O Conselho Pastoral Diocesano da Arquidiocese de Évora reuniu na manhã de sábado, dia 21 de Fevereiro, no Seminário Maior de Évora, tendo feito uma avaliação intercalar do Plano Pastoral no corrente Ano 2025-2026, dedicado ao tema “Comprometidos na Igreja e no Mundo” e pronunciou-se sobre as prioridades pastorais para a Arquidiocese.
Após a oração inicial e a aprovação da acta da reunião anterior, na sua palavra inicial, o Arcebispo de Évora convidou os membros “a partilharem, na sua liberdade, o seu sentir sobre a Pastoral da Arquidiocese”. “Nós aqui reunidos somos um sinal da Igreja comunhão, Igreja sinodal. Atentos ao mundo, queremos partilhar as alegrias e tristezas, e fazermos levedar neste mundo a alegria do Evangelho”, referiu D. Francisco Senra Coelho, que presidiu ao Conselho Pastoral.
Depois, iniciou-se o desenvolvimento da ordem de trabalhos com a avaliação intercalar do Plano Pastoral 2025-2026 – “Comprometidos na Igreja e no Mundo”-, nomeadamente ao nível da Formação Cristã, do Compromisso Sócio-Caritativo e da Consolidação do Caminho Sinodal.
“A formação cristã permanece o eixo estruturante de toda a ação pastoral”, sublinhou um membro, partilhando “o esforço renovado na catequese, na formação de agentes pastorais e na valorização da Palavra de Deus”. No entanto, sugeriu-se maior incremento “na comunicação e partilha” do que é feito a nível paroquial para que a nível diocesano se conheça mais sobre a realidade pastoral.
Foi também dada nota das várias ofertas de formação que existem, como o Curso de Formação Teológica para Leigos, promovido pelo Instituto Superior de Teologia de Évora, e que regista uma participação significativa. Há várias décadas que também se proporcionam subsídios para a reflexão dos Grupos Paroquiais de Adultos, notando-se a necessidade de revitalizar estes Grupos, renovando-se a aposta nestes pequenos grupos, que proporcionam a proximidade e que são sinal de sinodalidade.
“É importante que haja mais formação com aprofundamento bíblico e doutrinal, além daquela que já é proporcionada”, sugeriu um membro.
Sublinhou-se também que ao nível da formação houve ações de sensibilização e formação sobre abusos sexuais, promovidas pelo Grupo VITA, na Arquidiocese, tendo sido a primeira diocese em Portugal a receber um conjunto de formações que se dirigiram aos diversos agentes da pastoral.
“Não faltam meios nem conteúdos de formação cristã na Arquidiocese. A questão é se está disponível ou acessível para todos?”, questionou outro membro, sugerindo “a possibilidade do uso dos meios digitais para levar essa formação mais além”.
No compromisso social fez-se um balanço positivo dos encontros de Grupos Paroquiais de Acção Social, a decorrer nas três Zonas pastorais.
“O destaque dado à Pastoral Social é necessário e imprescindível que seja aprofundado”, sublinhou um membro do Conselho Pastoral Diocesano, conhecendo-se o tecido composto por 260 respostas sociais no terreno, com cerca de 700 colaboradores.
“A ação social paroquial está a ser mais acompanhada, para ser revitalizada, pois é vital que a Igreja assuma a centralidade do compromisso social na Pastoral. O social é a nossa marca de água. É importante estar presente e fazer cada vez melhor, pois sem o social a Igreja passará à irrelevância”, apontou-se.
No âmbito da avaliação do Caminho Sinodal reconheceu-se que se estão a dar os primeiros passos, mas que ainda há muitos desafios pela frente, sendo que algumas Paróquias têm revelado sinais muito positivos.
Na segunda parte, os membros foram convidados a pronunciar-se sobre as prioridades pastorais, nomeadamente sobre as Linhas Centrais para o Plano da Formação Cristã dos Leigos e a criação e revitalização dos Conselhos Pastorais Paroquiais.
“Os Conselhos Pastorais Paroquiais são essenciais como órgãos consultivos e um garante da sinodalidade”, apontou um dos membros do Conselho Pastoral.
Sugeriu-se que o próximo Plano Pastoral seja centrado no tema “Comunidade Cristã: Formar para servir”, sendo oportuna que a sua estruturação seja desenvolvida num biénio pastoral.
No próximo biénio pastoral importa formar Agentes da Pastoral, com vista à ação. Que seja uma formação feita a nível paroquial, sendo que a Pastoral Arquidiocesana proporciona os conteúdos e faz a formação aos formadores.
Um desafio para o próximo biénio pastoral será também incrementar a nível paroquial a sinodalidade, a partir do Grupo Diocesano que tem acompanhado a dinâmica sinodal que está a ser realizada a nível nacional.
Acolhendo e concretizando a proposta da última reunião do Conselho Diocesano Pastoral de revitalizar a Peregrinação Arquidiocesana ao Santuário de Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, no final de maio, foi anunciado que há uma comissão que está a trabalhar numa nova dinâmica que será concretizada no corrente Ano Pastoral.
Arrancou já o grupo de formação em vista ao Diaconado Permanente, sendo que o processo ainda está em aberto até setembro, contando para já com 7 candidatos, envolvendo necessariamente as famílias.
O Conselho Pastoral Diocesano registou ainda a disponibilização e a colaboração na missão pastoral de acompanhamento dos Conselhos Pastorais Paroquiais existentes na Arquidiocese e na criação de outros em Paróquias onde ainda não existem.
