A trasladação, realizada este sábado, 10 de outubro, assinalou um momento histórico para Balasar e para os peregrinos que encontram na Beata Alexandrina um exemplo de oração, entrega a Deus e amor à Eucaristia. Os restos mortais da Beata Alexandrina Maria da Costa foram trasladados este sábado, dia 10 de outubro, da igreja paroquial de Balasar para o novo Santuário Eucarístico, numa cerimónia presidida por D. José Cordeiro, Arcebispo Metropolita de Braga.
O momento reuniu numerosos fiéis e peregrinos, que acompanharam com devoção a passagem da urna para o novo espaço de culto e veneração, marcando uma nova etapa na história espiritual de Balasar, terra natal da Beata.
Na homilia, D. José Cordeiro destacou a profundidade humana e espiritual da vida de Alexandrina, sublinhando a forma como a sua experiência de oração e sofrimento se tornou um testemunho de fé e de atenção aos outros. «Alexandrina é uma pessoa tão cheia de pessoas!», afirmou o Arcebispo, evocando a dimensão missionária de uma mulher que,
apesar das limitações físicas e de uma vida marcada pelo recolhimento, manteve uma profunda ligação a Deus e ao mundo.
O prelado convidou os cristãos a redescobrirem o valor da interioridade, da oração e de uma vida vivida com autenticidade, num tempo marcado pela rapidez e pela superficialidade. «É viver em profundidade, rejeitando a superficialidade; é viver com inteireza e com verdade», afirmou.
A Eucaristia no centro da vida
A centralidade da Eucaristia constituiu um dos pontos fundamentais da celebração. O amor de Alexandrina pela presença de Cristo na Eucaristia e a sua entrega à oração foram recordados como dimensões essenciais do seu testemunho espiritual e evangelizador.
«O coração da Alexandrina ardia com a paixão missionária do Evangelho vivido», sublinhou D. José Cordeiro, destacando a capacidade da Beata de fazer da sua vida uma oferta a Deus e aos outros.
Associando a presença dos restos mortais ao significado do novo Santuário Eucarístico, o Arcebispo afirmou: «Ela será uma luminária da tenda do santuário», evocando o testemunho de fé que Alexandrina continuará a representar para os peregrinos.
Concluída a celebração, a urna foi transportada pelos Bombeiros Voluntários da Póvoa de Varzim até ao novo Santuário, num percurso acompanhado por centenas de pessoas, que encheram as ruas de Balasar de flores e manifestações de devoção.
Na nova capela tumular, os restos mortais da Beata ficaram depositados numa sepultura de conceção simples, orientada para o Sacrário, em consonância com a centralidade da Eucaristia na sua espiritualidade.
Um novo capítulo na história de Balasar
Nascida em Balasar, a 30 de março de 1904, e falecida a 13 de outubro de 1955, Alexandrina Maria da Costa foi beatificada pelo Papa São João Paulo II, a 25 de abril de 2004. A sua vida continua a inspirar fiéis de Portugal e de vários países, que encontram no seu testemunho um convite à oração, à confiança em Deus e à união com Cristo na Eucaristia.
A trasladação representa, assim, mais do que uma mudança de lugar: abre uma nova etapa na acolhida dos peregrinos e na transmissão da mensagem espiritual da Beata Alexandrina.
O programa prossegue este domingo, 11 de outubro, com a dedicação da igreja e do altar do novo Santuário Eucarístico, numa celebração presidida pelo Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso.
O novo Santuário afirma-se como um espaço de oração, encontro e peregrinação, destinado a perpetuar a memória da Beata Alexandrina e a dar continuidade ao seu testemunho de amor a Cristo presente na Eucaristia.
A trasladação representa, assim, mais do que uma mudança de lugar: abre uma nova etapa na acolhida dos peregrinos e na transmissão da mensagem espiritual da Beata Alexandrina.
O programa prossegue este domingo, 11 de outubro, com a dedicação da igreja e do altar do novo Santuário Eucarístico, numa celebração presidida pelo Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa Coso.
O novo Santuário afirma-se como um espaço de oração, encontro e peregrinação, destinado a perpetuar a memória da Beata Alexandrina e a dar continuidade ao seu testemunho de amor a Cristo presente na Eucaristia.










