Arcebispo de Évora e Bispo de Beja participaram na celebração, em representação da Província Eclesiástica de Évora, que reuniu bispos e representantes eclesiais e civis de Portugal e Espanha
A Catedral de Badajoz abriu, no dia 17 de setembro, a sua Porta Santa, dando início ao Ano Jubilar que assinala os 750 anos da consagração do templo. A celebração contou com a presença de uma dezena de bispos e arcebispos, mais de 70 sacerdotes, religiosas e religiosos, bem como representantes das autoridades civis e militares. Entre os participantes estiveram o Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho, e o Bispo de Beja, D. Fernando Paiva, em representação da Província Eclesiástica de Évora (Sul).
A cerimónia marcou o início de um Jubileu que se prolongará até 17 de setembro de 2027 e que pretende celebrar não apenas a história da Catedral de Badajoz, mas também a vivência da fé ao longo de sete séculos. A abertura da Porta Santa aconteceu depois de uma procissão desde o Arcebispado até ao templo, seguindo-se a leitura do documento proveniente de Roma que concede o Ano Jubilar e a indulgência plenária.
A celebração contou ainda com uma mensagem do Papa Leão XIV, enviada à Arquidiocese de Mérida-Badajoz através da Nunciatura Apostólica. O Santo Padre felicitou a Arquidiocese pelo aniversário e associou-se espiritualmente às celebrações do Jubileu.
Já no interior da Catedral, o Arcebispo de Mérida-Badajoz, D. José Rodríguez Carballo, presidiu à Eucaristia. Na homilia, sublinhou que os 750 anos constituem “motivo para dar graças ao Senhor”, mas advertiu que a efeméride não deve ficar reduzida à memória do passado. “Temos de fazer memória da nossa pertença a Cristo”, afirmou.
Refletindo sobre o significado da Catedral, D. José destacou também o simbolismo da cátedra episcopal, lugar a partir do qual o bispo é chamado a ensinar, governar e santificar. E lembrou que a Igreja não se resume ao edifício: “a Igreja não são as pedras, somos nós”, apontando Cristo como “a pedra angular” que chama os fiéis a construir a Igreja de Deus.
Um dos momentos simbólicos da celebração aconteceu depois da comunhão, com o acendimento de oito lâmpadas junto às cruzes da consagração. Sete representaram os sete séculos de história da Catedral e uma oitava foi dedicada ao futuro e à continuidade da fé.
Um ano de história, arte e fé
Ao longo do Ano Jubilar, a Catedral de Badajoz será palco de um programa diversificado, organizado em torno de cinco dimensões: história, arte, fé, conservação do património e abertura à comunidade.
Entre as iniciativas anunciadas estão um concerto da Orquestra da Extremadura, marcado para 25 de setembro, e, a 15 de novembro, a apresentação de uma obra do arquivo musical da Catedral pela Orquestra Barroca do Conservatório, integrada no programa “Resonando la música de la Catedral”. Está prevista a interpretação de uma Missa de Requiem encomendada por Godoy por ocasião do final da Guerra das Laranjas.
