“Todos para servir” apelou o Arcebispo de Évora na Eucaristia jubilar do Dia da Igreja Diocesana (com fotos)

O Dia da Igreja Diocesana está a ser celebrado, este ano, na manhã de outono deste sábado, dia 4 de outubro, em Évora.
Em pleno Jubileu do Ano Santo 2025, mais de meio milhar de diocesanos responderam ao convite do Prelado e enchem por completo a ampla e imponente igreja de S. Francisco.
A jornada começou com a oração de Laudes. Seguiu-se a apresentação do Plano Pastoral 2025-26, pelo cónego Mário Tavares de Oliveira, e com intervenções do cónego José Morais Palos, do P. Manuel Vieira e do Cónego Francisco Couto.
Depois, pelas 10.45h, realizou-se a Peregrinação Jubilar, entre a Igreja de S. Francisco e a Catedral de Évora.
Pelas 11.30h, foi celebrada Eucaristia na Catedral, presidida pelo Arcebispo de Évora e animada liturgicamente pelos Seminaristas de Évora.
Os diocesanos, que encheram por completo a parte central e as laterais da Catedral, ouviram o Prelado eborense saudar todos, agradecendo por este abraço de unidade diocesana.

À homilia, o Arcebispo de Évora disse que “todo o tempo que vivemos depois do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo, após a paixão, morte e ressurreição do Senhor, a plenitude dos tempos é o tempo novo onde podemos entrar e medrar em vida interior repleta de sentido e luz e onde podemos ser filhos e irmãos. Falamos do tempo de Deus, um tempo sem tempo”.

“Celebrar o Ano Santo é tomar consciência do tempo todo que nos é dado viver na nossa existência. Fazemos o exercício de beber junto das fontes da redenção. Alimentarmo-nos da Eucaristia e darmos as mãos como povo sacerdotal e fraterno”, explicou.

“O apelo do Senhor se dirigiu a cada discípulo – Vem e Segue-Me! É palavra dirigida a cada um de nós hoje, o Senhor quer fazer de cada um de nós seus discípulos. Ser discípulo de Jesus é seguir atitude de serviço, disponibilidade, de integração na comunidade”, sublinhou.

“As nossas comunidades chamam por catequistas. A Catequese é o primeiro pé do tripé de uma comunidade. Acompanhar as crianças, os adolescentes, os jovens e os adultos na Catequese”, apontou.

“A celebração dos Sacramentos, da Eucaristia e da Oração Comunitária é o segundo pé do tripé da Comunidade”, referiu.

“A Eucaristia dominical deve ser a prioridade de cada comunidade. Em cada celebração dominical se percebe a vivência da comunidade. O domingo deve ser o centro da vida da comunidade”, acrescentou.

“O testemunho da caridade deve ser o terceiro pé do tripé da comunidade. Primeiro cuidar daqueles que deram toda a vida à comunidade e que agora não conseguem sair de casa. Ir até eles, levando-lhes a Eucaristia. E cuidar de todos.

“Damos testemunho em comunidade porque partilhamos, damos as mãos e servimos todos. Todos para servir”, desafiou o Prelado

“Em cada realidade que cada um de nós vive, quer no trabalho, ou no Centro Dia que frequentamos, devemos todos dar testemunho da Esperança. Porque a Esperança que não engana, ilumina a nossa vida e o nosso olhar. Havemos de ser um sinal de vida e de presença onde nos encontramos. Sinal da Esperança que não engana”, apelou D. Francisco Senra Coelho.

“Ser nova criatura no mundo imundo, marcado pela violência que corrompe, devemos ser na simplicidade diferentes, ver o que é de bom em cada ser humano. Valorizar cada pessoa, no respeito profundo, na tolerância de quem quer viver.

Testemunhar na comunidade, na sociedade, na política, no desporto, no mundo profissional e sindical, na comunicação social, devemos ser cristãos interventivos, tendo atenção a transmissão da fé às novas gerações. Todos devemos ser catequistas”, apelou.

“Estou a sonhar um ano 2025-2026 muito rico, contemplarmos a beleza da nossa fé, os mistérios da nossa fé. Vivermos a mistagogia, perceber a luz que nos tem conduzido, é a promessa que se concretiza. Contemplo como Deus tem sido meu amigo, como tem feito a minha estrada”, partilhou.

“Este ano contemplamos a beleza do Ano Santo. Louvar pelo Papa Leão XIV. Sentir as Peregrinações da nossa Arquidiocese aos Santuários Jubilares. Sentir a beleza do que Deus tem feito em mim. Para servir melhor tenho que estar mais inserido neste mistério cheio de beleza e por isso, neste compromisso de me formar”, explicou.

“Talvez não seja preciso fazer tanto, mas talvez seja preciso fazer melhor”, alertou, desafiando todos à formação.

“Colocar no coração do homem o evangelho é o melhor serviço que podemos prestar à humanidade”, apontou, referindo a importância da formação.

“Que sejas um discípulo vivo, uma testemunha de Cristo, vivendo na comunidade e no meio do mundo. E viverás esta paz de Cristo, sabendo que o Senhor diz que é preciso ser sinal e luz nas trevas. Que Nossa Senhora da Conceição nos acompanhe sempre, nas visitas pastorais que levam este espírito missionário, que este ano percorreram Portel, Viana do Alentejo e Mourão. Que nestes concelhos haja esta presença viva da Arquidiocese, neste serviço de levar Cristo aos corações humanos”, concluiu o Arcebispo de Évora a homilia.

Esta jornada marca o arranque oficial do Ano Pastoral 2025-2026 na Arquidiocese de Évora, o segundo do Biénio Pastoral, que terá como o lema geral “Comprometidos na Igreja e no Mundo”. O objetivo geral será: “Motivar o Compromisso Cristão ao serviço da Comunidade”.

“O próximo ano pastoral comportará, assim, um primeiro trimestre de celebração jubilar até à conclusão do Ano Santo e uma segunda etapa até à sua conclusão”, pode ler-se no contexto do Plano Pastoral 2025-2026, que acrescenta que “esta etapa que decorre desde o encerramento do Ano Santo até ao fim do Ano Pastoral 2026, está previsto que seja um tempo de compromisso, fruto da vivência do Ano Santo”.

“Entre os compromissos inerentes à missão da Igreja pretende-se salientar a formação dos cristãos em ordem aos serviços e ministérios laicais bem como a acção sócio-caritativa qual rosto da Igreja que procura responder às solicitações dos mais carenciados através da Caridade organizada nas comunidades”, refere.

“Para além destes compromissos, persistiremos confiadamente no caminho sinodal a partir do Documento Final do Sínodo dos Bispos e abraçaremos com decisão a formação em ordem ao Diaconado Permanente”, aponta.

Texto de Pedro Miguel Conceição/a defesa

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