A inauguração da exposição coletiva “Sagrado Coração” realiza-se no próximo dia 31 de maio, às 17h00, no Centro de Arte e Cultura – Fundação Eugénio de Almeida, em Évora. A mostra ficará patente ao público até 28 de fevereiro de 2027, com entrada livre.
Com curadoria de Joaquim Oliveira Caetano, a exposição reúne obras do acervo da Arquidiocese de Évora e da Coleção Treger Saint Silvestre, propondo um diálogo entre a arte religiosa da Idade Moderna, especialmente do período barroco, e a chamada “Arte Bruta” contemporânea.
Distribuída por quatro núcleos temáticos — paixão, coração, sofrimento e morte — a exposição explora o simbolismo do coração enquanto lugar das emoções extremas, da devoção e da experiência humana mais intensa.
Segundo o texto curatorial, a mostra aproxima duas formas de expressão artística marcadas pela força das paixões e pela dimensão emocional. De um lado, surgem obras sacras ligadas ao sofrimento dos santos, à paixão de Cristo e às representações do inferno, criadas para despertar comoção, reflexão e apaziguamento espiritual nos fiéis. Do outro, apresentam-se obras produzidas em contexto terapêutico ou por artistas associados a internamentos psiquiátricos, muitas delas pertencentes à notável coleção de Richard Treger e António Saint Silvestre.
A exposição procura assim estabelecer pontes entre diferentes linguagens artísticas e humanas, revelando como a arte pode funcionar simultaneamente como expressão de tormentos interiores e caminho de libertação emocional.
“Sagrado Coração” poderá ser visitada até fevereiro de 2027 no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora.
