Faleceu D. António Vitalino Dantas, bispo emérito de Beja

Faleceu D. António Vitalino Dantas, bispo emérito de Beja

O antigo bispo de Beja morreu esta sexta-feira, no Hospital de Braga, aos 84 anos. A Igreja recorda o seu ministério episcopal, que incluiu mais de 17 anos à frente da Diocese de Beja, e o trabalho desenvolvido no acolhimento a migrantes e refugiados

D. António Vitalino Fernandes Dantas, O. Carm., bispo emérito de Beja, faleceu esta sexta-feira, 9 de outubro, no Hospital de Braga, aos 84 anos. Nascido a 3 de novembro de 1941, em Oleiros, no concelho de Vila Verde, completaria 85 anos no próximo mês de novembro.

Numa nota de pesar, a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) expressou a sua comunhão na dor com os familiares, amigos e a Ordem do Carmo, assegurando a oração por todos os que sofrem com a sua partida. A CEP deu graças a Deus pelo ministério episcopal de D. António Vitalino e pelo serviço pastoral prestado à Igreja, em particular enquanto bispo de Beja.

Também D. Fernando Maio de Paiva, atual bispo de Beja, manifestou profundo pesar pelo falecimento do seu antecessor, convidando os sacerdotes, as comunidades religiosas e todos os fiéis da diocese a rezarem pelo seu eterno descanso. Na mensagem, sublinha a esperança cristã na ressurreição, confiando que, em Cristo, a morte é passagem para a vida eterna.

As exéquias terão lugar este sábado, 10 de outubro, às 16h, com a celebração da Missa na Igreja Matriz de Parada de Gatim, presidida por D. Fernando Paiva. O funeral seguirá depois para o cemitério local.

Um percurso ao serviço da Igreja

D. António Vitalino Dantas iniciou o seu percurso religioso junto dos Franciscanos, tendo passado pelos Frades Menores e pelos Capuchinhos, antes de ingressar no seminário carmelita da Falperra, em Braga. Foi ordenado sacerdote a 3 de agosto de 1968.

Regressou a Portugal em 1976, tendo sido colocado na Paróquia de Santo António dos Cavaleiros, em Loures. Duas décadas depois, a 3 de julho de 1996, foi nomeado bispo auxiliar de Lisboa. Recebeu a ordenação episcopal a 29 de setembro desse ano, na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

A 25 de janeiro de 1999, o Papa João Paulo II nomeou-o bispo de Beja, diocese da qual tomou posse a 11 de abril do mesmo ano. Permaneceu à frente da Igreja de Beja durante mais de 17 anos, até à resignação, a 3 de novembro de 2016, quando atingiu os 75 anos. Em outubro de 2014, a pedido de D. António Vitalino, o Papa Francisco nomeara D. João Marcos bispo coadjutor de Beja, preparando a transição na condução pastoral da diocese.

Dedicação à mobilidade humana

Ao longo do seu ministério, D. António Vitalino desempenhou também diversas funções na Conferência Episcopal Portuguesa. Entre 2005 e 2011, presidiu à Comissão Episcopal da Mobilidade Humana, dedicando particular atenção aos migrantes, refugiados e pessoas em situação de maior vulnerabilidade.

Neste âmbito, contribuiu para a reflexão e concretização de respostas pastorais centradas no acolhimento e na defesa da dignidade humana. Foi ainda membro das comissões episcopais da Doutrina da Fé, das Comunicações Sociais e da Pastoral Social e Mobilidade Humana, integrando esta última até 2020.

Perante a sua morte, a Igreja confia D. António Vitalino à misericórdia de Deus, agradecendo o caminho percorrido e o serviço prestado às comunidades cristãs, e une-se em oração à família, à Ordem do Carmo e a todos quantos acompanharam o seu ministério sacerdotal e episcopal.

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