Antigo presidente da instituição foi homenageado em Évora numa cerimónia marcada pelo reconhecimento do seu papel na modernização, crescimento e projeção cultural da Fundação Eugénio de Almeida.
Rosário Silva
O auditório da Fundação Eugénio de Almeida (FEA) passa, a partir de agora, a chamar-se Auditório Cónego Silvestre Marques. A homenagem foi feita esta sexta-feira, em Évora, numa cerimónia marcada pelo reconhecimento do papel desempenhado pelo antigo presidente do Conselho de Administração da FEA no crescimento e modernização da instituição.
A distinção foi anunciada por D. Francisco Senra Coelho, arcebispo de Évora e atual presidente do Conselho de Administração da FEA, que destacou o legado deixado pelo cónego Silvestre Marques durante os anos em que liderou a instituição, entre dezembro de 1993 e julho de 2001.
Na intervenção, o Prelado descreveu o homenageado como “uma figura incontornável na história de crescimento e evolução” da Fundação Eugénio de Almeida, sublinhando a sua visão estratégica, capacidade de modernização e sentido de missão.
O arcebispo lembrou que foi durante a presidência de Silvestre Marques que começaram “os primeiros passos para a modernização administrativa e comercial” da FEA, assim como a criação do Fórum Eugénio de Almeida, inaugurado em 2002, espaço que viria a afirmar-se como centro cultural e de encontro da cidade.
Além da aposta na área cultural, o discurso evocou também o trabalho desenvolvido ao nível social, patrimonial e educativo, nomeadamente o Inventário Artístico da Arquidiocese de Évora, o protocolo com a Cáritas Arquidiocesana de Évora, a doação de lotes habitacionais em São Manços e o reforço do programa de bolsas de estudo que permitiu o acesso de centenas de jovens ao ensino superior.
“Honrar o passado, realizar o presente, preparar o futuro” foi a frase escolhida por D. Francisco Senra Coelho para resumir o percurso do antigo presidente da Fundação, elogiando a forma como soube preservar o legado recebido sem deixar de preparar a instituição para os desafios futuros.
Perante responsáveis da Fundação, colaboradores e convidados, o presidente do Conselho de Administração afirmou ainda que a liderança de Silvestre Marques deixou “uma marca indelével, feita de trabalho, dedicação e exemplo”, justificando assim a decisão de atribuir o seu nome ao auditório da Fundação Eugénio de Almeida.
A cerimónia decorreu em ambiente de reconhecimento e emoção, assinalando publicamente o contributo de uma das figuras mais marcantes da história recente da instituição eborense.
