No último fim de semana de Maio tivemos o privilégio de viver o Jubileu das famílias em Roma. Incitados pelo convite que o Papa Francisco fez a todas as crianças durante a JMJ em Lisboa, partimos em direção à cidade eterna com as malas cheias de preocupações e afazeres. Mas quando caminhamos para ir ao encontro de Jesus, os nossos pequenos e imperfeitos planos estão normalmente muito aquém daquilo que Deus tem preparado para nós.
Roma é, de facto, uma cidade onde a presença de Deus é palpável em cada esquina, em cada igreja, em cada história dos mártires e dos vários milagres que foram acontecendo ao longo dos tempos. Suponho que esta presença seja ainda mais evidente em ano de Jubileu.
Não é por isso de surpreender que estes tenham sido dias que nos encheram o coração de esperança e que gostaríamos de partilhar com as famílias da nossa diocese.
Durante os 3 dias do Jubileu das crianças, famílias, avós (que os italianos tão carinhosamente chamam de nonni) e idosos, participámos em várias atividades que se realizaram por toda a cidade. Entre pizzas e gelados, houve lugar para palestras, testemunhos, vigílias de oração, Eucaristias, peregrinações às várias Portas Santas e muitas brincadeiras para as crianças. Até houve uma festa das famílias! Os momentos foram preparados com muita simplicidade mas com evidente cuidado. Estavam presentes 60.000 pessoas de famílias de 130 países diferentes!
Os testemunhos revelaram preocupações bem conhecidas de todos nós, e que são comuns a muitos famílias de todo o mundo. É difícil ser fiel ao sacramento do Matrimónio e educar numa sociedade relativista e individualista, em que a autoridade dos pais e o papel da família são pouco (ou nada) valorizados. Mas não estamos sozinhos. A Igreja, através do trabalho desenvolvido pelo Dicastério da família, está permanentemente a tentar responder às nossas inquietações. Por outro lado, ficou também evidente a importância de vivermos a nossa vocação matrimonial e o nosso papel de pais em comunidade, integrados nos diferentes movimentos, guiados pela luz de Cristo e com o exemplo da Sagrada Família.
A mensagem é clara: as famílias, na sua vocação de Igreja Doméstica e de primeiro testemunho de amor incondicional, são sal da Terra e luz no mundo, sinal de paz para a humanidade e, por isso, fonte de Esperança para todos. “E não esqueçamos: das famílias nasce o futuro dos povos” (Papa Leão XIV na homilia na praça de São Pedro, 1/6/25).
Para sempre, família peregrina in Spem!
Vera e Pedro Foles
