Um novo Doutor em Teologia Moral para a nossa Arquidiocese (com fotos)

No dia 9 de junho, o Padre Nuno Antunes dos “Pequenos Filhos da Mãe de Deus” (Mater Dei), na presença de alguns dos seus confrades e amigos, dos seus pais, a D. Celeste e o Sr. António, e de uma das suas irmãs, defendeu a tese de doutoramento em Teologia Moral, na Pontifícia Universidade “S. Tomás de Aquino” (Angelicum), em Roma.

BREVE PERFIL BIOGRÁFICO DO NOVO DOUTOR EM TEOLOGIA

O Padre Nuno Antunes, originário do Concelho de Torres Vedras, concluída a Licenciatura em Gestão no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) em Lisboa, começou o seu caminho na Vida Consagrada quando decidiu entrar nos Pequenos Filhos da Mãe de Deus, que têm a sua Casa-Mãe na nossa Arquidiocese.

O P. Nuno percorreu todas as etapas formativas até à profissão perpétua dos votos. Fez também o percurso dos estudos filosóficos-teológicos próprios da formação sacerdotal: dois anos de estudos no Seminário Metropolitano “San Atón” de Badajoz e cinco anos de Teologia na Pontifícia Universidade “S. Tomás de Aquino”, em Roma. De seguida, foi enviado a completar a Licenciatura canónica em Teologia do Matrimónio e da Família no “Pontifício Instituto João Paulo II para Estudos sobre Matrimónio e Família”, em Roma. No ano de 2015, foi ordenado sacerdote pelo Arcebispo de Évora. Prosseguiu com os estudos de Teologia Moral na Pontifícia Universidade Angelicum de Roma e começou a sua tese de doutoramento. Entretanto regressou à nossa Arquidiocese, onde continuou a trabalhar pastoralmente como sacerdote, recebendo também cargos de responsabilidade na sua Associação.

A tese de doutoramento defendida pelo Padre Nuno intitula-se: “La Pazienza, Elemento Struttura della Morale: la virtù della pazienza nell’insegnamento di Santa Caterina da Siena (A Paciência, Elemento Estrutura da Moral: a virtude da paciência no ensinamento de Santa Catarina de Sena).

O saudoso Papa Francisco na Bula de proclamação do Jubileu do Ano 2025 «Spes non confundit – a esperança não engana» muito oportunamente recordou que “na era da internet, onde o espaço e o tempo são suplantados pelo «aqui e agora», a paciência deixou de ser de casa. Se ainda fôssemos capazes de admirar a criação, poderíamos compreender como é decisiva a paciência. Esperar a alternância das estações com os seus frutos; observar a vida dos animais e os ciclos do respetivo desenvolvimento; ter os olhos simples de São Francisco, que no seu Cântico das Criaturas, escrito precisamente há 800 anos, sentia a criação como uma grande família, chamando «irmão» ao sol e, à lua, «irmã». Redescobrir a paciência faz bem a nós próprios e aos outros”.

Damos graças a Deus por esta meta alcançada pelo P. Nuno Antunes, tendo consciência que o título conseguido representa certamente um dom que vem enriquecer a sua Comunidade, mas também a nossa Igreja diocesana.

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ARQUIDIOCESE DE ÉVORA