Etiqueta: Formação

22 Fev 2024

4.ª Conferência sobre o Relatório de Síntese da Primeira Sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos (com vídeos)

No dia 17 de fevereiro, decorreu a quarta sessão das Conferências ZOOM sobre o Relatório de Síntese da Primeira Sessão da XVI Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, feitas pelo Diretor do Departamento de Pastoral Social da Arquidiocese de Évora, Cónego Silvestre Marques.

Reveja aqui a IV Conferência – 17 de fevereiro de 2024:


Reveja aqui a III Conferência – 3 de fevereiro de 2024:


Reveja aqui a II Conferência – 20 de janeiro de 2024:

 


Reveja aqui a I Conferência – 6 de janeiro de 2024:

 


 

 


 

17 Fev 2024

Igreja Matriz do Couço acolheu o Encontro dos Acólitos da Zona Pastoral Oeste (com fotos)

Na manhã deste dia 17 de fevereiro, entre as 9h30 e as 13h00, decorreu um Encontro dos Acólitos, na igreja matriz do Couço.

O Programa foi o seguinte: Oração da manhã; Formação (vida de São Tarcísio, Cortejo de entrada na Eucaristia, Incensação, identificação de alfaias litúrgicas, Quiz do acólito); Angelus; Almoço

 

 

 

15 Fev 2024

Arcebispo de Évora participou na formação para Novos Ministérios Extraordinários (com fotos)

No dia 10 de fevereiro, pelas 14h30, no Seminário Maior de Évora, o Arcebispo de Évora participou na Formação, promovida pelo Departamento Diocesano da Liturgia, para Novos Ministérios Extraordinários: Ministros Extraordinários da Comunhão (MEC), Ministros Extraordinários das Celebrações Dominicais na Ausência de Presbítero (MEADAP), e Ministros Extraordinários das Exéquias (MEE).
Depois, pelas 16h30, D. Francisco Senra Coelho presidiu à celebração da Eucaristia de envio dos novos ministros extraordinários.
09 Fev 2024

10 de fevereiro, no Seminário Maior de Évora: Formação para Novos Ministérios Extraordinários

Neste sábado, dia 10 de fevereiro, entre as 9h30 e as 17h30, no Seminário Maior de Évora, o Departamento Arquidiocesano da Pastoral da Liturgia realizará uma Formação para Novos Ministérios Extraordinários: Ministros Extraordinários da Comunhão (MEC), Ministros Extraordinários das Celebrações Dominicais na Ausência de Presbítero (MEADAP), e Ministros Extraordinários das Exéquias (MEE).

A partir das 14h30, o Arcebispo de Évora participará nos trabalhos, e pelas 16h30, celebrará a Eucaristia de envio.

22 Jan 2024

Síntese Final das Jornadas do Clero das Dioceses do Sul 2024

 

1. O instituto Superior de Teologia de Évora (ISTE) organizou, entre os dias 15 e 19 de janeiro de 2024, as XVII Jornadas de Atualização do Clero da Província Eclesiástica de Évora (Évora, Beja e Algarve), a qual contou também com a participação da Diocese vizinha de Setúbal. O tema das Jornadas foi: «Presbíteros: “À Imagem e Semelhança” do Bom Pastor», e o local escolhido, o Hotel Alísios, em Albufeira, Diocese do Algarve, onde têm decorrido os últimos encontros. Participaram mais de 80 Presbíteros, Diáconos e Seminaristas Maiores das quatro Dioceses, bem como os nossos Bispos: Cardeal D. Américo Aguiar (Setúbal), D. Francisco Senra Coelho (Évora), D. Manuel Quintas (Algarve) e D. João Marcos (Beja). Marcaram também presença o Senhor D. Manuel António Santos, Bispo Emérito de São Tomé e Príncipe, e o novo Bispo eleito desta Diocese, D. João Nazaré. O Senhor Núncio Apostólico, D. Ivo Scapolo esteve igualmente presente;

 

2. As duas primeiras Conferências foram da responsabilidade do Senhor D. José Rodriguez Carballo, OFM, Arcebispo-Coadjutor de Badajoz-Mérida (Espanha), e até há pouco Secretário do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica. Na sua primeira intervenção D. José refletiu sobre «O Perfil do Sacerdote». Iniciou a reflexão, afirmando a importância da Formação, que deve ser permanente, como um caminho: «Unitário»; «Contínuo» e «Integral». Entre as notas fundamentais do «Perfil», acentuou que o Sacerdote deve ser «um Servidor» como Cristo, que assumiu a condição de Servo até à morte. A união a Cristo no «Ser» é condição para que o «Fazer» seja reflexo do que se é. Ser «Servidor» é ser também «Discípulo» a vida toda, procurando configurar-se com o Mestre. Ser «Servo» é sinónimo de ser «Pastor», e ser «Pastor» implica: conhecer as ovelhas e deixar-se conhecer; caminhar com elas; escutar e deixar-se interpelar pelo que se escuta; anunciar o evangelho da esperança; trabalhar pela fraternidade sacerdotal e diocesana, superando a tentação do individualismo. Por fim, para ser um verdadeiro «Servidor» ele tem de ser «Misericordioso» e aspirar à «Santidade», abandonando a mediocridade, para poder passar de bom a melhor (Santa Clara de Assis);

 

3. A segunda Conferência (16 de janeiro) teve por tema: «O desafio da Formação Sacerdotal ou o protagonismo na Formação». D. José partiu da constatação de que existe uma real crise vocacional, sensível em grande parte dos Países, mormente Ocidentais, e com causas bem definidas: «forte secularismo»; «diminuição do número de crentes nos Países tradicionalmente católicos»; «situação das famílias»; «quebra da natalidade»; «fragilidade humana e espiritual dos jovens», e «situação da Igreja neste momento». As soluções devem passar, por: «clara aposta na evangelização das famílias»; «bom discernimento vocacional dos candidatos»; «decidida aposta no acompanhamento», ao longo de toda a vida, nomeadamente, nos primeiros anos do exercício do ministério. Neste processo é ainda crucial a atenção à maturidade dos candidatos, a valorização da dimensão espiritual e a centralidade da Eucaristia. A crise tem solução, mas é preciso enfrentá-la com verdade e confiança. Urge, além do mais, criar nas Dioceses um clima vocacional, que a todos envolva e responsabilize. A crise das vocações é também uma crise de «apaixonados por Cristo». Continuando a sua intervenção, D. José assinalou a mudança de paradigma na pedagogia formativa. Na verdade, passou-se de uma formação passiva, centrada no formador, que ordenava e dirigia, para uma formação centrada na comunidade formativa, na qual os formadores escutam, acompanham e motivam, e os formandos são sujeitos ativos e responsáveis pelo seu processo de crescimento. Quanto aos desafios que se colocam, D. José realçou: «a experiência da própria debilidade»; «o risco de ser funcionário do sagrado»; «a cultura contemporânea»; «a atração do poder e da riqueza»; «o celibato» e a «entrega ao próprio ministério»;

 

4. Neste mesmo dia (16 de janeiro), o Prof. Francisco Machado (ISTE) desenvolveu a temática: «As qualidades humanas do pastor». Iniciou a sua reflexão, afirmando que o pastor deve contemplar as qualidades humanas de Jesus, passar tempo com o Senhor, sentir fascínio por Ele, tendo consciência de quem é, mas aspirando a refletir na sua humanidade a imagem de Jesus: nas qualidades, nas palavras, nos gestos. Há ainda três aspetos que importa cultivar: «boa comunicação»; «simpatia» e «dinamismo». Para ser um verdadeiro pastor ele necessita ainda de ter: «boca»; «coração» e «mãos humanas». Ao olhar para a Sagrada Escritura percebemos que o pastor é aquele que se preocupa com o rebanho, mas também com cada ovelha em particular, nomeadamente as ovelhas transviadas. Uma outra dimensão a enfrentar é a superação do individualismo; por isso, o pastor deve delegar tarefas nos seus colaboradores, em quem deve confiar e, como Jesus, não se deve cansar de afirmar o amor de Deus e o apelo à conversão. O Prof. Francisco insistiu igualmente na importância da homilia (breve, rezada e bem preparada), a qual é fundamental nos processos de aproximação ou afastamento de quem nos ouve. Prestes a terminar a sua intervenção, lembrou que o pastor se deve dedicar às pessoas e, como Jesus, ser: «zeloso»; «atrativo e alegre para servir»; encorajando «outros a servir». Por isso, deve ser também: diligente na oração e na liturgia; fazer diariamente o Exame de Consciência; escutar e ter quem o escute (entre os colegas e paroquianos), para ganhar consciência dos seus limites e incapacidades humanas, e poder mudar;

 

5. Ainda neste dia (16 de janeiro) tivemos ocasião de ouvir o Prof. Juan-Cruz Arnanz Cuesta, Sacerdote da Diocese de Segóvia (Espanha), que nos falou sobre: «O pastor, homem de fé enraizado em Deus». Partiu da afirmação da fé enquanto geradora de um novo modo de conhecer, que faz parte da nossa existência, e nos abre ao amor e à contemplação. É, pois, preciso encontrar maneiras e espaços para contemplar a beleza do ministério, e poder vencer assim a tentação do comodismo. A espiritualidade primeira do pastor radica no Batismo, fonte de todas as vocações, e é fundamental que ele articule depois na sua vida o binómio «identidade-espiritualidade», assumindo o exercício do ministério como via de santificação. Daqui emergem três caraterísticas estruturantes: «sacramentalidade», «diocesaneidade» e «secularidade». A Ratio Fundamentalis insistiu também na «dimensão comunitária (sinodal)» e na «perspetiva evangelizadora (missionária)». O processo sinodal que ainda decorre, reforçou a importância da aposta na formação e consequente espiritualidade. Como notas de uma espiritualidade presbiteral em chave sinodal, defendeu que ela deve ser: «enraizada em Deus»; de «comunhão»; «ecuménica», «de conversação no Espírito e de discernimento» e «ecológica». Como conclusão, lembrou que Cristo é a nossa primeira referência, pois, só Ele é o Bom Pastor. Ao olhar para Jesus, só podemos concluir que não é só o que fazemos, mas a forma como o fazemos, que fará toda a diferença;

 

6. No dia 17 de janeiro, o Prof. Álvaro Pereira Delgado, Sacerdote do Clero de Sevilha e Professor de Sagrada Escritura na Faculdade de Teologia de San Isidoro (Sevilha), propôs-nos uma reflexão intitulada: «O coração do Ministro à imagem do coração de Paulo», a partir da II Carta de S. Paulo aos Coríntios. Iniciou a sua intervenção, fazendo o enquadramento, e refletindo sobre a situação e a intenção desta Carta. Num segundo momento, desenvolveu o seu pensamento acentuando o paradoxo entre a «força divina» e a «fraqueza humana». Com efeito, Paulo tem consciência que a sua grandeza lhe advém do seu ministério, pois é grande a sua fragilidade e limitações. Por isso, é precisamente na fragilidade do ministro que se manifesta a força de Cristo. Num terceiro momento, refletiu sobre o «coração» como «espaço de encontro» entre ele (Paulo) e os Coríntios e também lugar de compreensão e de vontade. O Apóstolo exorta os Coríntios, a que lhe abram o coração para que nele, Paulo possa entrar. Num quarto e último momento, refletiu sobre o «coração» como «espaço de encontro com Deus». Paulo insistiu em afirmar que a fragilidade e o sofrimento abrem o coração a Deus e aos outros, e usou a metáfora dos «órgãos do corpo» e «geografia», para afirmar que o seu coração era o Coração de Cristo, a outra «tábua» em que o Senhor, pelo Espírito Santo, escreve «o livro da graça». Deste modo, Paulo é para nós ministros, «modelo do Modelo» (que é Cristo), que nós devemos imitar;

 

7. Ainda no dia 17 de janeiro, o Prof. Francisco García Martínez, Decano da Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia de Salamanca, e Sacerdote da Diocese de Zamora (Espanha), apresentou-nos o tema: «A formação teológica/intelectual do pastor». Começou por traçar uma síntese das diversas etapas em que podemos dividir a reflexão teológica, desde a Patrística até aos nossos dias, concluindo que é preciso que a fé seja pensada, e que a teologia se ligue à vida. De seguida, centrou a sua reflexão sobre a «expropriação» da centralidade a que a cultura atual votou a Igreja, tornando-a um «metaverso», e citou a este propósito Yves Congar, para lembrar a urgência do cristão viver «uma fé culta». Continuou a refletir sobre a urgência de mudarmos, não nos limitando a transmitir os conteúdos da fé, os quais só são perceptíveis por quem está enraizado em Deus. No último momento da sua intervenção, insistiu na importância da Formação Permanente e na responsabilidade dos Presbíteros, que devem apostar na sua formação, para puderem responder às questões que hoje são colocadas, o que exige: «reflexão»; «esforço»; e «estudo». Ao olhar para o nosso mundo, salientou quatro das características fundamentais que a formação deve ter: «abertura à realidade»; pensar segundo uma perspetiva «holística» (global); porque vivemos na «fragmentariedade», urge configurar a vida a partir do «nuclear»; e por fim, é fundamental um pensamento teológico «acompanhado» pelos mestres da Sagrada Escritura e do pensamento humano. Prestes a terminar, insistiu ainda que a Formação Permanente deve ser de carácter teológico-pastoral, pois o seu objetivo é fazer nascer o «Cristo total» no nosso mundo. Quanto aos âmbitos de formação lembrou os seguintes: «livros sobre o ministério e oração»; «leitura e interpretação da Sagrada Escritura»; «formação litúrgica»; «significatividade do dogma»; e «biblioteca ministerial»;

 

8. A última reflexão deste dia (17 de janeiro), coube a D. José Alves, Arcebispo Emérito de Évora, que abordou o tema: «A vida pastoral: pastor ou gestor? Servidor ou senhor?». Numa intervenção cheia de sabedoria pastoral, D. José refletiu sobre a pastoral como uma questão não simplesmente humana, mas baseada na promessa de Jesus aos Seus discípulos, de que estará sempre connosco. De qualquer modo, a Igreja deve estar atenta ao mundo e às mudanças que nele têm lugar, pelo que, a Nova Evangelização, proposta pelo Papa S. João Paulo II, pretendeu ser resposta adequada, de uma Igreja que quer passar da «Pastoral da Espera» à «Pastoral da Procura e do Envio». É preciso ir, como Cristo, como Paulo, para sermos «Igreja em saída», como nos exorta o Papa Francisco. A metodologia de Jesus com os discípulos de Emaús deve ser a nossa hoje: 1) «Jesus aproximou-se e falou com eles»; 2) «interpelou-os e ouviu as suas preocupações»; 3) «explicou-lhes a Sagrada Escritura»; 4) «manifestou-lhes, no partir do pão, os sinais salvíficos»; 5) depois do encontro com Cristo «voltaram para a comunidade», pois, sem ela não há vivência autêntica da fé. No segundo momento da sua intervenção, D. José citou Santo Agostinho e o Sermão aos Pastores, como um documento importante para ajudar a repensar o modo de se ser pastor, concluindo que ele deve ser servidor, em tudo o que faz, como Cristo. Rematou a sua intervenção afirmando que na Igreja, a autoridade deve ser serviço;

 

9. A manhã do dia 18 de janeiro, foi integralmente ocupada pela intervenção do Pe. Joaquim Teixeira, OCD, e por um rico tempo de diálogo, a partir das questões colocadas pelos participantes. A temática abordada foi: «Pobreza, Castidade e Obediência na vida do pastor», e foi desenvolvida em três perspetivas complementares: «Antropológica»; «Teológica»; e «Espiritual». O ponto de partida foi a vida de Jesus, marcada pelos Conselhos Evangélicos, os quais são, no fundo, para todos, mas vividos, naturalmente em diversas expressões e vocações. Os Conselhos são a resposta às três marcas ontológicas ou dinamismos nucleares e vitais, que existem em cada pessoa, e que devem ser bem geridos. Para o Sacerdote a vivência dos Conselhos, configura-o com Cristo e tem subjacente a si a lógica do «tesouro», e da «pérola», que se encontram e pelos quais tudo se deixa para seguir o Senhor, com o Qual é preciso estabelecer uma verdadeira relação de «esponsalidade». É, pois, muito redutor colocar o acento quase só na «renúncia», importando antes, insistir numa motivação profunda, mística, que o mundo de hoje necessita. Passando à reflexão sobre cada um dos Conselhos lembrou o seguinte: «Pobreza» não se confunde com miséria, mas implica uma Opção Preferencial pelos Pobres, e pode traduzir-se também em simplicidade, austeridade, liberdade para servir. Pobreza é ainda sinal não só de desprendimento material, mas de convite à doação de nós mesmos, relacionando-nos com todos, sem excluir ninguém. Pela sua força é um verdadeiro «sinal contracultural». A «Castidade» enquadra o Celibato, e significa exclusividade por Deus e pelas Suas coisas, mas não implica renúncia aos sentimentos, afetos e emoções. Recordou a propósito Santa Teresa de Ávila, que aconselhava a olhar para a «humanidade de Jesus» (e não apenas para a sua divindade). O Celibato é dom e tarefa, e supõe aprendizagem para se poder amar celibatariamente. Inclui necessariamente as dimensões de: fraternidade sacerdotal, de compaixão e de fraternidade espiritual. Não pode, por isso, ser sinal de «esterilidade». Na sociedade hodierna, Castidade e Celibato são também «sinal contracultural» e «provocador». A «Obediência» supõe a «relação com Deus e os outros», implica «a escuta» e é geradora de comunhão fraterna. O Pe. Joaquim concluiu a sua intervenção, afirmando que os três Conselhos Evangélicos se articulam entre si, e ensinam-nos a sermos «homens normais» que aspiram à «santidade», opção por um «Amor Maior», pois só Ele nos preenche;

 

10. A tarde do dia 18 de janeiro foi preenchida com a intervenção do Pe. Carlos Aquino, Pároco de Loulé (Algarve) e Professor de Liturgia no ISTE, e com uma reflexão por Dioceses, seguida de Plenário, sobre o tema: «Importância da Liturgia na vida dos Ministros Ordenados». A abordagem teve três chaves de leitura: «Cristológica»; «Eclesiológica»; e «Pastoral». A Liturgia, afirmou o Pe. Aquino, é «acto de culto a Deus, por Cristo, no Espírito Santo», e é nela que nos unimos a Cristo Pastor, o que supõe que sintamos paixão por Ele, que nos exorta a sermos, como Ele, misericordiosos e acolhedores. Pertencemos a Deus para fazermos d’Ele o nosso Bem Maior. A vida espiritual, com toda a sua riqueza e diversidade (Eucaristia, Liturgia das Horas, Direção Espiritual, Confissão, Retiros, etc.) é, pois, fundamental para a vida do Ministro. De seguida, o Pe. Aquino desenvolveu a sua reflexão em três momentos: 1) «Liturgia: Mistério e Acção»; 2) «Liturgia: Dom e Alimento para uma vida espiritual e cristã»; 3) «A vida litúrgica do Presbítero e o seu contributo espiritual». Numa exposição viva, profunda, sábia e apaixonada, insistiu em que não esqueçamos que a espiritualidade de todos os cristãos é alimentada e alicerçada na Liturgia, e, quanto ao Presbítero, ele é um «sinal sacramental de Cristo»; por isso, só a união com o Senhor assegura a fecundidade do nosso ministério. Concluiu a sua intervenção, apelando à valorização de todos os gestos que fazem parte da Celebração, e quanto ao Presidente da Celebração, lembrou que ele não se deve esquecer que é «sinal», mas não o «centro» da acção celebrativa, pelo que, deve evitar duas tentações: «relativismo litúrgico» e «formalismo». O Ministro deve ter claro que celebrar e rezar são o essencial da sua vida, e celebrar é uma «arte», que implica deixar-se «presidir» pelo Espírito Santo;

 

11. A última intervenção desta XVII jornada de Actualização do Clero, teve lugar na manhã do dia 18 de janeiro, e foi da responsabilidade do Sr. D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra e Vice-Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, que nos falou sobre: «A Espiritualidade Mariana na vida do Presbítero». Antes porém, de entrar no coração da sua reflexão, informou-nos que as seis Dioceses do Centro de Portugal vão apostar numa formarão para o respectivo Clero, inspirada também no nosso modelo, o que obviamente, nos alegrou. Num primeiro momento, procurou explicar a relação que, muitas vezes se estabelece, entre a crise das Vocações e do Sacerdócio em especial, e a sua ligação à Virgem Maria. Similar ligação é, também estabelecida entre a crise da Igreja e a ausência de Maria na vida eclesial. Na verdade, a Igreja não pode prescindir de Maria, pois, Ela tem um lugar ímpar no Mistério de Cristo e da Igreja, na medida em que é “condição” para a “carne” na Igreja. D. Virgílio prosseguiu a sua reflexão afirmando que a Espiritualidade Cristã é a “vida no Espírito” e, por isso, é mais correcto afirmar que existe uma única Espiritualidade Cristã, na qual a Virgem Maria tem um lugar especial. A característica fundamental da “Espiritualidade Mariana” é “deixar-se encher pelo Espírito Santo”, para que se realize em nós a “mesma obra”, o que exige discernimento na imitação de Maria, a qual é a primeira cristã e “Tipo” da Igreja. De seguida, centrou a sua reflexão na similitude que deve existir entre o Culto Mariano e o Presbítero: ambos são “mediação”, no “único Cristo”, Mediador entre Deus e os homens; e o Culto Mariano, tal como o Sacerdote, têm como fim “gerar Cristo” na Humanidade. No momento seguinte, reflectiu sobre a influência de três aspectos da devoção Mariana no Sacerdote: 1). O “Sim de Maria”, que encontra sentido no “Sim do Sacerdote”; 2) O “Serviço”: Jesus é o “Servo” e Maria a “Serva do Senhor”. O Sacerdote, ao configurar-se com Cristo, também é chamado a ser “servidor”; 3) A “Vida no Espírito”: central na vida de Maria, da Igreja e do Sacerdote. D. Virgílio concluiu a sua intervenção, estabelecendo uma estreita e riquíssima ligação entre: “Maria, o Presbítero e a Eucaristia”. Numa nota final afirmou, sem margem para dúvidas, que é preciso “edificar uma Igreja de rosto Mariano” e, nesta missão, os Sacerdotes têm uma missão crucial, e os Sacerdotes portugueses, por toda a nossa História, uma responsabilidade acrescida.

 

Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário, ISTE

15 Jan 2024

15 a 19 de janeiro: Jornadas de Actualização do Clero das Dioceses do Sul (com Vídeo de entrevista ao P. Manuel António do Rosário)

A Arquidiocese de Évora e as Dioceses do Algarve, de Beja e de Setúbal vão reunir, como tem sido habitual na última década, o seu clero em jornadas de atualização, com o tema ‘Presbíteros, «à imagem e semelhança» do Bom Pastor’, de 15 a 19 de janeiro, em Albufeira.

As jornadas de formação vão reunir os bispos das quatro dioceses do sul, os padres e diáconos, e alguns seminaristas em final de formação, para além do núncio apostólico (embaixador da Santa Sé) em Portugal, D. Ivo Scapolo.

O encontro de actualização, organizado pela 17ª vez pelo Instituto Superior de Teologia de Évora (ISTE), começa pelas 15h30, no próximo dia 15 de janeiro, com a sessão de abertura, seguida da reflexão ‘O panorama das Vocações Sacerdotais na Igreja Católica. Mudanças e Desafios’, pelo arcebispo coadjutor de Mérida-Badajoz (Espanha), D. José Rodriguez Carballo, da Ordem dos Frades Menores.

O bispo franciscano, secretário da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica (Santa Sé), vai refletir também sobre o tema ’Perfil do Presbítero para o Século XXI, que a Igreja e o Mundo esperam’, no dia seguinte.

O dia 16 de janeiro conta ainda com as intervenções de Francisco Machado, professor do ISTE, sobre ‘As qualidades humanas do pastor’, e do padre Juan Cuesta, reitor do Seminário de Segóvia (Espanha), que apresenta ‘O pastor: homem de fé enraizado em Deus’.

No terceiro dia de jornadas de atualização, o clero das dioceses do sul de Portugal vai refletir sobre a ‘Importância da Liturgia na vida do pastor’ e sobre ‘Sagrada Escritura: identidade e missão do pastor’, respetivamente com o cónego Carlos de Aquino, professor do ISTE e sacerdote da Diocese do Algarve, e com o padre Álvaro Pereira Delgado, professor da Faculdade de Teologia de Santo Isidoro de Sevilha.

Neste dia, vão participar também o padre Francisco García, da Diocese de Zamora e professor da Universidade Pontifícia de Salamanca (Espanha), com ‘A formação teológica/intelectual do pastor”, e D. José Alves, arcebispo emérito de Évora, apresenta ‘A vida pastoral: pastor ou gestor? Servidor ou senhor?’.

Para os dois últimos dias de formação, 18 e 19 de janeiro, foram convidados o padre Joaquim Teixeira, da Ordem dos Carmelitas Descalços, que vai refletir sobre ‘conselhos evangélicos’ da ‘Pobreza, castidade e obediência na vida do pastor’, e o bispo de Coimbra, D. Virgílio Antunes, com o tema ‘A espiritualidade mariana na vida do Presbítero’.

Além das sessões de formação e diálogo, plenário, com os oradores, no Hotel Alísios, em Albufeira, e de celebração, do programa consta ainda, na tarde de 18 de janeiro, convívio e passeio a locais de interesse na diocese algarvia.

14 Out 2023

14 de outubro, às 21h, Conferência ZOOM: Exortação “Laudate Deum” (com vídeo)

Neste sábado, dia 14 de outubro, às 21h, decorrerá a primeira Conferência ZOOM sobre a Exortação “Laudate Deum”, feita pelo Director Departamento de Pastoral Social, Cónego Silvestre Marques.

Dados de acesso à conferência:

Entrar Zoom Reunião
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ID da reunião: 815 3037 655
Senha: 128752