Etiqueta: Catedral de Évora

18 Fev 2024

“Não temas ser Cristão”, disse o Arcebispo de Évora a cada um dos 34 catecúmenos que se preparam para os sacramentos da iniciação cristã (com vídeo)

Neste dia 18 de fevereiro, pelas 17h, na Sé de Évora, D. Francisco Senra Coelho, Arcebispo de Évora, presidiu à Eucaristia do Primeiro Domingo da Quaresma, na qual decorreu o Rito Inscrição do Nome dos Catecúmenos Adultos da Arquidiocese de Évora.

Antes do Rito propriamente dito, à homilia, o Prelado eborense começou por explicar que o Evangelho deste Primeiro Domingo da Quaresma, de S. Marcos, não relata as tentações, mas coloca Jesus no deserto para onde foi impelido pelo Espírito Santo.

“Jesus é impelido pelo Espírito Santo para o deserto para fazer retiro, silêncio, e fazer encontro com Deus”, referiu o Prelado, acrescentando que “Jesus é o homem novo que nos vem refazer, vem para cumprir a vontade do Pai”.

“As tentações não são pontuais mas aparecem durante toda a vida de Jesus”, constatou o Arcebispo de Évora, sublinhando que “as tentações são lugares de confronto com as nossas dificuldades, mas podem ser também oportunidade para renovar o nosso sim a Deus. Jesus mantém-se firme na fidelidade ao projeto do Pai”.

Aos 34 catecúmenos, oriundos de várias Paróquias da Arquidiocese, D. Francisco Senra Coelho recordou que “não seguimos uma filosofia, mas alguém, Jesus Cristo. Cada baptizado é convidado a renovar a sua opção por Deus e pelo seu Amor, manifestado e revelado em Jesus Cristo”.

“A Quaresma é, por isso, tempo de conversão, da alegre transformação do coração que torna a vida num lugar mais belo e o mundo num lugar mais feliz”, sublinhou o Prelado.

“Nas comunidades fostes gerados no útero de uma Igreja”, disse o Prelado dirigindo-se aos Catecúmenos. “Por isso, sentimos a alegria das Comunidades que vos estão a gerar, pois já estamos a caminho da Páscoa”, acrescentou.

“Estes 34 catecúmenos são para nós motivo de alegria e a certeza que o Senhor está connosco, que nos vai dar novos irmãos, que vão fortalecer as nossas comunidades e vão cheirar ao perfume de Deus”, sublinhou o Prelado.

“Não vamos ser lavados na epiderme, apenas para ficar com uma cara lavada. Mas vamos ser lavados no coração e na mente, no nosso ser todo. O Senhor vai-nos fazer de novo, dar-nos um coração novo, que nos dará um olhar igual ao seu, uma perspectiva nova, a lente de Deus”, prosseguiu o Arcebispo de Évora, acrescentando que “a conversão e o arrependimento só se podem conjugar com a adesão plena a Jesus”.

A Vigília Pascal na qual os 34 catecúmenos receberão os Sacramentos da Iniciação Cristã – Baptismo, Confirmação e Eucaristia – “tem que ser um encontro com Jesus e não apenas um conjunto de ritos”, disse D. Francisco Senra Coelho, acrescentando que “este encontro com Jesus, faz-nos abraçar uma nova forma de ser e de amar. No Baptismo, na confirmação e na Eucaristia é um modo de viver que gera um antes e depois na vossa vida”.

“Neste domingo, reconhece-te tentado em Jesus, mas n’Ele reconhece-te vencedor porque será Ele a vencer em ti”, disse o Prelado, afiançando a cada um dos 34 catecúmenos que “nunca estás sós, o Senhor vai contigo. Não temas ser Cristão. O Senhor será a tua força, como foi de tantos, como Agostinho de Hipona”, deu como exemplo, o Prelado eborense.

Após a Homilia, decorreu o Rito da Inscrição ou da Eleição. Com este Rito chega ao fim o tempo do Catecumenado para estes jovens e adultos que há vários anos se preparam nas suas comunidades para os Sacramentos da Iniciação Cristã.

O Rito da Eleição ou da Inscrição do Nome que marca assim um novo tempo na vida destes jovens e adultos, o chamado tempo da purificação e da iluminação.

No final da Eucaristia, o Arcebispo de Évora recordou ainda aos agora Eleitos que “atrás de cada um de vós está alguém muito importante na vossa vida pelo seu testemunho. Na nossa oração vamos ter presentes todos eles, incluindo os doentes, os sós. Que vos sejais reflexo da beleza que encontrais para os outros jovens e adultos que procuram o Senhor. Rezamos ainda pelos Seminaristas do Seminário Maior que se encontram em retiro neste momento e pelos Seminaristas do Seminário Redemptoris Mater que se encontram aqui connosco”.

Após a eucaristia, como já tradição, os eleitos, os garantes e familiares viveram um momento de convívio na Cúria arquidiocesana, promovido pelo Cabido da Catedral de Évora.

Recorde-se que estes 34 Eleitos irão receber os Sacramentos da Iniciação Cristã (Baptismo, Confirmação e Eucaristia), na celebração da Vigília Pascal, em Sábado Santo, nas suas respetivas Paróquias.

 

08 Jan 2024

Epifania do Senhor celebrada na Catedral de Évora com Eucaristia e com Concerto de Reis (com Vídeo e Fotos)

Na tarde de domingo, dia 7 de Janeiro, na Catedral de Évora, pelas 16h, o Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, presidiu à celebração da Eucaristia da Solenidade da Epifania do Senhor.

A Eucaristia foi animada liturgicamente pelos Arautos do Evangelho e contou com a participação de muitos fiéis, que lotaram a Catedral.

À homilia, o Prelado eborense referiu-se à Epifania como “a revelação do rosto misericordioso e compassivo de Deus a toda a Humanidade”.

“Se na Solenidade do Natal a Luz de Belém brilhou para os de casa, os pastores das campinas de Belém, inseridos na cultura em que o Verbo de Deus encarnou, na Solenidade da Epifania a Luz de Belém interpela os de longe, os de fora, os mais distantes. Os Magos são aqueles que encarnam todas as culturas diferentes, expressões de busca de verdade por caminhos diversos”, disse, acrescentando que “a astrologia dos magos descobriu uma estrela diferente que os levou à revelação inimaginável de um Deus humanizado na Luz de Belém, celeiro do pão nas sendas da paz. A estrela do Magos venceu todas as dificuldades e todos os silêncios, levando-os ao encontro da Luz das Nações e dos Povos”.

“Celebrar a Epifania é comprometer-se com a revelação da beleza de Deus entre os de mais longe, entre todas as periferias existenciais e sociais. Periferias que podem marcar diferenças culturais, ideológicas, estéticas, morais e espirituais”, apontou.

“A solenidade da Epifania é uma eloquente cátedra com propostas e desafios de tolerância, respeito, valorização da diferença enquanto riqueza humana e complementaridade cultural e social. Só pela valorização dos talentos e das diferenças do outro se pode chegar à paz e à harmonia da convivência humana e fraterna”, sublinhou.

“Afinal aos pés da manjedoura e na companhia dos Magos nos encontramos na grande causa da humanização enquanto pedra basilar na construção da paz. Quanto a aprender para o nosso quotidiano”, disse, acrescentando que os “acolhimentos nas diferenças intergeracionais: a valorização e aprendizagem com os gritos de insatisfação e de exigência da verdade vindos das novas gerações. Precisamos que os jovens sejam jovens e não desistam  de nos exigirem  uma Igreja família, verdade e transparência”.

“No contexto deste interior sul ribatejano e centro alentejano surge a real necessidade da renovação da mão de obra para tantos serviços que já não encontram resposta no tecido social atual. Receber os imigrantes não é um favor mas uma necessidade urgente para muitas das tarefas que já não encontram resposta nas populações locais”, referiu o Arcebispo de Évora, sublinhando: “eis o desafio concreto e já em nossas terras, vivermos e convivermos com a diversidade de muitos que nos chegam do extremo oriente, como Nepal, Índia, Bangladesh, Paquistão e de outras distantes nações”.

“Desafios interculturais, inter-religiosos, de integração e respeito são nos colocados de modo crescente e em futuro previsível. Eis a atualidade desta solenidade da Epifania aqui e agora”, concluiu D. Francisco José Senra Coelho.

Depois da Eucaristia, os Arautos do Evangelho interpretaram um Concerto de Reis, que pode ser revisto aqui:

 

 

 

14 Dez 2023

16 de dezembro, às 18h, na Catedral de Évora: Concerto de Natal

O Cabido da Sé de Évora e a Althum.com organizam o Concerto de Natal de 2023 da Sé de Évora, que terá lugar dia 16 de dezembro, às 18 horas, com o organista João Vaz e com o Capella de S. Vicente dirigido por Pedro Rodrigues.
Será interpretado o Magnificat quinti toni, de Duarte Lobo (c. de 1565 – 1646), extraído dos Cantica Beatae Mariae Virginis, impressos em Antuérpia em 1605.
Este concerto incluirá também excertos da Missa Natalitiae noctis, de Duarte Lobo, e peças para órgão de Manuel Rodrigues Coelho (seu contemporâneo), executadas no instrumento
renascentista da Sé de Évora. Aluno de Manuel Mendes em Évora, Duarte Lobo foi mestre de capela da Catedral desta cidade, vindo a fixar-se mais tarde em Lisboa.
A entrada no concerto é livre, mediante reserva obrigatória para info@althum.com / n.º 919 745 338, de acordo com a disponibilidade do espaço.
O concerto conta com o apoio financeiro de Direção Regional de Cultura do Alentejo, Fundação Eugénio de Almeida e Fundação Casa de Bragança, entre outros apoios.
Iniciativa organizada por Cabido da Sé de Évora e Althum.com tem apoio da DRCAlentejo 
08 Dez 2023

8 de dezembro, Catedral de Évora: Homilia do Arcebispo de Évora na Solenidade da Imaculada Conceição e Ordenação Diaconal de Tomás Dias

HOMILIA DO ARCEBISPO DE ÉVORA

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO

Basílica Metropolitana de Évora 08/XII/2023

Ordenação Diácono Tomás Dias

Com que alegria celebramos em Tempo de Advento a Solenidade da Imaculada Conceição de Nossa Senhora! Fazemo-lo na contemplação da beleza d’Aquela que, na História da Salvação, nos é oferecida por Cristo como Mãe e Ícone da Igreja e de cada Cristão. Fruto de uma compreensão constante do papel de Maria, o Papa Pio IX, a 8 de dezembro de 1854 definiu solenemente na Bula “Inefabilis Deus” que «a Beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus omnipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do género humano, foi preservada imune de toda a mancha do pecado original (…)».

Refletindo sobre esta definição, o Papa Francisco explicou-nos que «Maria foi preservada do pecado original, isto é. Daquela fratura na comunhão com Deus e com os outros, e com o que foi criado, que fere profundamente todo o ser humano». Para o Santo Padre, esta fratura «foi sanada antecipadamente na Mãe d’Aquele que veio para nos libertar da escravidão do pecado. A Imaculada está inscrita no desígnio de Deus; é fruto do Amor de Deus que Salva o mundo». O Papa lembra-nos ainda que Maria, proveniente de Nazaré, pequena localidade da Galileia, na periferia de Israel e ainda mais do Império Romano, nunca se distanciou todavia do Amor de Deus, toda a sua vida e todo o seu Ser é um SIM a esse Amor, é um SIM a Deus. Recorda-nos o Bispo de Roma, que «também nós, desde sempre, fomos escolhidos por Deus para viver uma vida santa, livre do pecado. É um projeto do Amor que Deus renova cada vez que nos aproximamos d’Ele, especialmente nos Sacramentos.»

Assim, «contemplando a beleza da nossa Mãe Imaculada, reconhecemos também a nossa vocação mais autêntica e profunda: sermos amados, sermos transformados pelo Amor, sermos tocados e transformados pela beleza de Deus. Deixemo-nos por isso, guardar por ela, para aprendermos a ser mais humildes, e também mais corajosos no seguimento da Palavra de Deus; para colhermos o terno abraço do Seu Filho Jesus, um abraço que nos dá vida, esperança e paz».

O Livro do Génesis, relata-nos a rutura da relação transparente de Deus com a Humanidade, representada em Adão e Eva. Nesta metáfora está representada a sede que a humanidade, constantemente revela, de ocupar o lugar de Deus na criação, de assumir o controlo total do mundo e de dominar o seu próprio destino. Neste contexto bíblico, anuncia-se a vitória de uma Mulher que frequentemente os Padres da Igreja identificam com a Igreja e com Maria. A Mulher é apresentada e é pré-anunciada como a nova Eva, aquela que será a Mãe do Redentor, Aquele que virá repor toda a criação na fidelidade ao projeto original de Deus, no dizer de santo Irineu de Lion, “recapitular todas as coisas em Deus”.

Esta profecia vetero-testamentária cumpre-se em nazaré. Longe dos olhares humanos. Maria é proclamada cheia de Graça. Ao aceitar a Palavra de Deus, Ela dispõe-se a trazer a salvação de Deus o Emanuel ao meio dos homens.

Deus não impõe, mas propõe, como fez com a Virgem de Nazaré. Se n’Ela, Deus quis precisar do seu SIM para que o Verbo de Deus, se formasse e se fizesse homem, Jesus Cristo nascendo como Redentor de todo o Homem e do Homem todo, hoje, a caminho do Natal, a Palavra do Senhor convida-nos a deixarmos que essa mesma Palavra gere Jesus nos nossos corações e nas nossas vidas para que, como discípulos missionários, O possamos anunciar, testemunhar e transmitir, para salvação de muitos e de muitas. Eis o apelo: deixar que Cristo se forme em nós para que sejamos discípulos missionários, com testemunhos de vida contagiantes, sempre na Alegria do Evangelho. «Grande maravilha fez por nós o Senhor, por isso, exultamos de alegria!». É no testemunho desta alegre esperança, que revelamos o rosto sempre novo da Igreja.

O que é singular em Maria tem validade e, sobretudo, luminosidade para a globalidade da Igreja, O que Maria será o que cada Comunidade eclesial é convidada a ser continuamente. Para Cristo, Maria é a segunda Eva, aquela que restaura, pela sua obediência, o que a primeira havia corrompido pela sua desobediência; assim, ela é a verdadeira colaboradora da obra salvífica de Cristo e o “recetáculo” da Igreja, como lembra Santo Ambrósio.

Na segunda leitura, o Apóstolo São Paulo proclama aos Efésios a sua vocação à Santidade, enquanto Filhos de Deus, herdeiros da Eternidade e Pedras Vivas da Igreja de Cristo. A nossa vocação batismal insere-nos na Igreja e faz de cada um de nós membros vivos do Povo de Deus. A eclesialidade é uma referência incontornável para os discípulos missionários: «Não pode ter Deus por Pai, quem não tiver a Igreja por Mãe» ensina S. Cipriano de Cartágo.

Quem quiser encontrar um modelo para a sua vivência batismal e eclesial tem em Maria a referência maior e o auxílio supremo. É que Maria pertence à Igreja, verdade que nem sempre parece ser valorizada. Ela é parte do mesmo Povo santo de Deus que formamos e o membro mais eminente da Igreja, porém não está fora dela ela é connosco, discípula, Mãe, testemunho e Mestra. É Igreja.

Caro Tomás Tomaz da Costa Patrício Dias, a conclusões até então apresentadas pelo Sínodo sobre a Sinodalidade dizem-nos que os Diáconos e presbíteros estão comprometidos nas mais diferentes formas do ministério pastoral: o serviço nas paróquias, a evangelização, a proximidade aos pobres e marginalizados, o compromisso no mundo da cultura e da educação, a missão ad gentes, o estudo teológico, a animação de centros de espiritualidade e muitos outros. Numa Igreja sinodal, os ministros ordenados são chamados a viver o seu serviço ao Povo de Deus numa atitude de proximidade às pessoas, de acolhimento e de escuta de todos e a cultivar uma profunda espiritualidade pessoal e uma vida de oração. São chamados, sobretudo, a repensar o exercício da autoridade seguindo o modelo de Jesus que, «sendo de condição divina, […] esvaziou-se a Si mesmo, assumindo a condição de servo» (Flp 2,6-7). A Assembleia reconhece que muitos presbíteros e diáconos, com a sua dedicação, tornam visível o rosto de Cristo Bom Pastor e Servo.

Um obstáculo ao ministério e à missão é constituído pelo clericalismo. Este nasce da má compreensão do chamamento divino, que leva a concebê-la mais como um privilégio que como um serviço, e manifesta-se num estilo de poder mundano que se recusa a prestar contas. Esta deformação do sacerdócio deve ser contrastada, desde as primeiras fases da formação, através de um contacto vivo com a quotidianidade do Povo de Deus e de uma experiência concreta de serviço às pessoas mais necessitadas. Hoje, não se pode imaginar o ministério do presbítero, a não ser em relação com o Bispo, no presbitério, em profunda comunhão com os outros ministérios e carismas. Infelizmente, o clericalismo é uma atitude que pode manifestar-se não apenas nos ministros, mas também nos leigos.

A autoconsciência das próprias capacidades bem como dos próprios limites é um requisito para se comprometer no ministério ordenado com um estilo de corresponsabilidade. Por isso mesmo, a formação humana deve garantir um percurso de conhecimento realista de si mesmo, que se integre com o crescimento cultural, espiritual e apostólico. Neste percurso, não se deve subvalorizar o contributo da família de origem e da comunidade cristã, dentro da qual o jovem amadureceu a sua vocação, e de outras famílias que acompanham o seu crescimento.

Os presbíteros são os principais cooperadores dos bispos e formam com eles um único presbitério (cf. LG 28); os diáconos, ordenados para o ministério, servem o Povo de Deus na diaconia da Palavra, da liturgia, mas sobretudo da caridade (cf. LG 29). Em relação a eles, a Assembleia exprime, antes de mais, uma profunda gratidão. Consciente de que podem experimentar solidão e isolamento, recomenda às comunidades cristãs que os apoiem com a oração, a amizade, a colaboração.

Caros Irmãs e Irmãos, o Papa Francisco tem insistido na identidade missionária dos discípulos de Jesus Cristo, lembrando-nos que somos discípulos missionários e não discípulos e missionários, pois não existem discípulos não missionários. Ora a missão é a vocação a que o Senhor nos convida a viver na família, na sociedade e na Igreja, por isso a pastoral vocacional é transversal ao catecumenado cristão pré ou pós-batismal, na catequese das diversas etapas da vida, em todas as comunidades cristãs, Associações de fiéis ou movimentos eclesiais.

Na “estrada de Damasco”, Saulo ao encontrar-se com Cristo, descobria simultaneamente o mistério da Comunidade Cristã, «Eu sou Cristo a quem tu persegues nos meus irmãos» (ACT 9, 5) e a sua vocação «Ai de mim se não Evangelizar» (1Cor 9,16), por isso quando nos encontramos com Cristo Ressuscitado, percebemos também o mistério da Igreja e da nossa vocação concreta no contexto da missão.

É sempre tempo favorável, Kairós, para nos abrirmos ao chamamento

do Senhor, ou para renovarmos a alegria do SIM que um dia demos. Eis-nos perante o desafio de renovarmos a Alegria do Evangelho o SIM constantemente dado e de continuarmos a ser Comunidades em saída, instrumentos de Cristo pela convocação e pelo chamamento. Nós somos hoje o “Vem e segue-me” de Cristo!

Que a Imaculada Virgem Maria, esteja sempre presente, como Mãe e educadora nesse SIM.

+ Francisco José Senra Coelho

Arcebispo de Évora

07 Dez 2023

“Desde que me conheço que quero ser padre” – Entrevista a Tomás Dias (com Vídeo)

 

No dia 8 de dezembro, pelas 17h00, na Sé de Évora, na Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Santa Maria, D. Francisco Senra Coelho presidirá à Eucaristia, na qual será ordenado Diácono, o jovem Tomás Dias. Natural de Coruche, da zona ribatejana da Arquidiocese, zona que já deu três vocações à Arquidiocese, com 24 anos de idade, Tomás Tomaz da Costa Patrício Dias, em entrevista à Esperança Multimédia, começa por confessar que “desde que me conheço que quero ser padre”.

07 Dez 2023

29 de novembro a 8 de dezembro, na Catedral de Évora: Novena e Solenidade da Imaculada Conceição

Como é tradição, a Catedral de Évora acolhe de 29 de novembro a 7 de dezembro a Novena da Imaculada Conceição, pelas 21h, com recitação do Terço, Pregação e Bênção do Santíssimo Sacramento. Cada dia, a Novena é animada por uma Paróquia da Cidade de Évora (ver cartaz).

No dia 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada Conceição, pelas 17h00, o Arcebispo de Évora presidirá à Eucaristia solene, na qual, este ano, será ordenado diácono Tomás Dias, do Seminário Maior de Évora.

30 Nov 2023

Nos 97.5 FM: Rádio Maria inicia emissões no Alentejo

Com a transmissão em direto da Eucaristia da Solenidade de Cristo Rei, celebrada no dia 26 de novembro, às 17h, na Sé de Évora, sob a presidência de D. Francisco Senra Coelho, iniciaram oficialmente as emissões da Rádio Maria Alentejo na frequência de 97.5 FM, que nos últimos dois anos transmitiu a programação da Rádio Esperança.

O Prelado eborense, no final da celebração, em declarações à Rádio Maria, apontou esta chegada como um sinal de “esperança”. “Vemos chegar a Rádio Maria com uma profunda esperança, já com uma certeza e já com o serviço prestado”.

O cónego Eduardo Pereira da Silva, Vigário Geral da Arquidiocese de Évora, mostrou-se muito feliz, porque considera que a Rádio Maria é o parceiro ideal para levar a Palavra do Senhor mais longe. “A vida das pessoas é a própria Igreja. A rádio foi sempre uma plataforma encontrada para comunicar, fazer chegar uma mensagem de esperança, uma mensagem de amor. É interessante, sendo o dia de Cristo-Rei, começar precisamente oficialmente a emissão da Rádio Maria. Para mim é uma alegria grande, porque vejo que encontrámos o parceiro ideal para levar a palavra do Senhor mais longe”, disse.

João Castro Osório, o primeiro presidente da Associação da Rádio Maria Portugal, disse à reportagem da Rádio Maria que “foi Nossa Senhora, de facto, que quis este emissor. Claramente foi Nossa Senhora, porque foi um acordo que o Sr. Arcebispo nos propôs, que nós, por nós, nunca teríamos capacidade de o fazer. E, portanto, quem sabe se não temos aqui também um modelo para futuros emissores e futuras oportunidades de crescimento da Rádio Maria”.

A Rádio Maria está implantada em 83 países no mundo e chegou a Portugal a 13 de maio de 2021. Quase a completar três anos de existência, tem sede em Lisboa e frequência em 102.2 FM. No Porto escuta-se em 100.8 FM e agora no Alentejo em 97.5 FM. A Rádio Maria Portugal tem também estúdios em Fátima.

26 Nov 2023

No dia 26 de novembro, às 17h00, com a transmissão da Eucaristia de Cristo Rei, na Sé de Évora: Rádio Maria Alentejo inicia emissões nos 97.5 FM (Com Vídeo)

No próximo domingo, Solenidade de Cristo Rei, com a transmissão em direto do Pontifical da Sé de Évora, às 17h, presidido pelo Prelado eborense, iniciam-se oficialmente as emissões da Rádio Maria Alentejo, programação recentemente aprovada pelo ERC – Entidade Reguladora da Comunicação, para a emissora de rádio 97.5 FM (emissor em Portel), que há mais de dois anos a esta parte transmitia a programação da Rádio Esperança.
Em entrevista à Esperança Multimédia (Departamento de Comunicação da Arquidiocese de Évora e jornal “a defesa”), que poderá ser vista e ouvida na íntegra nos canais digitais da Arquidiocese e de “a defesa”, o Padre Marco Luís, responsável pela Rádio Maria em Portugal, começa por dizer que “desde que começou há cerca de 40 anos, a Rádio Maria está em 83 países, sendo que Portugal foi o país 81º a acolhê-la”.
“A Rádio Maria em Portugal, com dois anos e meio de emissões, começou com FM 102.2 Lisboa e 100.8 no Porto, e agora com o terceiro FM, 97.5, Nossa Senhora quis estender o seu manto sobre o Alentejo. Por isso, antes de mais é uma alegria ser acolhido no Alentejo”, diz feliz e reconhecido o P. Marco Luís que acrescenta que “a Rádio Maria é acolhida no Alentejo, antes de mais, na pessoa do Pastor da Arquidiocese, o senhor Arcebispo D. Francisco, com o seu colégio de consultores, com os sacerdotes e conselheiros mais implicados, que assim abriram as portas para que Nossa Senhora pudesse ir por terras alentejanas”.