Etiqueta: Internacional

27 Mai 2024

Vaticano: «Somos felizes porque acreditamos», diz Francisco, na Missa da I Jornada Mundial das Criança

O Papa presidiu neste domingo, 26 de maio, à Missa conclusiva da I Jornada Mundial das Crianças, perante dezenas de milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro, que desafiou a viver a fé com alegria.

“Somos felizes porque acreditamos. A fé faz-nos felizes e acreditamos num Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo”, referiu, na breve homilia da celebração.

Falando de improviso, num registo de diálogo com os participantes, Francisco abordou a solenidade litúrgica que se assinala este domingo, a Santíssima Trindade, apresentando Deus único em três pessoas, “o Pai, o Filho e o Espírito Santo”.

“É verdade que Jesus perdoa tudo? Não se ouve”, disse, repetindo às crianças que Jesus perdoa tudo, “sempre, sempre, sempre”.

“Não se esqueçam disto: Jesus perdoa tudo e perdoa sempre. Nós devemos ter a humildade de pedir perdão”, insistiu.

O Papa perguntou ainda: “Quem é o Espírito Santo?”.

“Não é fácil, o Espírito Santo é Deus e está dentro de nós”, observou, convidando a assembleia a repetir, por diversas vezes: “O Espírito Santo acompanha-nos na vida”.

Perante delegações de cerca de 100 países, incluindo Portugal, e muitas crianças com as suas famílias, o Papa questionou os presentes se sabiam rezar a Nossa Senhora, colocando a multidão presente no Vaticano a recitar em conjunto uma Ave-Maria.

“Muito bem, meninos e meninas”, declarou, antes de convidar todos a rezar pelos pais e avós, pelos doentes e pelas crianças doentes.

“Sobretudo, rezem pela paz, para que não haja guerras”, acrescentou.

Numa manhã de sol, em Roma, a Praça de São Pedro ganhou um colorido especial com os bonés das crianças, bandeiras e faixas dos vários grupos.

“Rezamos a Jesus para que nos ajude, para que esteja próximo de nós”, apelou o Papa, que falou de improviso.

No início da Missa, Francisco tinha referido que esse era o momento para “ouvir a palavra de Jesus, todos” e rezar “por todo o mundo e, sobretudo, pela paz”.

Na oração universal, uma das preces foi lida em português, por uma menina brasileira, evocando “os povos assolados pela guerra e a violência”.

Como tem acontecido ao longo dos últimos meses, devido aos problemas que afetam o Papa num joelho, a celebração no altar foi confiada ao cardeal português D. José Tolentino Mendonça, prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação.

Após a recitação do ângelus, Francisco despediu-se das crianças, pedindo que “cumprimentem os avós”.

“Um aplauso para os avós”, pediu, agradecendo a todos os que se empenharam na organização do evento.

Um pequeno grupo de crianças aproximou-se do Papa para o cumprimentar, durante vários minutos.

O programa encerrou-se com um monólogo do ator e realizador italiano Roberto Benigni, que elogiou a ligação do Papa com os mais novos, brincando com a idade de Francisco e com a possibilidade de estar, na Praça de São Pedro, um “futuro Papa”.

“Inventai, contai histórias”, assinalou o vencedor do Óscar de melhor ator, em 1999, destacando a importância da arte para o mundo.

“Façam os outros felizes”, acrescentou.

A I Jornada Mundial das Crianças começou este sábado, no Estádio Olímpico de Roma, com momentos de música, desporto, reflexão e espiritualidade.

Francisco marcou presença no encontro, respondendo a perguntas dos participantes.

Além das atividades em Roma, o Papa convidou as paróquias de todo o mundo a assinalar esta data.

Em Oliveira de Azeméis, Diocese do Porto, as crianças fizeram a impressão das suas mãos em telas, que foram entregues no ofertório da Eucaristia dominical.

Francisco anunciou que a II Jornada Mundial das Crianças vai realizar-se em setembro de 2026, antes de percorrer, em papamóvel, a Praça de São Pedro, cumprimentando a multidão.

Octávio Carmo, Agência ECCLESIA

24 Mai 2024

Ad Limina: Arcebispo de Évora partilha com a Arquidiocese os ecos do encontro com o Papa Francisco (com vídeo)

Após o encontro com o Papa Francisco na manhã desta sexta-feira, na conclusão da visita “Ad Limina”, o Arcebispo de Évora, ainda no Palácio Apóstolico, em Roma, partilha com toda a Arquidiocese a bênção do Santo Padre, como estímulo, como conforto, como esperança para todos!

 

24 Mai 2024

«Ad Limina» 2024: Arcebispo de Évora destaca «acolhimento» do Papa e faz balanço positivo da visita

O arcebispo de Évora destacou hoje o “acolhimento paternal” do Papa aos bispos portugueses, a quem deu liberdade para apresentar vários temas, como formação dos “futuros sacerdotes” e dos leigos, acolhimento dos migrantes, e a mensagem de Fátima.

“O Papa recebeu-nos com um acolhimento paternal, na fraternidade de irmão mais velho, mas colocou nas nossas mãos a temática que nós quisemos tratar”, disse D. Francisco Senra Coelho, em declaração aos jornalistas, após o encontro com o Papa Francisco realizado esta manhã, noticiou a Agência Ecclesia.

A visita ‘Ad Limina’ dos bispos católicos ao Vaticano, iniciada na segunda-feira, encerrou-se com a audiência papal; como tem sido habitual nos últimos anos de pontificado, o encontro decorreu num registo de diálogo direto entre Francisco e os bispos presentes.

Para o arcebispo de Évora “foi muito marcante” o conjunto de assuntos que os bispos portugueses foram “colocando” ao Papa, como o tema da “formação dos futuros sacerdotes, a importância da vida dos seminários”, orientações concretas para a comunidade que se tem de construir em cada seminário, e a formação dos leigos, a importância de terem “leigos preparados e inseridos na vida do país”, um laicado “consciente, preparado e integrado”.

O responsável católico indica que conversaram com o Papa sobre “temas tão urgentes” como é o acolhimento dos migrantes: “Acompanhar-se, cuidar de cada circunstância e inserir o mais possível no contexto nacional, na Igreja”, e pediu também para estarem “atentos” à ‘Mensagem de Fátima’.

Segundo o arcebispo de Évora, conversaram também sobre o acompanhamento que o bispo deve fazer na sua relação com Deus, na sua relação com o presbitério (sacerdotes), “uma proximidade grande estando com eles todos os dias, com o povo de Deus, “numa presença no meio do rebanho, com o cheiro a ovelha”.

24 Mai 2024

«Ad Limina» 2024: Papa recebeu bispos portugueses, debatendo papel dos jovens, sínodo e desafios sociais (c/vídeo e fotos)

O Papa Francisco recebeu hoje no Vaticano os bispos portugueses, que realizaram desde segunda-feira a visita ‘Ad Limina’, com encontros junto dos vários organismos da Santa Sé, com os quais falou do papel dos jovens, do Sínodo e dos vários desafios sociais.

“Penso que estamos a mudar o paradigma da Igreja e isto é muito bom”, disse o presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), D. José Ornelas, em declarações aos jornalistas, após o encontro.

A reunião decorreu, como tem sido habitual nos últimos anos de pontificado, num registo de diálogo direto entre Francisco e os bispos presentes, sem discursos formais.

O bispo de Leiria-Fátima elogiou a “mudança de figurino” deste encontro.

É bom também chegar aqui e encontrar na Cúria Romana, que tem a ligação do Papa com o resto da Igreja, o ambiente de acolhimento, de compreensão para discutir as coisas, mas também a liberdade de falar de problemas reais, de situações que não funcionam”, afirmou.

A visita ‘Ad Limina’ dos bispos católicos ao Vaticano foi adiada para o período posterior à JMJ Lisboa 2023, a pedido da CEP; a última tinha decorrido em setembro de 2015.

Para o bispo de Leiria-Fátima, o encontro com o Papa seguiu o “modelo do Sínodo”, em que deixou de “haver simplesmente um discurso oficial, já mais ou menos programado, para ser um encontro e uma troca de impressões e também de perspetivas”.

“Foi muito interessante, penso que não vamos esquecer”, assinalou.

O presidente da CEP apresentou a Francisco o trabalho desenvolvido, nos últimos anos, em resposta à crise dos abusos sexuais, precisando que o Papa está a “seguir” esse percurso.

“Agradeci o contributo que ele e a Santa Sé têm dado, também, para o caminho que estamos a fazer. Ele disse, simplesmente, para continuar na mesma linha”, indicou D. José Ornelas.

O responsável católico indicou que houve um debate sobre a “missão da Igreja”, perante os desafios que a sociedade apresenta.

“A Igreja não vive para si, a Igreja vive num mundo com dificuldades, mas num mundo também com perspetivas novas”, observou.

O presidente da CEP destacou que o Papa falou muito dos jovens e dos idosos, manifestando preocupações com “uma sociedade envelhecida e uma sociedade que não tem crianças e que precisa dos imigrantes”.

“Os imigrantes têm de ser acolhidos, têm de ser inseridos, têm de ser cuidados, porque vêm fragilizados e por isso têm de ser objeto de uma atenção especial da sociedade e em particular da Igreja”, acrescentou.

Para D. José Ornelas, a “chave de leitura” do Papa para a vida das comunidades católicas é a da “Igreja a caminho”, com todos “juntos”.

Após a experiência da JMJ 2023, Francisco pediu aos bispos que confiem responsabilidades aos jovens, em vez de “oferecer coisas”, apenas.

Os bispos de Portugal terminaram hoje a visita ‘Ad Limina’ aos Vaticano, depois de terem celebrado uma Missa junto ao túmulo do apóstolo Pedro.

De acordo com o Gabinete de Comunicação da CEP, participam na visita ‘Ad Limina’ 20 bispos diocesanos, 5 bispos auxiliares, o bispo eleito de Beja e 2 bispos eméritos e o secretário, padre Manuel Barbosa.

PR/OC  -Agência ECCLESIA

 

 

23 Mai 2024

23 de maio de 2024 – 4.º dia da Visita “Ad Limina” (Programa)

No quarto dia da visita ad limina Apostulorum dos Bispos de Portugal, estão agendados os seguintes encontros com os organismos da Santa Sé:

  • Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral – saudação inicial feita por D. José Traquina, presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana;
  • Dicastério para a Evangelização, 2.ª Secção – saudação inicial feita por D. Armando Esteves, presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização;
  • Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica – saudação inicial feita por D. José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portugusa;
  • Dicastério das Causas dos Santos – saudação inicial feita por D. José Cordeiro, presidente Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade.

Nesta quinta-feira, o Cardeal D. Américo Aguiar presidiu à Eucaristia na Basílica de São João de Latrão.

 

Breves informações sobre os organismos da Santa Sé [23 de maio]

DICASTÉRIO PARA SERVIÇO DO DESENVOLVIMENTO HUMANO INTEGRAL

O Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral tem a missão de promover a pessoa humana e a própria dignidade que lhe foi dada por Deus, os direitos humanos, a saúde, a justiça e a paz. Interessa-se principalmente pelas questões relativas à economia e ao trabalho, ao cuidado da criação e da terra como «casa comum», às migrações e às emergências humanitárias.

Aprofunda e divulga a doutrina social da Igreja sobre o desenvolvimento humano integral e individua e interpreta à luz do Evangelho as exigências e preocupações do género humano do tempo presente e do futuro.

DICASTÉRIO PARA A EVANGELIZAÇÃO

O Dicastério para a Evangelização é competente para as questões fundamentais da evangelização no mundo e para a instituição, acompanhamento e apoio das novas Igrejas particulares, sem prejuízo da competência do Dicastério para as Igrejas Orientais.

Constituído por duas Secções – uma, para as questões fundamentais da evangelização no mundo e a outra para a primeira evangelização e as novas Igrejas particulares nos territórios de sua competência – o Dicastério para a Evangelização é presidido diretamente pelo Romano Pontífice.

SUPREMO TRIBUNAL DA ASSINATURA APOSTÓLICA

A Assinatura Apostólica exerce a função de Supremo Tribunal da Igreja e provê igualmente à reta administração da justiça na Igreja.

DICASTÉRIO DAS CAUSA DOS SANTOS

O Dicastério das Causas dos Santos trata, segundo o procedimento prescrito, tudo o que diz respeito às causas de beatificação e canonização.

23 Mai 2024

10.ª Conferência sobre o Relatório de Síntese da Primeira Sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (com vídeos)

No dia 18 de maio, às 21h, decorreu a  décima sessão das Conferências ZOOM sobre o Relatório de Síntese da Primeira Sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, feitas pelo Diretor do Departamento de Pastoral Social da Arquidiocese de Évora, Cónego Silvestre Marques.

 


Reveja aqui a IX Conferência – 4 de maio de 2024:

Reveja aqui a VII Conferência – 20 de abril de 2024:

 

Reveja aqui a VII Conferência – 6 de abril de 2024:

Reveja aqui a VI Conferência – 23 de março de 2024:

 


Reveja aqui a V Conferência – 2 de março de 2024:

 


Reveja aqui a IV Conferência – 17 de fevereiro de 2024:


Reveja aqui a III Conferência – 3 de fevereiro de 2024:


Reveja aqui a II Conferência – 20 de janeiro de 2024:

 


Reveja aqui a I Conferência – 6 de janeiro de 2024:

 


 

 


 

22 Mai 2024

22 de maio de 2024 – 3.º dia da Visita “Ad Limina” (Programa)

No terceiro dia da visita ad limina Apostulorum dos Bispos de Portugal, estão agendados os seguintes encontros com os organismos da Santa Sé:

  • Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos – saudação inicial feita por D. José Cordeiro, presidente da Comissão Episcopal da Liturgia e Espiritualidade;
  • Dicastério para a Cultura e a Educação – saudação inicial feita por D. António Augusto, presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé;
  • Dicastério para o Clero – saudação inicial feita por D. Vitorino Soares, presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios;
  • Dicastério para a Comunicação – saudação inicial feita por D. Nuno Brás, presidente Comissão Episcopal da Cultura, Bens Culturais e Comunicações Sociais, D. Nuno Brás.

Nesta quarta-feira, o Cardeal D. António Marto presidiu à Eucaristia na Basílica de Santa Maria Maior, uma das quatro basílicas papais, e onde está o mais importante ícone mariano: Salus Populi Romano.

 

Breves informações sobre os organismos da Santa Sé [22 de maio]

DICASTÉRIO PARA O CULTO DIVINO E A DISCIPLINA DOS SACRAMENTOS

O Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos promove a sagrada liturgia segundo a renovação empreendida pelo Concílio Vaticano II. O âmbito da sua competência refere-se a tudo aquilo que, por disposição do direito, compete à Sé Apostólica quanto à regulamentação e promoção da sagrada liturgia e à vigilância para que as leis da Igreja e as normas litúrgicas sejam fielmente observadas por todo o lado.

DICASTÉRIO PARA A CULTURA E EDUCAÇÃO

O Dicastério para a Cultura e a Educação, contribuindo para a plena realização do seguimento de Jesus Cristo, opera em prol do desenvolvimento dos valores humanos nas pessoas no horizonte da antropologia cristã.

É constituído pela Secção para a Cultura, dedicada à promoção da cultura, à animação pastoral e à valorização do património cultural, e pela Secção para a Educação, que desenvolve os princípios fundamentais da educação em relação às escolas, aos Institutos de estudos superiores e investigação católicos e eclesiásticos e é competente para tratar os recursos hierárquicos em tais matérias.

DICASTÉRIO PARA O CLERO

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida é competente para a valorização do apostolado dos fiéis leigos, o cuidado pastoral dos jovens, da família e da sua missão segundo o desígnio de Deus, dos idosos e para a promoção e tutela da vida.

Ao animar e encorajar a promoção da vocação e missão dos fiéis leigos na Igreja e no mundo, o Dicastério colabora com as diversas realidades eclesiais laicais, para que os fiéis leigos compartilhem, na pastoral e no governo da Igreja, quer as suas experiências de fé nas realidades sociais, quer as próprias competências seculares.

O Dicastério exprime a particular solicitude da Igreja pelos jovens, promovendo o seu protagonismo no meio dos desafios do mundo.

DICASTÉRIO PARA A COMUNICAÇÃO

O Dicastério para a Comunicação ocupa-se de todo o sistema comunicador da Sé Apostólica e, em união estrutural e no respeito das respetivas caraterísticas operacionais, unifica todas as realidades da Santa Sé na área da comunicação, para que o sistema inteiro corresponda coerentemente às necessidades da missão evangelizadora da Igreja num contexto caraterizado pela presença e desenvolvimento dos meios digitais, pelos fatores da convergência e interatividade.

21 Mai 2024

21 de maio de 2024 – 2.º dia da Visita “Ad Limina” (Programa)

No segundo dia da visita ad limina Apostulorum dos Bispos de Portugal, estão agendados os seguintes encontros com os organismos da Santa Sé:

  • Dicastério para os Bispos – saudação inicial feita por D. José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa;
  • Dicastério para a Doutrina da Fé – saudação inicial feita por D. António Augusto, presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé;
  • Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida – saudação inicial feita por D. Nuno Almeida, presidente da Comissão Episcopal do Laicado e Família;
  • Secretaria de Estado e Secção para as Relações com os Estados e as Organizações Internacionais – saudação inicial feita por D. Virgílio Antunes, vice-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

No programa da visita desta terça-feira está também incluída a celebração da Eucaristia na Igreja de Santo António dos Portugueses, presidida pelo Cardeal D. Manuel Clemente.

 

Breves informações sobre os organismos da Santa Sé [21 de maio]

DICASTÉRIO PARA OS BISPOS

Compete ao Dicastério para os Bispos tudo o que se refere à constituição e provisão das Igrejas particulares e ao exercício do múnus episcopal na Igreja latina, salvaguardada a competência do Dicastério para a Evangelização.

Depois de ter recolhido os elementos necessários e em colaboração com os Bispos e as Conferências episcopais, ocupa-se de tudo o que diz respeito à constituição das Igrejas particulares.

O Dicastério provê a tudo o que diz respeito à nomeação dos Bispos diocesanos e titulares, dos Administradores apostólicos e, em geral, à provisão das Igrejas particulares. Fá-lo tendo em consideração as propostas das Igrejas particulares, das Conferências episcopais e das Representações Pontifícias e depois de ter consultado os membros da Presidência da respetiva Conferência episcopal e o Metropolita. Neste processo, envolve de forma apropriada também membros do Povo de Deus das dioceses interessadas. Ocupa-se, igualmente, da renúncia dos Bispos ao seu cargo, em conformidade com as disposições canónicas.

DICASTÉRIO PARA A DOUTRINA DA FÉ

O Dicastério compreende duas Secções, Doutrinal e Disciplinar.

A Secção Doutrinal ocupa-se de matérias relacionadas com a promoção e a salvaguarda da doutrina da fé e da moral. Além disso, favorece os estudos destinados a aumentar a compreensão e a transmissão da fé ao serviço da evangelização, a fim de que a sua luz seja critério para compreender o significado da existência, sobretudo diante das interrogações apresentadas pelo progresso das ciências e pelo desenvolvimento da sociedade.

No que diz respeito à fé e aos costumes, a Secção Doutrinal predispõe o exame dos documentos que devem ser publicados por outros Dicastérios da Cúria Romana, assim como de escritos e opiniões que parecem problemáticos para a reta fé, favorecendo o diálogo com os seus autores.

A Secção Disciplinar ocupa-se dos delitos reservados ao Dicastério e por ela tratados mediante a jurisdição do Supremo Tribunal Apostólico nela instituído. Tem a tarefa de predispor e elaborar os procedimentos previstos pelas normas canónicas, para que o Dicastério, nas suas várias instâncias possa promover uma correta administração da justiça.

DICASTÉRIO PARA OS LEIGOS, A FAMÍLIA E A VIDA

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida é competente para a valorização do apostolado dos fiéis leigos, o cuidado pastoral dos jovens, da família e da sua missão segundo o desígnio de Deus, dos idosos e para a promoção e tutela da vida.

Ao animar e encorajar a promoção da vocação e missão dos fiéis leigos na Igreja e no mundo, o Dicastério colabora com as diversas realidades eclesiais laicais, para que os fiéis leigos compartilhem, na pastoral e no governo da Igreja, quer as suas experiências de fé nas realidades sociais, quer as próprias competências seculares.

O Dicastério exprime a particular solicitude da Igreja pelos jovens, promovendo o seu protagonismo no meio dos desafios do mundo.

SECRETARIA DE ESTADO

A Secretaria de Estado é o dicastério da Cúria Romana que mais de perto coadjuva o Sumo Pontífice no exercício da sua suprema missão.

A Secretaria de Estado é presidida por um Cardeal que assume o título de Secretário de Estado. Primeiro colaborador do Papa no governo da Igreja universal, o Cardeal Secretário de Estado pode ser considerado o máximo expoente da atividade diplomática e política da Santa Sé, representando, em circunstâncias particulares, a própria pessoa do Sumo Pontífice.

A Secção das Relações com os Estados ou Segunda Secção tem como função própria cuidar das questões que devem ser tratadas com os Governos civis. Assim competem-lhe: as relações diplomáticas da Santa Sé com os Estados, incluindo a estipulação de Concordatas ou acordos semelhantes; a representação da Santa Sé junto dos Organismos e das Conferências Internacionais; em circunstâncias particulares, por encargo do Sumo Pontífice e consultados os competentes Dicastérios da Cúria, a provisão das Igrejas particulares, e também a sua constituição ou alteração; em estreita colaboração com a Congregação dos Bispos, as nomeações dos Bispos nos países que estabeleceram com a Santa Sé tratados ou acordos de direito internacional.

21 Mai 2024

«Ad Limina» 2024: Jornada Mundial da Juventude, sinodalidade e abusos na Igreja são temas para a visita dos bispos ao Vaticano

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) afirmou hoje que a visita “Ad Limina” é uma ocasião de agradecer ao Papa a presença na Jornada Mundial da Juventude e uma oportunidade para dialogar sobre a sinodalidade e os abusos na Igreja.

Numa mensagem vídeo, gravada na Praça de São Pedro no início da visita “Ad Limina”, D. José Ornelas afirmou que os bispos querem agradecer o “entusiasmo” que o Papa levou a Portugal, o “sentido vivo da Igreja, não só em Portugal, mas no mundo”.

“Temos esta experiência através de um milhão e meio de jovens que estiveram connosco, que partilharam a nossa vida, mas que também quiseram partilhar connosco a vida deles. Este é o dinamismo da Igreja que nós vimos aqui trazer”, afirmou.

O presidente da CEP afirmou também que a “questão dos abusos na Igreja” vai estar também em debate durante a visita “Ad Limina”.

“É uma questão dolorosa, mas faz parte da nossa vida, e não nos deixa simplesmente a chorar ou a lamentar, a pedir perdão, necessariamente”, disse D. José Ornelas, apontando para um “um futuro melhor” a criar com o trabalho desenvolvido pela CEP, nomeadamente o Grupo Vita, a trabalhar há um ano.

D. José Ornelas afirmou que é necessário fazer caminho “no sentido da justiça e da dignidade de cada pessoa humana, e particularmente daqueles que são mais frágeis, as crianças, as pessoas com particulares debilidades”.

O também bispo de Leiria-Fátima lembrou que os bispos estão em Roma “para partilhar, para escutar” e para comunicar o que tem sido a “experiência sinodal nestes tempos”.

“Somos peregrinos, não vimos simplesmente prestar contas, como vi em alguns títulos dos jornais, porque isto não se trata de uma multinacional que vem reunir os seus departamentos no mundo, mas é uma reunião de irmãos, uma reunião onde nós estamos, de facto, a viver juntos e a caminhar juntos para construir a Igreja de hoje e de amanhã”, disse D. José Ornelas.

No primeiro dia da visita Ad Limina, os bispos de Portugal reuniram com os responsáveis da Secretaria Geral para o Sínodo, o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica e a 1.ª Secção do Dicastério para a Evangelização.

De acordo com o Gabinete de Comunicação da CEP, participam na visita “Ad Limina” 29 bispos da Conferência Episcopal Portuguesa, 20 bispos diocesanos, 5 bispos auxiliares, o bispo eleito de Beja e 2 bispos eméritos.

A visita “Ad Limina” ao Vaticano prevê 15 reuniões, celebrações nas quatro basílicas maiores de Roma, um encontro com a comunidade portuguesa na cidade e uma audiência conjunta com o Papa Francisco.

Após nove anos, o episcopado português volta a realizar a visita à Santa Sé para um diálogo com os organismos centrais de governo da Igreja Católica, os Dicastério da Santa Sé, e com o Papa Francisco e para apresentar relatórios de cada diocese e das diferentes comissões da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).

A visita ‘Ad Limina’ dos bispos católicos ao Vaticano decorre até ao dia 24 de maio, sexta-feira, dia em que acontece o encontro com o Papa Francisco, e foi adiada para o período posterior à Jornada Mundial da Juventude a pedido da CEP; a última decorreu em setembro de 2015.

Habitualmente realizada de cinco em cinco anos, a visita “Ad Limina APostolorum”, que significa “no limiar dos Apóstolos”, concretiza-se também na presença dos bispos de Portugal nas quatro basílicas maiores de Roma, São Pedro, São Paulo, São João e Santa Maria Maior.

Redação com Paulo Rocha/Agência ECCLESIA

14 Mai 2024

Jubileu 2025: Papa entregou bula «Spes non confundit», proclamando oficialmente o próximo Ano Santo

O Papa entregou no dia 9 de maio, no Vaticano, a bula de proclamação do Jubileu 2025, durante uma celebração de oração, na solenidade litúrgica da Ascensão do Senhor.

A oração de Vésperas, na Basílica de São Pedro, incluiu a entrega e leitura do documento, intitulado ‘Spes non confundit’, que anuncia solenemente o início e fim das celebrações do próximo Ano Santo, 27.º jubileu ordinário da história da Igreja.

“Hoje, na solenidade da Ascensão do Senhor, diante da Porta Santa da Basílica de São Pedro, na presença da Igreja peregrina de Roma, entrego aos arciprestes das Basílicas Papais, a alguns representantes da Igreja no mundo inteiro e aos protonotários apostólicos a Bula ‘Spes non confundit’, que anuncia o Jubileu do ano 2025, para que seja lida”, referiu o Papa, na oração inicial.

Já na homilia da celebração, o Papa destacou que a ressurreição de Jesus é o “fundamento” da esperança dos cristãos.

“Irmãos e irmãs, é esta esperança radicada em Cristo morto e ressuscitado que queremos celebrar, acolher e anunciar ao mundo inteiro no próximo Jubileu, que já está à porta. Não se trata de mero otimismo humano ou duma expetativa efémera ligada a qualquer segurança terrena. Não! É uma realidade já atuada em Jesus e que diariamente nos é dada também a nós”, declarou.

Francisco convidou todos a “sonhar com uma humanidade nova”, um “mundo fraterno e pacífico”.

“Com os gestos, as palavras, as opções de cada dia, a paciência de semear um pouco de encanto e gentileza onde quer que estejamos, queremos cantar a esperança, para que a sua melodia faça vibrar as cordas da humanidade e desperte nos corações a alegria e a coragem de abraçar a vida”, apontou.

É de esperança que precisamos… Dela necessita a sociedade em que vivemos, muitas vezes imersa apenas no presente e incapaz de olhar para o futuro; dela necessita a nossa época, que por vezes se arrasta cansadamente no cinzento do individualismo e do ‘ir sobrevivendo’; dela necessita a criação, gravemente ferida e desfigurada pelos egoísmos humanos; dela necessitam os povos e as nações, que olham cheios de inquietação e medo para o amanhã, enquanto as injustiças campam com arrogância, os pobres são descartados, as guerras semeiam morte, os últimos continuam no fundo da lista e o sonho dum mundo fraterno corre o risco de parecer uma miragem”.

Com a apresentação da Bula, Francisco anunciou oficialmente o Jubileu Ordinário de 2025.

O título, ‘Spes non confundit’, vem de uma passagem da Carta de São Paulo aos Romanos (Rm, 5,5): “A esperança não desilude, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações por meio do Espírito Santo que nos foi concedido”.

Monsenhor Leonardo Sapienza, regente da Prefeitura da Casa Pontifícia e decano do colégio dos protonotários apostólicos, fez a leitura da bula papal junto da porta santa da Basílica de São Pedro, ainda fechada, que vai ser aberta a 24 de dezembro de 2024.

O Jubileu 2025 coincide com os 1700 anos do Concílio de Niceia, que abordou a data da celebração da Páscoa, e terá uma dimensão ecuménica numa das rotas de peregrinação propostas, o ‘Iter europaeum’, 28 Igrejas que se referem a 27 países europeus e à União Europeia, com alguns templos de outras comunidades cristãs.

O Papa Bonifácio VIII instituiu, em 1300, o primeiro ano santo – com recorrência centenária, passando depois, segundo o modelo bíblico, cinquentenária e finalmente fixado de 25 em 25 anos.

Octávio Carmo – Agência ECCLESIA

Foto: Vatican Media

Durante a celebração, Francisco entregou simbolicamente um exemplar do documento aos responsáveis pelas basílicas papais: cardeal Mauro Gambetti, arcipreste da Basílica de São Pedro no Vaticano; D. Guerino Di Tora, vigário do arcipreste da Basílica de São João de Latrão; cardeal Stanislaw Rylko, arcipreste da Basílica de Santa Maria Maior; cardeal James Michael Harvey, arcipreste da Basílica de São Paulo Fora dos Muros.

O texto foi ainda entregue a D. Rino Fisichella, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, encarregado da preparação e da celebração do Jubileu; cardeal Luis Antonio Tagle, pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização, em representação de todos os bispos da Ásia; D. Fortunatus Nwachukwu, secretário do Dicastério para a Evangelização, em representação de todos os bispos de África; cardeal Claudio Gugerotti, prefeito do Dicastério para as Igrejas Orientais, em representação de todos os bispos das Igrejas Orientais; cardeal Robert Francis Prevost, prefeito do Dicastério para os Bispos, em representação de todos os outros bispos.