz de Coruche, no dia 30 de junho, às 17h30.

Recorde-se que a Ordenação Diaconal de Tomás Dias, seminarista do Seminário de Nossa Senhora da Purificação – Maior de Évora, natural de Coruche, oriundo da parte ribatejana da Arquidiocese de Évora, decorreu no dia 8 de dezembro de 2023, pelas 17h00, na Catedral de Évora, na Eucaristia da Solenidade da Imaculada Conceição.

 

21 Jun 2024

22 de junho, no zoom: Secretariado diocesano de Évora para a Pastoral do Povo Cigano promove «À conversa sobre preconceitos!» (com fotos)

O Secretariado para a Pastoral do Povo Cigano da Arquidiocese de Évora está a promover, na tarde deste sábado, dia 22 de junho, a iniciativa «À conversa sobre preconceitos!».
A atividade conta com a presença de Manuela Mendonça, presidente da Academia de História; Fernanda Reis, Secretariado Nacional da Pastoral dos Ciganos; Bruno Oliveira, mediador intercultural cigano no Hospital de São José (Lisboa) e o padre italiano Agostinho Mártir que vive com grupos de ciganos, lê-se numa nota enviada à Agência ECCLESIA
O ID da reunião é 845 0830 0006 e a senha é diocese.
21 Jun 2024

26 a 31 de agosto: Monjas de Belém promovem campo de trabalho e oração

As Monjas de Belém do Mosteiro Nossa Senhora do Rosário, em Coruche (Arquidiocese de Évora), promovem, de 26 a 31 de agosto, um campo de trabalho e oração.

Esta iniciativa tem como destinatários rapazes e raparigas dos 18 aos 30 anos.

O Mosteiro de Nossa Senhora do Rosário pertence à Família Monástica de Belém, da Assunção da Virgem e de São Bruno e alberga a respetiva comunidade portuguesa.

mosteiro encontra-se a 9 km da Vila do Couço, município de Coruche, “imerso numa paisagem de silêncio, em que sobreiros, azinheiras e oliveiras coexistem com vegetação dispersa que varia, com parcimónia, em função das estações do ano”.

21 Jun 2024

6 de julho, às 17h, em Borba: Ordenação Diaconal de Carlos Corales

No dia 6 de julho, pelas 17h, em Borba, o Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, presidirá à Eucarista na qual se celebrará a Ordenação Diaconal de Carlos Corales, aluno do Seminário Redemptoris Mater de Nossa Senhora de Fátima (Évora).

21 Jun 2024

8 a 12 de Julho: Retiro Anual do Clero da Arquidiocese de Évora

Entre os dias 8 a 12 de Julho, realizar-se-á o Retiro Anual do Clero no Seminário Maior de Évora, este ano orientado pelo Senhor Cardeal D. Manuel Clemente.

“O Retiro será um tempo importante para cada um de nós, de encontro com Deus na oração e no silêncio e de encontro com os colegas”, escreve o Departamento da Formação do Clero numa missiva enviada ao Clero da Arquidiocese de Évora.

21 Jun 2024

Festa em honra de Nossa Senhora da Saúde de Évora vai realizar-se a 8 de setembro

A Mesa da Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde de Évora emitiu um comunicado no qual informa que a Festa em honra de Nossa Senhora da Saúde de Évora vai passar a realizar-se, a partir do corrente ano, a 8 de setembro.

Partilhamos o Comunicado na íntegra:

“A Real Irmandade de Nossa Senhora da Saúde de Évora vem, por este meio, comunicar a toda a população que decidiu em reunião de Assembleia Geral, com aprovação do Senhor Arcebispo e do nosso Reverendo Capelão, realizar as Festas em honra da sua Padroeira a partir do corrente ano de 2024, a 8 de Setembro ou no fim de semana mais próximo do dia 8, e não no primeiro Domingo de Julho como se tem realizado. O dia 8 de Setembro é o dia em que a Igreja comemora a Natividade de Nossa Senhora e não sendo uma festividade fixa em final de semana exige que anualmente a festa seja realizada anualmente no calendário do mês de Setembro. Este ano, não é o caso, o dia 8 de Setembro recai num Domingo.O mês de Julho revelou-se um mês muito quente para a realização da procissão, uma altura de férias e de maior dificuldade de agenda para reunir instituições e apoios que a festa requer. A Mesa da Irmandade levando esta questão à Assembleia Geral solucionou a situação pelo dia 8 de Setembro pela especial invocação Mariana da data e porque quando a Imagem de Nossa Senhora ainda estava na Igreja do Convento de Santa Margarida, segundo Túlio Espanca, era essa a data original das Festas.

A Festa será composta de Tríduo preparatório, Serenata a Nossa Senhora, Missa Solene e Solene Procissão como usualmente se tem realizado desde 2018.

Contamos com a presença de todos os fiéis neste acto de Fé e amor à Virgem Santa Maria.

18 Jun 2024

12 a 19 de junho de 2024: Atividades Principais do Arcebispo de Évora

Dia 12

– Participa no passeio anual do Clero da Zona Pastoral Oeste (Vigararias de Montemor-o-Novo e Coruche), à cidade de Salamanca (Espanha).

 

Dia 13

10h30 – Celebração do padroeiro de Reguengos de Monsaraz, Santo António, com a chegada à Praça da Liberdade das imagens dos padroeiros das paróquias daquela Unidade Pastoral. Meia hora depois, preside à celebração da Eucaristia.

18h30 – Preside à Eucaristia por ocasião das Bodas de Prata sacerdotais do P. Sezinando Alberto, em Alcácer do Sal.

 

Dia 14

11h00 – Visita a Comunidade das Irmãs Servas da Santa Igreja.

17h00 – Reunião com a Equipa Formadora do Seminário de Nossa Senhora da Purificação – Maior de Évora.

19h00 – Preside à Eucaristia, na Capela de Nossa Senhora da Purificação, em ação de graças pelo trabalho realizado pelo P. Vicente Hernandez, que termina as suas funções de Diretor Espiritual do Seminário Maior de Évora. Na mesma celebração serão instituídos como leitores, os seminaristas da Diocese de Ondjiva (Angola), Genitório Ngasiame e Tomé Ndilisange.

Dia 15

9h30 – No Seminário Maior de Évora, preside à abertura da Assembleia Diocesana da Pastoral da Saúde.

11h30 – Preside ao encerramento da ação de sensibilização e formação para Agentes Pastorais da Arquidiocese de Évora, no auditório da Igreja da Sagrada Família, orientada pelo Grupo VITA.

18h00 – Preside à Eucaristia Vespertina do XI Domingo do Tempo Comum, na qual ministrará o Sacramento da Confirmação, na Paróquia da Senhora da Saúde, Igreja da Sagrada Família, em Évora.

Dia 16

11h00 – Na igreja Matriz de Borba, preside à Eucaristia do XI Domingo do Tempo Comum, na qual ministrará o Sacramento da Confirmação às Paróquias daquela cidade.

16h00 – Na igreja Matriz de Viana do Alentejo, preside à celebração de ação de graças pelos 75 anos das Irmãs Escravas da Santíssima Eucaristia e da Mãe de Deus.

Dia 17

15h00 – Reúne-se com o Conselho Permanente do Conselho de Presbíteros da Arquidiocese de Évora.

Dia 18

11h00 – No dia em que a Santa Casa da Misericórdia de Borba celebra 500 anos, participa no programa celebrativo e preside à Missa campal na Aldeia Social daquela Santa Casa da Misericórdia.

17h00 – Preside à reunião do Conselho de Administração da Fundação António Gonçalves, em Elvas.

Dia 19

10h30 – Participa na reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em Fátima.

14h00 – Participa na reunião do Conselho Nacional do Santuário de Fátima.