Évora recebe a VIII Semana de Formação Caritas, entre 15 e 18 de setembro, que junta a rede nacional para quatro dias de formação e partilha. A Cáritas Diocesana de Évora quer aproveitar o encontro para reforçar competências e dar a conhecer o trabalho que desenvolve no território. O jornal ‘a defesa’ conversou com João Cachaço, Diretor Executivo da instituição.
Rosário Silva
O que significa para a Cáritas Diocesana de Évora acolher esta VIII Semana de Formação e que oportunidade representa este encontro para a própria diocese?
A organização desta Semana de Formação Cáritas é um momento oportuno para acolher outras Cáritas Diocesanas para partilha de conhecimentos e experiências de trabalho em diferentes contextos.
Aproveitamos esta oportunidade também para divulgar na cidade e Arquidiocese todo o trabalho.
Num contexto social cada vez mais exigente, que desafios sentem hoje os voluntários e colaboradores da Cáritas e em que medida a formação os ajuda a responder melhor às novas situações de pobreza e vulnerabilidade?
As pessoas e os seus contextos são cada vez mais complexos e desafiantes e na área social não há
receitas iguais para os mesmos sintomas, é preciso dar conhecimento e capacitar técnicos e voluntários para efetuar diagnósticos corretos para uma intervenção social mais concertada.
Para quem conhece a Cáritas sobretudo pelo apoio alimentar ou pela ajuda em situações de emergência, quais são hoje, em traços gerais, as principais áreas de intervenção e serviços da Cáritas Diocesana de Évora? Há algum trabalho que seja menos conhecido e que gostariam de dar a conhecer?
A Cáritas é conhecida essencialmente pelo Serviço de Atendimento e Acompanhamento Social e pelo Serviço de Apoio Domiciliário.
Contudo outros serviços têm-se destacado como a Estrutura de Atendimento do Nucleo de Apoio à
Vítima e pela Estrutura de Residencial para Idosos com intervenção na área da demência.
A partir da experiência concreta da Cáritas Diocesana de Évora, quais são hoje as necessidades ou problemas sociais que mais vos preocupam e onde sentem que é preciso reforçar a resposta da
rede Caritas?
A Cáritas de Évora sente que é preciso capacitar-se e reforçar a atuação em contexto de catástrofes,
porque estamos em querer que fenómenos extremos como cheias, fogos e tempestades serão cada vez mais frequentes e a resposta a dar tem que ser cada vez mais preparada e efetiva.
