Categoria: Turismo

11 Jun 2024

600 anos do Santuário de Nossa Senhora de Brotas: Romaria a cavalo e bênção dos animais (com fotos)

No dia 10 de junho, realizou-se o último dia da Romaria no âmbito da celebração dos 600 anos do Santuário de Nossa Senhora de Brotas.

Durante a manhã, decorreu a romaria a pé e a cavalo até à antiga Aldeia das Águias. No regresso, houve um momento de oração no cemitério e no lar de Brotas, culminando com a celebração da  Eucaristia campal, na qual aconteceu a bênção dos animais, presidia pelo Pároco, P. Nelson da Costa Fernandes.

 

04 Abr 2024

5 a 9 de abril: Festas em honra de Nossa Senhora da Boa Nova (com vídeo)

A Confraria de Nossa Senhora da Boa Nova, em colaboração com a Paróquia de São Pedro de Terena, a Junta de Freguesia de Terena (São Pedro) e o Município de Alandroal organizam, na histórica Vila de Terena as multisseculares Festas dos Prazeres, em Honra de Nossa Senhora da Boa Nova, entre os dias 5 e 9 de abril.

Para saber mais novidades sobre as Festas deste ano, conversámos com Luís Almas, membro da Confraria de Nossa Senhora da Boa Nova.

 

Quanto ao programa religioso, no dia 5 de abril, pelas 18h30, o repicar festivo dos sinos da Igreja Matriz anunciam à Vila de Terena o início das festas em honra de Nossa Senhora da Boa Nova. Às 19h00, na Capela de Santo António, será celebrada Eucaristia. Às 21h, será a inauguração das iluminações festivas da Igreja Matriz e do Jardim Público.

No dia 6 de abril, sábado, pelas 11h30, recitação do Terço, seguida da celebração da Eucaristia, pelas 12h, no secular Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova.

No domingo, dia 7 de abril, às 10h30, celebração solene da Eucaristia Dominical, presidida pelo Arcebispo de Évora, no imponente Santuário de Nossa Senhora da Boa Nova, transmitida em direto na RTP 1 e pelos microfones da Rádio Campanário.

No domingo à tarde, pelas 18h30, acontecerá a saída da histórica e emocionante Procissão do Encontro que conduzirá a veneranda imagem de Nossa Senhora da Boa Nova à vila de Terena, abrilhantada pela Banda do Centro Cultural de Alandroal. À mesma hora, sairá ao seu Encontro a Procissão que, vinda da Igreja Matriz, conduz a imagem de São Pedro, padroeiro da freguesia, acompanhada pela Banda da Sociedade Filarmónica Municipal Redondense.

Ao pôr do Sol, o emotivo Encontro será acompanhado por vistosa queima de foguetes, sendo na ocasião proferido o Sermão, pregado pelo distinto orador sagrado, P. Luís Filipe Fernandes.
A chegada de Nossa Senhora à Igreja Matriz será saudada por uma espetacular e deslumbrante sessão de fogo de artifício, a cargo da empresa Pirotécnica Bombarralense, gentilmente oferecido pelo Município de Alandroal.

Antes do recolher da Procissão terá lugar, no Adro da Matriz, a Bênção do Santíssimo Sacramento sobre a vila, os campos em redor e todos os peregrinos de Nossa Senhora da Boa Nova, terminando com o toque do Hino de Nossa Senhora pelas duas bandas.

No dia 8 de abril, feriado Municipal de Alandroal, às 8h00, o repicar festivo dos sinos da Matriz anuncia a todos o dia consagrado a Nossa Senhora da Boa Nova. Às 9h00, abertura da Igreja Matriz.

Às 10h15, celebração da Santa Missa, na Igreja Matriz. (com transmissão em direto pela Rádio Campanário).

Às 11h30, saída da Solene Procissão em honra de Nossa Senhora da Boa Nova que, após percorrer as ruas do centro histórico, levará Nossa Senhora de regresso ao seu antiquíssimo Santuário.

A entrada de Nossa Senhora no recinto do seu histórico e majestoso templo será saudada com estrondosa salva de morteiros, seguindo-se a emotiva despedida com o acenar dos lenços brancos e o toque do Hino de Nossa Senhora pela Banda da Escola de Música do Centro Cultural de Alandroal. Após a entrada de Nossa Senhora no seu Santuário, será celebrada a Santa Missa.

No dia 9 de abril, às 18h00, celebração da Santa Missa, no Santuário, em memória de todos os que, tendo já partido, participaram na organização destas imponentes festividades.
Poderá consultar o programa na íntegra na página de Facebook – Santuário Boa Nova.

 

04 Abr 2024

Romarias de Páscoa realizaram-se na Arquidiocese de Évora

Nos dias da Páscoa, como é tradição no Alentejo, decorrem várias Romarias.

No território da Arquidiocese de Évora realizaram-se na Segunda-feira de Páscoa as tradicionais Romarias em honra de Nossa Senhora do Carmo, na Serra de São Miguel (Sousel), de Nossa Senhora da Enxara (Campo Maior), junto à Ermida de S. Gregório, em Rio de Moinhos (Borba) e a Paróquia de Nossa Senhora da Candeias, em Mourão, voltou a cumprir a tradição com a celebração da Festa de São Pedro dos Olivais.

Estas Romarias contaram com a celebração da Eucaristia, a realização da Procissão, cumprindo-se ainda a tradicional confraternização no campo na Segunda-feira de Páscoa.

 

 

 

30 Mar 2024

Sábado Santo, na Sé de Évora, Oração de Laudes: “Ficamos, Irmãos e Irmãs, com João discípulo e com Maria mãe nesta certeza de que aquela porta será removida, que da morte brotará a vida” (com vídeo e fotos)

 

A Semana Santa 2024 está a ser vivida em pleno na Catedral de Évora, assim como por toda a Arquidiocese.

Neste Sábado Santo, dia 30 de março, pelas 10h, foram celebradas Laudes, na Catedral de Évora.

Na reflexão às leituras escutadas, o Arcebispo de Évora disse “neste Sábado de silêncio, em que vemos o túmulo fechado, nós assumimos esta esperança que é o Senhor que há de trazer de novo a Vida”.

“Connosco Maria, a Senhora do Sábado, a Senhora do túmulo vazio na alegria da ressurreição. A Senhora também do túmulo fechado neste dia de silêncio, silêncio de Deus”, explicou o Prelado, acrescentando que, “ela é Pentecostes desde o primeiro momento. É Pentecostes na sua concepção, no momento da encarnação do Verbo pela anunciação do Anjo”.

“Ela é neste momento Pentecostes com os discípulos que restam. Ela é presença do Espírito Santo, esse Espírito Santo que habita nela e que fará, pela vontade do Pai, acontecer a ressurreição, o 8.º dia”, sublinhou.

“Ficamos, Irmãos e Irmãs, com João discípulo e com Maria mãe nesta certeza de que aquela porta será removida, que da morte brotará a vida. Viveremos o 8º dia. Somos o 8º dia. Somos Pentecostes no Ressuscitado”, concluiu D. Francisco Senra Coelho.

 

 

 

 

29 Mar 2024

Apesar da noite chuvosa, eborenses testemunharam a sua fé na Procissão do Enterro do Senhor em Évora (com fotos e vídeo)

Na noite desta sexta-feira Santa, 29 de março, decorreu a tradicional Procissão do Enterro do Senhor, organizada pela Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Évora, com saída da Igreja do Calvário para a Igreja da Misericórdia.

A Procissão do Enterro do Senhor, transmitida em directo pelos canais digitais da Arquidiocese de Évora, numa produção do Departamento diocesano da Comunicação com o apoio da Comunidade Canção Nova de Évora, foi presidida pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho.

Apesar da noite chuvosa, os eborenses acompanharam com muita fé e devoção a Procissão do Enterro do Senhor.

Após a Procissão, já na Igreja da Misericórdia de Évora, aconteceu a tumulação do Senhor.

De seguida, o P. Alberto Martins, fez o sermão, no qual apelou: “no silêncio da oração aproximemo-nos do crucificado que está vivo e está junto a cada um de nós e deixemo-nos perdoar, amar e salvar. Que Ele transforme as nossas feridas dolorosas em cicatrizes luminosas e com Ele passemos da morte à vida”.

No final da celebração, o Arcebispo de Évora agradeceu “o testemunho vivo da nossa fé apesar da chuva desta noite de Sexta-feira Santa”.

(Fotos: Comunidade Canção Nova Évora)

 

29 Mar 2024

Sexta-feira Santa, na Sé de Évora, Oração de Laudes: “Permaneçamos de pé junto à Cruz de Jesus”, disse o Arcebispo de Évora

A Semana Santa 2024 está a ser vivida em pleno na Catedral de Évora, assim como por toda a Arquidiocese.Na Sexta-feira Santa, dia 29 de março, pelas 10h, decorreu a celebração de Laudes, na Catedral eborense, presidida pelo Arcebispo de Évora.

“Permaneçamos de pé junto à Cruz de Jesus”, apelou o Prelado eborense na reflexão que fez às leituras proclamadas, desafiando todos “ao compromisso de trabalhar na caridade solidária e fraterna para que da justiça nasça a paz”.

 

 

 

28 Mar 2024

Quinta-feira Santa, Missa Crismal: “Espalha Cristo quem espelha Cristo”, disse o Arcebispo de Évora na presença do presbitério eborense (com fotos, com vídeo e com Homilia)

A Semana Santa 2024 está a ser vivida em pleno na Catedral de Évora, assim como por toda a Arquidiocese.

Na manhã desta Quinta-feira Santa, o Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho, presidiu à Missa Crismal, na Catedral eborense, que congregou todo o presbitério à volta do Pastor.

A Missa Crismal, animada liturgicamente pelo coro Stella Matutina e transmitida em direto pelos canais digitais da Arquidiocese de Évora, numa produção do Departamento de Comunicação com o apoio da Comunidade Canção Nova de Évora, foi concelebrada pelo Arcebispo de Évora emérito, D. José Alves, pelos cónegos do Cabido da Catedral, por largas dezenas de presbíteros, servida por vários diáconos e contou com a presença de muitos consagrados e consagradas da Arquidiocese, com os seminaristas e com muito povo de Deus.

“«O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu». Eis o sentido da celebração de hoje, com a bênção dos óleos e a renovação das promessas sacerdotais”, começou por dizer o Arcebispo de Évora na homilia.

“Cristo pede à Sua Igreja a maior transparência possível, para O apresentar como sua Cabeça, Fundamento e Mediador perfeito do Pai. A missão da Igreja é amplificar a Sua Palavra e pelo Espírito Santo procurar ser mestra no discernimento. Por isso, a Igreja é Corpo de Cristo, onde cada um tem o seu lugar, a sua missão, carisma ou ministério”, explicou o Prelado.

“Foi-nos confiada a semente da Palavra viva e eficaz que deve ser testemunhada e anunciada para ser conhecida, descoberta, vivida com novidade. A Palavra de Deus que somos incansavelmente chamados a anunciar fundamenta a fé dos crentes e constrói a Igreja. «As Escrituras não nos foram dadas para que as conservássemos só escritas nos livros, mas para que as gravássemos no coração (…) impressas na nossa alma para que esta fosse purificada», como afirma S. João Crisóstomo na sua homilia sobre S. João (32, 16)”, acrescentou D. Francisco Senra Coelho.

“Caros Padres, a Palavra que anunciamos pede-nos para sermos construtores e garantes da unidade da Igreja. A vivência da construção da unidade faz parte do nosso ministério sendo parte integrante e identitária da nossa missão: “para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste” (Jo 17, 21)”, sublinhou o Arcebispo de Évora, que acrescentou que “nada nem ninguém assuma o lugar e a primazia desta prioridade. Que os momentos e as actividades do nosso presbitério encontrem precedência em nossas opções e agendas. Sim, a edificação da unidade do nosso Presbitério e de toda a Igreja faz parte do nosso ministério!”
“Como não há Pastoral sem pastores, é de suma importância que esses pastores surjam em quantidade e sobretudo em qualidade. Quanto a esta última, a prioridade assenta sobretudo na sua maturidade humana e cristã, lucidez e dedicação. A boa relação entre os pastores é vital para a autenticidade da Pastoral”, disse o Prelado eborense, recordando que “os pastores nunca podem estar desligados e jamais se hão-de sentir abandonados, nem por Deus, nem pelo Bispo, nem pelos colegas, nem pelos fiéis, se isso acontecer, eis um tema a exigir de todos nós conversão e compromisso. Efectivamente, somos chamados a ser pastores segundo o coração de Deus (cf. Jer 3, 15), à imagem do coração do seu Filho Primogénito (cf. Mt 11, 29).”
“O que o padre recebe no sacramento tem de se tornar visível na vida. Na missão, a competência é muito, mas a vivência é tudo. Importa que, com os Diáconos, continuemos a edificar as comunidades, nas quais  os leigos assumam as  funções próprias da sua laicidade, em forma de serviços e ministérios, libertando o presbítero de afazeres não específicos para que este possa exercitar plenamente o essencial do seu ministério, com tempo e paz. É este o caminho há muito discernido por nós”, afiançou D. Francisco Senra Coelho.
Ainda dirigindo-se a cada presbítero, o Arcebispo de Évora apelou a “estar totalmente descentrado de si e estar plenamente recentrado em Cristo. Tal como Cristo é a transparência do Pai (cf. Jo 14, 9), o padre há-de ser a transparência de Cristo, como experimentamos, espalha Cristo quem espelha Cristo, sendo expectável que a vida do discípulo esteja decalcada na vida do Mestre. Qual é, então, a prioridade em nossas vidas? A prioridade é estar com Cristo, acompanhá-lo sempre”.
“Mas se a Cruz esteve presente na vida de Cristo, como é que poderia estar ausente da nossa vida? Eis a dimensão do testemunho, do martírio dos discípulos: “Que Ele cresça e eu diminua”, partilhou o Arcebispo de Évora recordando a frase que é o seu lema episcopal.

“Bendito seja Deus pelo sacrifício aceite e oferecido pelo nosso Irmão D. Manuel Madureira, pelos nossos irmãos Presbíteros e Diáconos fragilizados pela idade e doença. Bendito seja Deus por cada um de vós. Bendito seja Deus pelos 50 anos de dedicado serviço dos Cónegos Manuel da Silva Ferreira e Manuel Maria Madureira da Silva; e pelos 25 anos de sacerdócio dos Padres Joaquim Carlos Antunes Pinheiro, Humberto César Gonçalves Coelho, José Gomes Sousa e Sezinando Luís Felicidade Alberto. Magnificat!”, referiu o Prelado eborense.

 

“Caros Presbíteros, que os Bispos, Diocesano e Emérito, com o Diaconado, os Consagrados e Consagradas, os Seminaristas, as famílias e todos os cristãos, saibamos dar graças  por cada um de vós e por vós rezemos!”, concluiu a homilia o Prelado eborense.

Após a homilia aconteceu a Renovação das Promessas Sacerdotais e a Bênção dos Santos óleos: Enfermos, Catecúmenos e Crisma.


 

HOMILIA MISSA CRISMAL

28 – III – 2024

  1. Caros Padres, permiti que inicie esta homilia com as palavras do Apóstolo João, retiradas do Livro do Apocalipse por nós acolhidas na Segunda Leitura: «A graça e a paz da parte de Jesus Cristo, a Testemunha fiel, o Primeiro vencedor da morte e o Soberano dos reis da terra. Àquele que nos ama e nos purificou dos nossos pecados com o seu sangue, e fez de nós um reino de sacerdotes para Deus e seu Pai; a Ele seja dada a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Ámen! »

Com o Apóstolo João concluímos que, participando na unção de Cristo, os Seus discípulos constituem um Povo Sacerdotal e messiânico que leva em si todas as esperanças da humanidade, pois Ele nos ama e pelo Seu Sangue nos liberta. Habitando no coração dos fiéis «como num templo» (LG. 9), o Espírito Santo introduz-nos «na plenitude da verdade» (OV. 17), «faz a distribuição das graças e dos ofícios» (UR. 2) e «realiza a maravilhosa comunhão dos fiéis» (UR. 2). Animado pelo Espírito Santo este povo prolonga, no tempo e no espaço, a acção salvadora de Cristo, até que Ele venha.

  1. «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu». Eis o sentido da celebração de hoje, com a bênção dos óleos e a renovação das promessas sacerdotais.

A centralidade da liturgia presidida pelo Bispo na Igreja-Mãe, a Catedral, sublinhada pelo Concílio Vaticano II (cf. SC 41), manifesta-se nesta celebração de modo icónico. Anualmente na Missa Crismal, os presbíteros renovam as promessas sacerdotais; consagra-se o azeite com as essências aromáticas da Confirmação, o óleo do crisma, o qual serve também para a ordenação dos Bispos e dos Presbíteros, para a dedicação das igrejas e dos altares, para a unção explicativa pós-batismal dos neófitos; por fim, benzem-se o azeite da unção pré-batismal dos catecúmenos e o azeite para a unção dos enfermos.

Iluminando a celebração, o Evangelho mostra-nos precisamente a acção Salvadora de Cristo, o Kairós da misericórdia do Pai. Apresenta o regresso de Jesus a Nazaré para oferecer ao seu povo as primícias da revelação. Entregue o volume das Escrituras Sagradas, após um instante de silêncio, no qual os olhos de todos se concentraram sobre Ele, comenta a passagem com solenidade. Com Ele se abre um Jubileu,  (Lv 25, 10), um “Ano de Graça” que não tem mais termo; cumpre-se um Tempo de Eterna Redenção e de Libertação Universal.

O anúncio messiânico da salvação que Jesus Cristo aplica a si, não se refere apenas à libertação do pecado, implica a libertação e salvação de todos os homens, do homem todo, de todas as formas de escravidão, exploração e degradação. Salvação que se consumará plenamente na parusia, mas que se torna esforço de acção para todos os cristãos que queiram colaborar com Cristo e com a Sua Igreja. “Nenhuma lei humana pode assegurar a dignidade pessoal e a libertação do homem como faz o Evangelho de Cristo, confiado à Igreja” (GS. 41).

«Cumpriu-se hoje mesmo o que acabais de ouvir» (Lc 4, 21). Com esta frase Jesus afirma que é o Libertador, o enviado de Deus para salvar o povo, o esperado pelo seu povo… Hoje,  o mesmo Jesus continua a falar-nos, a interpelar-nos a agir. “Cristo está sempre presente na Sua Igreja” (SC 7). Cristo pede à Sua Igreja a maior transparência possível, para O apresentar como sua Cabeça, Fundamento e Mediador perfeito do Pai. A missão da Igreja é amplificar a Sua Palavra e pelo Espírito Santo procurar ser mestra no discernimento. Por isso, a Igreja é Corpo de Cristo, onde cada um tem o seu lugar, a sua missão, carisma ou ministério.

Radicalmente falando, a realidade interior do ser humano hoje, não é absolutamente diferente da do tempo de Jesus. A ciência e a tecnologia progrediram, mas o nosso coração continua a ser o mesmo e arrisca-se sempre a permanecer longe de Deus e dos irmãos, se não se encontra e abre pela Fé à Luz da Palavra, se não está disponível a acolher uma mensagem que o pode colocar em renascimento. O vazio, a escuridão, a solidão e a falta de sentido permanecem hoje, como ontem.

Foi-nos confiada a semente da Palavra viva e eficaz que deve ser testemunhada e anunciada para ser conhecida, descoberta, vivida com novidade. A Palavra de Deus que somos incansavelmente chamados a anunciar fundamenta a fé dos crentes e constrói a Igreja. «As Escrituras não nos foram dadas para que as conservássemos só escritas nos livros, mas para que as gravássemos no coração (…) impressas na nossa alma para que esta fosse purificada», como afirma S. João Crisóstomo na sua homilia sobre S. João (32, 16).

Caros Padres, a Palavra que anunciamos  pede-nos para sermos construtores e garantes da unidade da Igreja. A vivência da construção da unidade faz parte do nosso ministério sendo parte integrante e identitária da nossa missão: “para que também eles sejam um em Nós e o mundo acredite que Tu Me enviaste” (Jo 17, 21).

Que nada nem ninguém assuma o lugar e a primazia desta prioridade. Que os momentos e as actividades do nosso presbitério encontrem precedência em nossas opções e agendas. Sim, a edificação da unidade do nosso Presbitério e de toda a Igreja faz parte do nosso ministério!

  1. Tendo presente a beleza da nossa vocação e do “Sim” que ao modo de Maria, várias vezes pronunciamos no ritual das nossas promessas sacerdotais, no inesquecível dia da nossa ordenação e que hoje renovais, permiti caros presbíteros que relembre e tire algumas conclusões dessas radicais decisões e compromissos. Faço-o para mim e para vós, perante os desafios do ministério apostólico que compartilhamos.

Como não há Pastoral sem pastores, é de suma importância que esses pastores surjam em quantidade e sobretudo em qualidade. Quanto a esta última, a prioridade assenta sobretudo na sua maturidade humana e cristã, lucidez e dedicação. A boa relação entre os pastores é vital para a autenticidade da Pastoral. Os pastores nunca podem estar desligados e jamais se hão-de sentir abandonados, nem por Deus, nem pelo Bispo, nem pelos colegas, nem pelos fiéis, se isso acontecer, eis um tema a exigir de todos nós conversão e compromisso. Efectivamente, somos chamados a ser pastores segundo o coração de Deus (cf. Jer 3, 15), à imagem do coração do seu Filho Primogénito (cf. Mt 11, 29). Só na oração nos encontramos com o Amor inesgotável desse Amor, que nos ama como somos e jamais se cansa das nossas fraquezas.  É a partir desta experiência de encontro que saberemos amar com o Amor com que somos amados. Não sendo um exclusivo dos pastores, a Pastoral não subsiste sem pastores, há dimensões eclesiais em que os Presbíteros não poderão ser dispensados. É, sobretudo, o caso da paternidade e acompanhamento espiritual, da celebração da Eucaristia que edifica a Igreja e dos Sacramentos do perdão e da cura: a Reconciliação e a Santa Unção. O seu tríplice múnus de ensinar, santificar, governar e conduzir a comunidade cristã no discernimento, na comunhão e na paz dos irmãos é imprescindível às comunidades cristãs e assim permanece desde as origens da Igreja.

A partir da ordenação, nos pastores, nada neles é só deles; tudo neles é de Cristo. Ontológica e existencialmente não é o padre que vive, é Cristo que vive nele (cf. Gál 2, 20) e, por ele, em todos os que dele se aproximam, daí o incontornável valor do seu ministério. No mundo, o padre é chamado a ser presença de Cristo. Isto significa que, no mundo, o padre é sinal de outro Reino. O Papa tem-se referido incansavelmente a esta dimensão profética da Igreja: «Não à sua mundanização! Estar no tempo, mas sem ser do mundo». É decisivo que a realidade sacramental se repercuta no testemunho vivencial. O que o padre recebe no sacramento tem de se tornar visível na vida. Na missão, a competência é muito, mas a vivência é tudo. Importa que, com os Diáconos, continuemos a edificar as comunidades, nas quais  os leigos assumam as  funções próprias da sua laicidade, em forma de serviços e ministérios, libertando o presbítero de afazeres não específicos para que este possa exercitar plenamente o essencial do seu ministério, com tempo e paz. É este o caminho há muito discernido por nós; à Luz do Espírito Santo renovamos o propósito de: revelar juntos um novo rosto de comunidade, “Por isso reconhecerão que sois meus discípulos: Se vos amardes uns aos outros como eu vos amo” (Jo 13, 35). No documento Presbyterorum Ordinis, o Concilio Vaticano II reconhece que o padre faz, «a seu modo, as vezes da própria pessoa de Cristo». Estar totalmente descentrado de si e estar plenamente recentrado em Cristo. Tal como Cristo é a transparência do Pai (cf. Jo 14, 9), o padre há-de ser a transparência de Cristo, como experimentamos, espalha Cristo quem espelha Cristo, sendo expectável que a vida do discípulo esteja decalcada na vida do Mestre. Qual é, então, a prioridade em nossas vidas? A prioridade é estar com Cristo, acompanhá-lo sempre. O Evangelho anota que, antes de os enviar em missão, Jesus quis que os Doze  andassem com Ele (cf. Mc 3, 14). Para ser discípulo de Cristo, é preciso ser receptáculo de Cristo em si, em Presbitério e em comunidade com os irmãos. Parafraseando Sto. Inácio de  Antioquia, diremos que todo o padre tem de ser «cristóforo», aquele que traz Cristo. Só quem traz Cristo pode dar Cristo. Todas as dependências são opressoras. Há, contudo, uma excepção: a dependência de Cristo, esta é libertadora. Centrar-se em Cristo é a porta para aceitar até o que não tem aceitação justificável e a chave para compreender até o que não tem  compreensão possível. O padre pode ser um irrelevante para muitos, porém, em Cristo conseguirá aceitar o que quase ninguém compreende. Se o discípulo não é superior ao Mestre (cf. Lc 6, 40), é normal  que a sua vida esteja decalcada na vida do Mestre e seja a sua transparência. Torna-se, portanto, compreensível que o padre seja acompanhado ao longo da vida por incompreensões. Mas se a Cruz esteve presente na vida de Cristo, como é que poderia estar ausente da nossa vida? Eis a dimensão do testemunho, do martírio dos discípulos: “Que Ele cresça e eu diminua”. Será com o vosso martírio, amados Sacerdotes, que a Igreja revelará o seu autêntico rosto maternal enquanto serva de Deus em Sinodalidade; comunhão, fermento; luz e sal; Maria Mãe e Mestra da Humanidade.

  1. Bendito seja Deus pelo sacrifício aceite e oferecido pelo nosso Irmão D. Manuel Madureira, pelos nossos irmãos Presbíteros e Diáconos fragilizados pela idade e doença. Bendito seja Deus por cada um de vós. Bendito seja Deus pelos 50 anos de dedicado serviço dos Cónegos Manuel da Silva Ferreira e Manuel Maria Madureira da Silva; e pelos 25 anos de sacerdócio dos Padres Joaquim Carlos Antunes Pinheiro, Humberto César Gonçalves Coelho, José Gomes Sousa e Sezinando Luís Felicidade Alberto. Magnificat!

Caros Presbíteros, que os Bispos, Diocesano e Emérito, com o Diaconado, os Consagrados e Consagradas, os Seminaristas, as famílias e todos os cristãos, saibamos dar graças  por cada um de vós e por vós rezemos!

Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal e da Arquidiocese de Évora, intercedei pelo nosso presbitério e pelos nossos Seminários. Amém!

 

27 Mar 2024

Celebrações da Semana Santa na Catedral de Évora

A Semana Santa 2024 está a ser vivida em pleno na Catedral de Évora, assim como por toda a Arquidiocese.

Na Quinta-feira Santa, dia 28 de março, pelas 10h, o Arcebispo de Évora presidirá à Missa Crismal, na Catedral, na qual reunirá todo o presbitério arquidiocesano. Nesta Eucaristia decorrerá a Renovação das Promessas Sacerdotais e a Bênção dos Santos óleos: Enfermos, Catecúmenos e Crisma.

No mesmo dia 28 de março, pelas 18h30, na Catedral, o Prelado Eborense celebrará a Eucaristia Vespertina da Ceia do Senhor, com lava-pés e Adoração do Santíssimo.

Na Sexta-feira Santa, dia 29 de março, pelas 10h, haverá celebração de Laudes, na Catedral eborense, presidida pelo Arcebispo de Évora. No mesmo local, pelas 15h00, D. Francisco Senra Coelho presidirá à celebração, com Adoração da Cruz e Comunhão. O Ofertório será para os lugares santos da Palestina.

No Sábado Santo, dia 30 de março, pelas 10h, serão celebradas Laudes, na Catedral de Évora. Depois, às 21h30, na escadaria da Catedral, com a bênção do lume novo, iniciará a celebração da Solene Vigília Pascal, presidida por D. Francisco José Senra Coelho.

Todas as celebrações são presididas pelo Prelado eborense e terão a presença do Coro Stella Matutina.

Recorde-se que, no dia 24 de março, Domingo de Ramos,  D. Francisco José Senra Coelho presidiu à Bênção na Igreja da Misericórdia de Évora, à Procissão e à Missa dos Ramos, na Catedral eborense.

 

 

27 Mar 2024

Celebrações da Semana Santa na Arquidiocese de Évora

A Semana Santa 2024 será vivida em pleno  por toda a Arquidiocese de Évora.

Partilhamos aqui os programas das Celebrações da Semana Santa nas Paróquias que tivemos conhecimento:

Na Igreja da Misericórdia de Évora

 

A Semana Santa na Igreja da Misericórdia de Évora iniciará, como é habitual, com a Bênção de Ramos, no dia 24 de março, às 17h30.
Na Quinta-feira Santa, pelas 16h, será celebrada Eucaristia, com lava-pés, sermão do mandato e procissão pelo interior do templo para exposição da Sagrada reserva.
Na Sexta-feira Santa, pelas 17h30, Solene Ação Litúrgica com recitação da Paixão, homilia e Oração dos Fiéis, Adoração da Cruz e Comunhão.
Pelas 22h de Sexta-feira Santa, decorrerá a Procissão do Enterro do Senhor, com saída da Igreja do Calvário para a Igreja da Misericórdia, com celebração da Tumulação do Senhor.

NA IGREJA DE SÃO FRANCISCO – ÉVORA


PARÓQUIA DE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA – ÉVORA


UNIDADE PASTORAL DE MONTEMOR-O-NOVO


 

PARÓQUIA DE MORA


 

PARÓQUIA DE SOUSEL

 


PARÓQUIA DE SÃO BENTO DO CORTIÇO

 

UNIDADE PASTORAL DE FRONTEIRA


 

PARÓQUIA DE PORTEL


 

PARÓQUIA DE SÃO BRÁS (ÉVORA)


 

PARÓQUIA DE MOURÃO


 

PARÓQUIA DE BENAVENTE

 


 

ZONA PASTORAL DE MONTARGIL


 

PARÓQUIA DE SANTO ESTÊVÃO


 

PARÓQUIA DO CIBORRO


 

PARÓQUIA DO COUÇO


 

PARÓQUIA DE CAMPO MAIOR


 

PARÓQUIA DE CORUCHE

 


 

24 de Março, Domingo de Ramos
-12.00 h: Bênção, Procissão e Eucaristia da Paixão.
– 13.00: Lausperene Quaresmal, Adoração fo Santíssimo até às 19.00 h.

TRIDUO PASCAL

27 de Março, Quarta Feira Santa.
– 21.00 h: Via Sacra publica, da Igreja do Senhor dos Aflitos para o Santuário do Senhor Jesus da Piedade e confissões.
28 de Março, Quinta Feira Santa
-10.00 h: Missa Crismal na Catedral de Évora.
-18.30 h: Missa Vespertina da Ceia do Senhor na Sé.
-21.30 h: Procissão do Mandato, saída da Igreja da Misericórdia.
29 de Março, Sexta Feira Santa.
– 10.00 h: Oração de Laudes na Sé.
– 16.30 h: Celebração da Paixão, Adoração da Cruz e Comunhão na Sé.
21.30 h: Procissão do Enterro do Senhor saída da Sé
30 de Março, Sábado Santo.
– 10.00 h: Oração de Laudes na Sé.
– 21.30 h: Solene Vigília Pascal na Sé.
31 de Março, Domingo de Páscoa.
– 11.30 h: Procissão da Ressurreição, saída da Igreja da Misericórdia e Eucaristia Solene.
– Nas outras igrejas Eucaristia nos horários habituais dos Domingos.

CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA
Domingo de Ramos na Paixão do Senhor
11h- Benção dos Ramos na Igreja da Misericórdia seguida de cortejo e eucarístia na Igreja Matriz
TRÍDUO PASCAL
Quinta-Feira Santa (28 de março)
17h30-Missa Vespertina da Ceia do Senhor
Sexta-Feira Santa (29 de março)
16h30-Celebração da Paixão do Senhor
Sábado Santo (30 de março)
22h- Vigília Pascal
Domingo de Páscoa (31 de março)
11h- Eucarístia Dominical