Etiqueta: Educação

29 Fev 2024

2 e 9 de março: Encontros Presenciais de Catequistas em Elvas e Montemor-o-Novo

O Departamento da Catequese da Infância e Adolescência da Arquidiocese de Évora continua a realizar de forma descentralizada pelo território diocesano Encontros Presenciais de Catequistas.

Em plena Quaresma, no dia 2 de Março, sábado, entre as 9h e as 16h, o Encontro Presencial de Catequistas acontece na Igreja de Santa Luzia em Elvas.

Já no dia 9 de Março, sábado, será a Igreja de São Mateus, em Montemor-o-Novo, que acolherá novo Encontro Presencial de Catequistas.

29 Fev 2024

Corpo Nacional de Escutas/Samora Correia: Promessas solenes do Agrupamento 1127

O Agrupamento 1127 – Samora Correia renovou, no dia 25 de fevereiro, as suas promessas solenes numa cerimónia marcante, reafirmando o compromisso em honrar os valores fundamentais do escutismo. Tendo celebrado o seu 25º aniversário o ano passado, este agrupamento continua a desempenhar um papel vital na formação de jovens responsáveis e solidários.
Com um total de 95 elementos no ativo, o Agrupamento 1127 tem sido uma força unificadora na comunidade, promovendo o espírito de camaradagem, desenvolvendo competências práticas e incutindo o amor pela natureza. A foto de grupo anexa, capturando (quase) todos os elementos com entusiasmo renovado, simboliza a união e a determinação em seguir em frente.
Ao longo dos últimos 25 anos, o agrupamento tem sido um farol de serviço à comunidade, capacitando jovens a tornarem-se cidadãos comprometidos e conscientes. A renovação das promessas destaca o compromisso contínuo do Agrupamento 1127 em fazer a diferença na sociedade, promovendo valores essenciais que moldam o caráter dos seus membros.
O Agrupamento 1127 expressa a sua gratidão à comunidade pelo apoio ao longo destes anos e compromete-se a continuar a ser uma força positiva na formação da juventude local.

22 Jan 2024

Síntese Final das Jornadas do Clero das Dioceses do Sul 2024

 

1. O instituto Superior de Teologia de Évora (ISTE) organizou, entre os dias 15 e 19 de janeiro de 2024, as XVII Jornadas de Atualização do Clero da Província Eclesiástica de Évora (Évora, Beja e Algarve), a qual contou também com a participação da Diocese vizinha de Setúbal. O tema das Jornadas foi: «Presbíteros: “À Imagem e Semelhança” do Bom Pastor», e o local escolhido, o Hotel Alísios, em Albufeira, Diocese do Algarve, onde têm decorrido os últimos encontros. Participaram mais de 80 Presbíteros, Diáconos e Seminaristas Maiores das quatro Dioceses, bem como os nossos Bispos: Cardeal D. Américo Aguiar (Setúbal), D. Francisco Senra Coelho (Évora), D. Manuel Quintas (Algarve) e D. João Marcos (Beja). Marcaram também presença o Senhor D. Manuel António Santos, Bispo Emérito de São Tomé e Príncipe, e o novo Bispo eleito desta Diocese, D. João Nazaré. O Senhor Núncio Apostólico, D. Ivo Scapolo esteve igualmente presente;

 

2. As duas primeiras Conferências foram da responsabilidade do Senhor D. José Rodriguez Carballo, OFM, Arcebispo-Coadjutor de Badajoz-Mérida (Espanha), e até há pouco Secretário do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica. Na sua primeira intervenção D. José refletiu sobre «O Perfil do Sacerdote». Iniciou a reflexão, afirmando a importância da Formação, que deve ser permanente, como um caminho: «Unitário»; «Contínuo» e «Integral». Entre as notas fundamentais do «Perfil», acentuou que o Sacerdote deve ser «um Servidor» como Cristo, que assumiu a condição de Servo até à morte. A união a Cristo no «Ser» é condição para que o «Fazer» seja reflexo do que se é. Ser «Servidor» é ser também «Discípulo» a vida toda, procurando configurar-se com o Mestre. Ser «Servo» é sinónimo de ser «Pastor», e ser «Pastor» implica: conhecer as ovelhas e deixar-se conhecer; caminhar com elas; escutar e deixar-se interpelar pelo que se escuta; anunciar o evangelho da esperança; trabalhar pela fraternidade sacerdotal e diocesana, superando a tentação do individualismo. Por fim, para ser um verdadeiro «Servidor» ele tem de ser «Misericordioso» e aspirar à «Santidade», abandonando a mediocridade, para poder passar de bom a melhor (Santa Clara de Assis);

 

3. A segunda Conferência (16 de janeiro) teve por tema: «O desafio da Formação Sacerdotal ou o protagonismo na Formação». D. José partiu da constatação de que existe uma real crise vocacional, sensível em grande parte dos Países, mormente Ocidentais, e com causas bem definidas: «forte secularismo»; «diminuição do número de crentes nos Países tradicionalmente católicos»; «situação das famílias»; «quebra da natalidade»; «fragilidade humana e espiritual dos jovens», e «situação da Igreja neste momento». As soluções devem passar, por: «clara aposta na evangelização das famílias»; «bom discernimento vocacional dos candidatos»; «decidida aposta no acompanhamento», ao longo de toda a vida, nomeadamente, nos primeiros anos do exercício do ministério. Neste processo é ainda crucial a atenção à maturidade dos candidatos, a valorização da dimensão espiritual e a centralidade da Eucaristia. A crise tem solução, mas é preciso enfrentá-la com verdade e confiança. Urge, além do mais, criar nas Dioceses um clima vocacional, que a todos envolva e responsabilize. A crise das vocações é também uma crise de «apaixonados por Cristo». Continuando a sua intervenção, D. José assinalou a mudança de paradigma na pedagogia formativa. Na verdade, passou-se de uma formação passiva, centrada no formador, que ordenava e dirigia, para uma formação centrada na comunidade formativa, na qual os formadores escutam, acompanham e motivam, e os formandos são sujeitos ativos e responsáveis pelo seu processo de crescimento. Quanto aos desafios que se colocam, D. José realçou: «a experiência da própria debilidade»; «o risco de ser funcionário do sagrado»; «a cultura contemporânea»; «a atração do poder e da riqueza»; «o celibato» e a «entrega ao próprio ministério»;

 

4. Neste mesmo dia (16 de janeiro), o Prof. Francisco Machado (ISTE) desenvolveu a temática: «As qualidades humanas do pastor». Iniciou a sua reflexão, afirmando que o pastor deve contemplar as qualidades humanas de Jesus, passar tempo com o Senhor, sentir fascínio por Ele, tendo consciência de quem é, mas aspirando a refletir na sua humanidade a imagem de Jesus: nas qualidades, nas palavras, nos gestos. Há ainda três aspetos que importa cultivar: «boa comunicação»; «simpatia» e «dinamismo». Para ser um verdadeiro pastor ele necessita ainda de ter: «boca»; «coração» e «mãos humanas». Ao olhar para a Sagrada Escritura percebemos que o pastor é aquele que se preocupa com o rebanho, mas também com cada ovelha em particular, nomeadamente as ovelhas transviadas. Uma outra dimensão a enfrentar é a superação do individualismo; por isso, o pastor deve delegar tarefas nos seus colaboradores, em quem deve confiar e, como Jesus, não se deve cansar de afirmar o amor de Deus e o apelo à conversão. O Prof. Francisco insistiu igualmente na importância da homilia (breve, rezada e bem preparada), a qual é fundamental nos processos de aproximação ou afastamento de quem nos ouve. Prestes a terminar a sua intervenção, lembrou que o pastor se deve dedicar às pessoas e, como Jesus, ser: «zeloso»; «atrativo e alegre para servir»; encorajando «outros a servir». Por isso, deve ser também: diligente na oração e na liturgia; fazer diariamente o Exame de Consciência; escutar e ter quem o escute (entre os colegas e paroquianos), para ganhar consciência dos seus limites e incapacidades humanas, e poder mudar;

 

5. Ainda neste dia (16 de janeiro) tivemos ocasião de ouvir o Prof. Juan-Cruz Arnanz Cuesta, Sacerdote da Diocese de Segóvia (Espanha), que nos falou sobre: «O pastor, homem de fé enraizado em Deus». Partiu da afirmação da fé enquanto geradora de um novo modo de conhecer, que faz parte da nossa existência, e nos abre ao amor e à contemplação. É, pois, preciso encontrar maneiras e espaços para contemplar a beleza do ministério, e poder vencer assim a tentação do comodismo. A espiritualidade primeira do pastor radica no Batismo, fonte de todas as vocações, e é fundamental que ele articule depois na sua vida o binómio «identidade-espiritualidade», assumindo o exercício do ministério como via de santificação. Daqui emergem três caraterísticas estruturantes: «sacramentalidade», «diocesaneidade» e «secularidade». A Ratio Fundamentalis insistiu também na «dimensão comunitária (sinodal)» e na «perspetiva evangelizadora (missionária)». O processo sinodal que ainda decorre, reforçou a importância da aposta na formação e consequente espiritualidade. Como notas de uma espiritualidade presbiteral em chave sinodal, defendeu que ela deve ser: «enraizada em Deus»; de «comunhão»; «ecuménica», «de conversação no Espírito e de discernimento» e «ecológica». Como conclusão, lembrou que Cristo é a nossa primeira referência, pois, só Ele é o Bom Pastor. Ao olhar para Jesus, só podemos concluir que não é só o que fazemos, mas a forma como o fazemos, que fará toda a diferença;

 

6. No dia 17 de janeiro, o Prof. Álvaro Pereira Delgado, Sacerdote do Clero de Sevilha e Professor de Sagrada Escritura na Faculdade de Teologia de San Isidoro (Sevilha), propôs-nos uma reflexão intitulada: «O coração do Ministro à imagem do coração de Paulo», a partir da II Carta de S. Paulo aos Coríntios. Iniciou a sua intervenção, fazendo o enquadramento, e refletindo sobre a situação e a intenção desta Carta. Num segundo momento, desenvolveu o seu pensamento acentuando o paradoxo entre a «força divina» e a «fraqueza humana». Com efeito, Paulo tem consciência que a sua grandeza lhe advém do seu ministério, pois é grande a sua fragilidade e limitações. Por isso, é precisamente na fragilidade do ministro que se manifesta a força de Cristo. Num terceiro momento, refletiu sobre o «coração» como «espaço de encontro» entre ele (Paulo) e os Coríntios e também lugar de compreensão e de vontade. O Apóstolo exorta os Coríntios, a que lhe abram o coração para que nele, Paulo possa entrar. Num quarto e último momento, refletiu sobre o «coração» como «espaço de encontro com Deus». Paulo insistiu em afirmar que a fragilidade e o sofrimento abrem o coração a Deus e aos outros, e usou a metáfora dos «órgãos do corpo» e «geografia», para afirmar que o seu coração era o Coração de Cristo, a outra «tábua» em que o Senhor, pelo Espírito Santo, escreve «o livro da graça». Deste modo, Paulo é para nós ministros, «modelo do Modelo» (que é Cristo), que nós devemos imitar;

 

7. Ainda no dia 17 de janeiro, o Prof. Francisco García Martínez, Decano da Faculdade de Teologia da Universidade Pontifícia de Salamanca, e Sacerdote da Diocese de Zamora (Espanha), apresentou-nos o tema: «A formação teológica/intelectual do pastor». Começou por traçar uma síntese das diversas etapas em que podemos dividir a reflexão teológica, desde a Patrística até aos nossos dias, concluindo que é preciso que a fé seja pensada, e que a teologia se ligue à vida. De seguida, centrou a sua reflexão sobre a «expropriação» da centralidade a que a cultura atual votou a Igreja, tornando-a um «metaverso», e citou a este propósito Yves Congar, para lembrar a urgência do cristão viver «uma fé culta». Continuou a refletir sobre a urgência de mudarmos, não nos limitando a transmitir os conteúdos da fé, os quais só são perceptíveis por quem está enraizado em Deus. No último momento da sua intervenção, insistiu na importância da Formação Permanente e na responsabilidade dos Presbíteros, que devem apostar na sua formação, para puderem responder às questões que hoje são colocadas, o que exige: «reflexão»; «esforço»; e «estudo». Ao olhar para o nosso mundo, salientou quatro das características fundamentais que a formação deve ter: «abertura à realidade»; pensar segundo uma perspetiva «holística» (global); porque vivemos na «fragmentariedade», urge configurar a vida a partir do «nuclear»; e por fim, é fundamental um pensamento teológico «acompanhado» pelos mestres da Sagrada Escritura e do pensamento humano. Prestes a terminar, insistiu ainda que a Formação Permanente deve ser de carácter teológico-pastoral, pois o seu objetivo é fazer nascer o «Cristo total» no nosso mundo. Quanto aos âmbitos de formação lembrou os seguintes: «livros sobre o ministério e oração»; «leitura e interpretação da Sagrada Escritura»; «formação litúrgica»; «significatividade do dogma»; e «biblioteca ministerial»;

 

8. A última reflexão deste dia (17 de janeiro), coube a D. José Alves, Arcebispo Emérito de Évora, que abordou o tema: «A vida pastoral: pastor ou gestor? Servidor ou senhor?». Numa intervenção cheia de sabedoria pastoral, D. José refletiu sobre a pastoral como uma questão não simplesmente humana, mas baseada na promessa de Jesus aos Seus discípulos, de que estará sempre connosco. De qualquer modo, a Igreja deve estar atenta ao mundo e às mudanças que nele têm lugar, pelo que, a Nova Evangelização, proposta pelo Papa S. João Paulo II, pretendeu ser resposta adequada, de uma Igreja que quer passar da «Pastoral da Espera» à «Pastoral da Procura e do Envio». É preciso ir, como Cristo, como Paulo, para sermos «Igreja em saída», como nos exorta o Papa Francisco. A metodologia de Jesus com os discípulos de Emaús deve ser a nossa hoje: 1) «Jesus aproximou-se e falou com eles»; 2) «interpelou-os e ouviu as suas preocupações»; 3) «explicou-lhes a Sagrada Escritura»; 4) «manifestou-lhes, no partir do pão, os sinais salvíficos»; 5) depois do encontro com Cristo «voltaram para a comunidade», pois, sem ela não há vivência autêntica da fé. No segundo momento da sua intervenção, D. José citou Santo Agostinho e o Sermão aos Pastores, como um documento importante para ajudar a repensar o modo de se ser pastor, concluindo que ele deve ser servidor, em tudo o que faz, como Cristo. Rematou a sua intervenção afirmando que na Igreja, a autoridade deve ser serviço;

 

9. A manhã do dia 18 de janeiro, foi integralmente ocupada pela intervenção do Pe. Joaquim Teixeira, OCD, e por um rico tempo de diálogo, a partir das questões colocadas pelos participantes. A temática abordada foi: «Pobreza, Castidade e Obediência na vida do pastor», e foi desenvolvida em três perspetivas complementares: «Antropológica»; «Teológica»; e «Espiritual». O ponto de partida foi a vida de Jesus, marcada pelos Conselhos Evangélicos, os quais são, no fundo, para todos, mas vividos, naturalmente em diversas expressões e vocações. Os Conselhos são a resposta às três marcas ontológicas ou dinamismos nucleares e vitais, que existem em cada pessoa, e que devem ser bem geridos. Para o Sacerdote a vivência dos Conselhos, configura-o com Cristo e tem subjacente a si a lógica do «tesouro», e da «pérola», que se encontram e pelos quais tudo se deixa para seguir o Senhor, com o Qual é preciso estabelecer uma verdadeira relação de «esponsalidade». É, pois, muito redutor colocar o acento quase só na «renúncia», importando antes, insistir numa motivação profunda, mística, que o mundo de hoje necessita. Passando à reflexão sobre cada um dos Conselhos lembrou o seguinte: «Pobreza» não se confunde com miséria, mas implica uma Opção Preferencial pelos Pobres, e pode traduzir-se também em simplicidade, austeridade, liberdade para servir. Pobreza é ainda sinal não só de desprendimento material, mas de convite à doação de nós mesmos, relacionando-nos com todos, sem excluir ninguém. Pela sua força é um verdadeiro «sinal contracultural». A «Castidade» enquadra o Celibato, e significa exclusividade por Deus e pelas Suas coisas, mas não implica renúncia aos sentimentos, afetos e emoções. Recordou a propósito Santa Teresa de Ávila, que aconselhava a olhar para a «humanidade de Jesus» (e não apenas para a sua divindade). O Celibato é dom e tarefa, e supõe aprendizagem para se poder amar celibatariamente. Inclui necessariamente as dimensões de: fraternidade sacerdotal, de compaixão e de fraternidade espiritual. Não pode, por isso, ser sinal de «esterilidade». Na sociedade hodierna, Castidade e Celibato são também «sinal contracultural» e «provocador». A «Obediência» supõe a «relação com Deus e os outros», implica «a escuta» e é geradora de comunhão fraterna. O Pe. Joaquim concluiu a sua intervenção, afirmando que os três Conselhos Evangélicos se articulam entre si, e ensinam-nos a sermos «homens normais» que aspiram à «santidade», opção por um «Amor Maior», pois só Ele nos preenche;

 

10. A tarde do dia 18 de janeiro foi preenchida com a intervenção do Pe. Carlos Aquino, Pároco de Loulé (Algarve) e Professor de Liturgia no ISTE, e com uma reflexão por Dioceses, seguida de Plenário, sobre o tema: «Importância da Liturgia na vida dos Ministros Ordenados». A abordagem teve três chaves de leitura: «Cristológica»; «Eclesiológica»; e «Pastoral». A Liturgia, afirmou o Pe. Aquino, é «acto de culto a Deus, por Cristo, no Espírito Santo», e é nela que nos unimos a Cristo Pastor, o que supõe que sintamos paixão por Ele, que nos exorta a sermos, como Ele, misericordiosos e acolhedores. Pertencemos a Deus para fazermos d’Ele o nosso Bem Maior. A vida espiritual, com toda a sua riqueza e diversidade (Eucaristia, Liturgia das Horas, Direção Espiritual, Confissão, Retiros, etc.) é, pois, fundamental para a vida do Ministro. De seguida, o Pe. Aquino desenvolveu a sua reflexão em três momentos: 1) «Liturgia: Mistério e Acção»; 2) «Liturgia: Dom e Alimento para uma vida espiritual e cristã»; 3) «A vida litúrgica do Presbítero e o seu contributo espiritual». Numa exposição viva, profunda, sábia e apaixonada, insistiu em que não esqueçamos que a espiritualidade de todos os cristãos é alimentada e alicerçada na Liturgia, e, quanto ao Presbítero, ele é um «sinal sacramental de Cristo»; por isso, só a união com o Senhor assegura a fecundidade do nosso ministério. Concluiu a sua intervenção, apelando à valorização de todos os gestos que fazem parte da Celebração, e quanto ao Presidente da Celebração, lembrou que ele não se deve esquecer que é «sinal», mas não o «centro» da acção celebrativa, pelo que, deve evitar duas tentações: «relativismo litúrgico» e «formalismo». O Ministro deve ter claro que celebrar e rezar são o essencial da sua vida, e celebrar é uma «arte», que implica deixar-se «presidir» pelo Espírito Santo;

 

11. A última intervenção desta XVII jornada de Actualização do Clero, teve lugar na manhã do dia 18 de janeiro, e foi da responsabilidade do Sr. D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra e Vice-Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, que nos falou sobre: «A Espiritualidade Mariana na vida do Presbítero». Antes porém, de entrar no coração da sua reflexão, informou-nos que as seis Dioceses do Centro de Portugal vão apostar numa formarão para o respectivo Clero, inspirada também no nosso modelo, o que obviamente, nos alegrou. Num primeiro momento, procurou explicar a relação que, muitas vezes se estabelece, entre a crise das Vocações e do Sacerdócio em especial, e a sua ligação à Virgem Maria. Similar ligação é, também estabelecida entre a crise da Igreja e a ausência de Maria na vida eclesial. Na verdade, a Igreja não pode prescindir de Maria, pois, Ela tem um lugar ímpar no Mistério de Cristo e da Igreja, na medida em que é “condição” para a “carne” na Igreja. D. Virgílio prosseguiu a sua reflexão afirmando que a Espiritualidade Cristã é a “vida no Espírito” e, por isso, é mais correcto afirmar que existe uma única Espiritualidade Cristã, na qual a Virgem Maria tem um lugar especial. A característica fundamental da “Espiritualidade Mariana” é “deixar-se encher pelo Espírito Santo”, para que se realize em nós a “mesma obra”, o que exige discernimento na imitação de Maria, a qual é a primeira cristã e “Tipo” da Igreja. De seguida, centrou a sua reflexão na similitude que deve existir entre o Culto Mariano e o Presbítero: ambos são “mediação”, no “único Cristo”, Mediador entre Deus e os homens; e o Culto Mariano, tal como o Sacerdote, têm como fim “gerar Cristo” na Humanidade. No momento seguinte, reflectiu sobre a influência de três aspectos da devoção Mariana no Sacerdote: 1). O “Sim de Maria”, que encontra sentido no “Sim do Sacerdote”; 2) O “Serviço”: Jesus é o “Servo” e Maria a “Serva do Senhor”. O Sacerdote, ao configurar-se com Cristo, também é chamado a ser “servidor”; 3) A “Vida no Espírito”: central na vida de Maria, da Igreja e do Sacerdote. D. Virgílio concluiu a sua intervenção, estabelecendo uma estreita e riquíssima ligação entre: “Maria, o Presbítero e a Eucaristia”. Numa nota final afirmou, sem margem para dúvidas, que é preciso “edificar uma Igreja de rosto Mariano” e, nesta missão, os Sacerdotes têm uma missão crucial, e os Sacerdotes portugueses, por toda a nossa História, uma responsabilidade acrescida.

 

Pe. Manuel António Guerreiro do Rosário, ISTE

20 Jan 2024

25 de janeiro, às 21h, em Évora: Conversa “Educar para o outro: como acolhemos a diferença?”

No dia 25 de janeiros, pelas 21h, na Sala 131 do Colégio do Espírito Santo da Universidade de Évora, decorrerá a iniciativa da Pastoral Universitária intitulada “Educar para o outro: como acolhemos a diferença?”.

Numa altura em que as diferenças dividem a sociedade urge cuidar o modo como olhamos “o outro”. Nas diferentes idades, nos diferentes contextos, nos diferentes meios sociais em que nos movemos surge, diariamente, o desafio de aceitar a diferença. Como o fazemos? Como ajudamos os nossos filhos, os nossos alunos, os nossos colegas de trabalho neste processo que nem sempre é simples? É esse o objetivo desta conversa, com pessoas muito diferentes entre si, mas que se juntam num objetivo comum: ajudar-nos a “ver” com um novo olhar!

Com a moderação de Leonor Centeno estaremos à conversa com:

– Constança Biscaia, psicóloga, professora universitária, Universidade de Évora;

– Joana Espadinha, cantautora, envolvida em projetos de educação para crianças através da música;

– Luís Romão, mediador do alto comissariado para a integração das minorias;

– Bruno Gonçalves, licenciado em Animação Socioeducativa, ativista e dirigente associativo;

– P. José Maria Brito, sj.

O convite é para toda a comunidade e fica o desafio, a cada um de nós, de trazer os amigos.

 

30 Dez 2023

Presépio Vivo em Montemor-o-Novo para ver nos dias 5 e 6 de janeiro de 2024, entre as 21h e as 23h, no Convento de São Domingos

Nos dias  29, 30 de Dezembro, 5 e 6 de Janeiro, o agrupamento de escuteiros do agrupamento 894 de Montemor-o-Novo e a Paróquia de Montemor convida-o a estar presente na Igreja de São Domingos, em Montemor-o-Novo entre as 21h e as 23h, para assistir ao Presépio Vivo, esta é uma oportunidade para fazer uma viagem ao tempo de Jesus.

Este ano é já a sua 4ª edição e conta com a presença de cerca de 60 crianças e jovens que compõem as 10 cenas da vida de Jesus

Nesta edição do Presépio Vivo 2023 iremos passar desde o Anúncio do Anjo Gabriel a Maria, ao nascimento de Jesus e ainda alguns dos acontecimentos da vida de Jesus como o seu
Batismo e alguns milagres.

No ano em que se comemora os 800 anos do primeiro presépio, feito por S. Francisco de Assis numa gruta na Cidade de Greccio. São Francisco tinha como objetivo que todos compreendessem melhor o nascimento de Jesus. Pediu que lhe trouxessem uma imagem do Menino Jesus, uma manjedoura, palhas, um burro e uma vaca e assim compôs o 1º presépio. O presépio que representa a simplicidade da vida e humildade.

O valor de cada entrada no presépio é um bem alimentar, que depois será distribuído por famílias mais carenciadas do concelho de Montemor-o-Novo.

Venha assistir a esta representação da vida de Jesus.

14 Dez 2023

Paróquia de Santa Luzia, em Elvas: Sacramento da Confirmação

 No dia 10 de dezembro, pelas 11h00, o Arcebispo de Évora presidiu à Eucaristia dominical, na qual ministrou o Sacramento da Confirmação a várias dezenas de jovens e adultos, na Paróquia de Santa Luzia, em Elvas.
No fim de semana em que o Serviço Pastoral a Pessoas com Deficiência e sua Família da Arquidiocese de Évora celebrou o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, na celebração na Paróquia de Santa Luzia, em Elvas, o Prelado eborense crismou um jovem com deficiência (na foto abaixo).
07 Dez 2023

“Desde que me conheço que quero ser padre” – Entrevista a Tomás Dias (com Vídeo)

 

No dia 8 de dezembro, pelas 17h00, na Sé de Évora, na Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, D. Francisco Senra Coelho presidirá à Eucaristia, na qual será ordenado Diácono, o jovem Tomás Dias. Natural de Coruche, da zona ribatejana da Arquidiocese, zona que já deu três vocações à Arquidiocese, com 24 anos de idade, Tomás Tomaz da Costa Patrício Dias, em entrevista à Esperança Multimédia, começa por confessar que “desde que me conheço que quero ser padre”.

24 Nov 2023

Paróquia de Portel: Sacramento da Confirmação

No dia 18 de novembro, pelas 18h00, o Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho, presidiu à Eucaristia vespertina, na qual ministrou o Sacramento da Confirmação a jovens e adultos, na Paróquia de Nossa Senhora da Lagoa, em Portel.
A imponente igreja Matriz de Portel, ponto de referência do centro histórico da localidade, foi pequena para acolher os inúmeros familiares, amigos e paroquianos que participaram na celebração da Eucaristia.

23 Nov 2023

Unidade Pastoral de Coruche: Sacramento da Confirmação

No dia 19 de novembro, pelas 11h00, o Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho, presidiu à Eucaristia dominical, na qual ministrou o Sacramento da Confirmação a 54 jovens e adultos, na Igreja Matriz de Coruche, das Paróquias de São João Baptista de Coruche (40 crismandos), de São Mateus de Erra (3 crismandos), de São José de Lamarosa (4 crismandos) e de Santo António de Fajarda (7 crismandos).
A imponente igreja de S. João Baptista – Matriz de Coruche, ponto de referência do centro histórico da localidade, foi pequena para acolher os inúmeros familiares, amigos e paroquianos que participaram na celebração da Eucaristia.