Terminou este sábado, 5 de setembro, mais uma edição dos Perdigotos, campo de férias católico que, desde 2017, procura levar a experiência de Jesus Cristo a jovens de diferentes comunidades do Alentejo e de outras dioceses.
Nascido em Beja, por iniciativa de duas jovens alentejanas, Ana Bettencourt e Mariana Medeiro, o projeto tem crescido de forma consistente ao longo dos anos, mantendo o desejo inicial de chegar ao maior número possível de jovens e proporcionar-lhes uma experiência de encontro, amizade e fé.
Entre os dias 30 de agosto e 5 de setembro, os Perdigotos voltaram a reunir rapazes e raparigas dos 13 aos 17 anos, distribuídos por três campos instalados em montes cedidos por pessoas que acreditam no projeto: dois na região de Évora e um na zona de Beja.
Com equipas de animação constituídas por cerca de 20 pessoas em cada campo — entre sacerdotes, seminaristas, animadores, diretores e outros colaboradores —, os participantes viveram uma semana marcada pela animação, pelos jogos, pela música, pelo convívio e, sobretudo, pela oração e pela descoberta da fé.
“Este campo não é um campo de férias qualquer”, explicam os responsáveis, sublinhando que nos Perdigotos existe “tempo para viver, para se ser, para se estar, para sorrir, para rezar, para animar” e também para fazer silêncio.
É precisamente nesta combinação entre alegria e interioridade que assenta a proposta do campo. Longe do ritmo habitual do quotidiano, os jovens são convidados a experimentar a presença de Jesus Cristo nas diferentes dimensões da vida: na alegria das músicas e das violas, no entusiasmo dos jogos e das atividades, na amizade construída ao longo dos dias e também no silêncio e na oração.
A proposta procura, assim, proporcionar uma experiência concreta de Jesus Cristo, vivo, jovem e presente na vida de cada participante, ajudando cada jovem a descobrir na comunidade e no testemunho dos outros um caminho de procura da “verdadeira fonte da Vida”.
O crescimento do projeto é também visível na procura. Atualmente, os Perdigotos acolhem de forma regular 162 jovens, enquanto um número semelhante fica habitualmente em lista de espera, revelando a dimensão que esta iniciativa alcançou ao longo dos seus anos de existência.
Nos Perdigotos existe “tempo para viver, para se ser, para se estar, para sorrir, para rezar, para animar” e também para fazer silêncio.
A experiência dos Perdigotos não termina, contudo, com o fim do verão. Anualmente, os jovens são também convidados a participar numa peregrinação a Fátima, que reúne grande parte dos participantes do campo de férias. Este ano, a peregrinação está prevista para os dias 27 a 31 de março.
Depois de uma semana de encontro, alegria, oração e amizade, os Perdigotos regressam agora às suas comunidades, levando consigo as experiências vividas e o desafio de continuar a fazer crescer, no quotidiano, aquilo que descobriram durante estes dias: uma fé vivida em comunidade e um encontro pessoal com Jesus Cristo.
