Arcebispo de Évora convida a olhar a Cruz como expressão máxima de amor e compaixão

Rosário Silva

Na celebração da Paixão do Senhor, D. Francisco Senra Coelho destacou as últimas palavras de Jesus como caminho de perdão, entrega e sentido para a vida

Na celebração da Paixão do Senhor, em Sexta-feira Santa, o arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, convidou os fiéis a contemplarem a Cruz como sinal maior da compaixão de Deus pela humanidade. “A expressão da plena compaixão e comunhão de Deus com os sofredores” foi, segundo o prelado, o centro da reflexão, num dia em que a Igreja recorda que “Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado”.

A partir das leituras bíblicas, D. Francisco Senra Coelho sublinhou a figura de Cristo como o Sumo Sacerdote que, pela obediência e sofrimento, oferece a salvação, evocando também a imagem do “cordeiro levado ao matadouro”. Nesse contexto, destacou as sete últimas palavras de Jesus na Cruz como revelação do seu coração e da sua missão redentora.

Entre essas palavras, sobressai o perdão oferecido mesmo no sofrimento extremo: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”, e a promessa de esperança: “Hoje estarás comigo no paraíso”. O arcebispo salientou ainda o grito de abandono: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”, como expressão do sofrimento humano assumido por Cristo, e a sede de Deus pela humanidade: “o ‘Amor não é amado’”.

Na parte final da homilia, o prelado destacou a entrega total de Jesus ao Pai: “Tudo está consumado” e “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”, como sinal de uma vida plenamente realizada no amor. E deixou um apelo direto aos fiéis: “Vivo para mim ou vivo para servir? Sirvo-me ou sirvo?”, sublinhando que é na resposta a estas perguntas que se mede a autenticidade da fé e da vida cristã.

FOTO: canção nova évora

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ARQUIDIOCESE DE ÉVORA