Conselho Pastoral pronuncia-se sobre as prioridades pastorais para a Arquidiocese de Évora (Conclusões)

Na manhã do dia 21 de junho, no Seminário Maior de Évora, decorreu a primeira reunião do novo Conselho Pastoral Arquidiocesano, nomeado a 28 de março de 2025 para três anos, e com Estatutos revistos a 27 de março de 2025.

O Conselho Pastoral Arquidiocesano é composto por 24 membros, representantes de todo o território e dos diferentes dinamismos pastorais da Arquidiocese de Évora.

Depois da Oração inicial, aconteceu uma reflexão sobre a natureza e especificidade do Conselho Pastoral.

Seguiu-se a eleição da Comissão Permanente do Conselho Pastoral, tendo sido eleita como secretária Teresa Costa Pereira e como vogais Francisco Machado e Pedro Conceição.

O Arcebispo de Évora agradeceu a “presença e o sim de todos” que compõem o Conselho Pastoral, sublinhando a “importância da comunhão e da sinodalidade”.

“O Senhor conduz a Igreja e todos nós somos a Sua Igreja. Vivemos com Alguém que nos acompanha no presente e vivemos na Igreja para este tempo, neste agora e neste aqui”, sublinhou.

“O Espírito Santo ilumina a Igreja em cada época, em cada circunstância”, apontou, sublinhando “a importância da escuta do silêncio. Onde a partilha dos Irmãos faz eco na nossa escuta do silêncio”.

O Prelado eborense partilhou como “grande preocupação, a transmissão da fé a todos, todos, todos. Nomeadamente a transmissão da fé às novas gerações”, referindo “a nossa dificuldade de acompanhamento, de escuta, da pastoral do ‘estar com’. As novas gerações pedem uma Igreja simples, coerente e transparente”.

D. Francisco Senra Coelho sublinhou também a importância da “relação escola-paróquia”. “Na comunidade onde há uma boa relação entre a disciplina de EMRC e a Paróquia há uma dinâmica diferente”, referiu.

A importância da formação laical, com agentes da pastoral mais qualificados, foi também sublinhada pelo Arcebispo de Évora, apontando a necessidade de se constituir pequenos grupos de formação para formar agentes para a catequese, para a liturgia e para a pastoral social, entre outros setores da pastoral.

“Ao longo de todas as etapas da vida cristã, o Senhor chama-nos para uma vocação”, recordou, sublinhando a importância da “ação vocacional contínua”.

“Os desafios para o acolhimento, para a integração dos imigrantes, tornam-se atualmente sinal profético nestes tempos. A atenção que a Igreja tem que oferecer a esta realidade é gritante e como é enriquecedora”, apelou o Prelado.

“A realidade dramática dos sós chama a presença da Igreja através da Pastoral Sócio-Caritativa. Este é um ‘grito gritante’ pela Igreja. Onde estás Igreja? Porque estes sós estão no território de alguma Paróquia”, apontou D. Francisco Senra Coelho.

O chamamento à ordem do Diaconado Permanente foi ainda outra das prioridades referidas pelo Prelado eborense.

Os conselheiros foram ainda desafiados a pronunciar-se sobre a continuidade do Plano Pastoral, após o final do Ano Santo, com o compromisso na formação e no acompanhamento.

Após a intervenção do Prelado eborense, decorreu o pronunciamento dos Conselheiros sobre as prioridades pastorais para a Arquidiocese referindo preocupações e carência na Pastoral arquidiocesana.

A complexa e a desafiante realidade do ensino da Igreja nas Escolas foi abordada com a nota de existirem 9 escolas na Arquidiocese onde não se leciona a disciplina da EMRC – Educação Moral e Religiosa Católica.

A caminhada sinodal também foi partilhada, apontando-se a necessidade de uma maior aposta e compromisso para que as boas intenções passem à prática e que o envolvimento de todos na pastoral, nas Paróquias e na Arquidiocese seja uma realidade.

No âmbito sócio-caritativo sublinhou-se a importância de se revalorizar a Doutrina Social da Igreja, valorizando-a e concretizando-a em conteúdos para a formação de agentes.

Ampliar os serviços de respostas sociais ao nível paroquial foi outro desafio apontado, assim como a necessidade de se implementarem mais mecanismos de cooperação institucional entre as respostas sociais que já existem, articulando e reforçando as sinergias.

A importância de reforçar a articulação entre a comunicação arquidiocesana e paroquial foi um dos desafios apontados.

Sobre a realidade da vida religiosa, que conta com cerca de cem religiosas e religiosos na Arquidiocese, sublinhou-se a preocupação pela pastoral vocacional que deve ser transversal a toda a Pastoral Arquidiocesana.

A formação dos agentes envolvidos em todas as dimensões da Pastoral foi apontada como uma prioridade, assim como a maior articulação entre os vários setores da mesma.

Como propostas concretas, os conselheiros propuseram:

  • Apresentação do Plano Pastoral antecipado, separando a sua apresentação do Dia da Igreja Arquidiocesana.
  • Valorização da sinodalidade no Dia da Igreja Arquidiocesana.
  • Revisão do modelo da Peregrinação Arquidiocesana das Famílias.
  • Formação para o acompanhamento e criação de centros de escuta, dando apoio espiritual e fazendo acolhimento aos sós.
  • Revisão da relação das Paróquias com os Professores de EMRC.
  • Partilha de boas práticas de Catequese e promover formação.
  • Atenção às Santas Casas da Misericórdia, que são canónicas, procurando a sua despolitização.
  • Desafio a viver a inserção na Pastoral Social dos seminaristas.
  • Revisão da planificação do calendário do Ano Pastoral para que as atividades e iniciativas não colidam.
  • Promoção do compromisso contínuo: formação, escuta, capacidade de acompanhamento.
  • Dar atenção ao problema da falta de motivação para o compromisso de serviço de acordo com os dons e vocação de cada um. Enfatizar a importância de ensinar e promover a oração de escuta e o discernimento que são a origem de todas as vocações de serviço.

    “Foi um Conselho Pastoral excelente”, considerou o Arcebispo de Évora, agradecendo a presença, a partilha e os contributos de todos.

 

 

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