Categoria: Cultura e Bens Patrimoniais

23 Fev 2024

24 de fevereiro, às 18h, na Igreja de S. Francisco: Concerto estreia peça para 4 órgãos

O 1º Festival Internacional de Órgão de Évora – FIOE prossegue com o quarto de 11 concertos programados, dia 24 de fevereiro às 18H00 na Igreja de S. Francisco, com entrada gratuita.
Este concerto, com os organistas Paulo Bernardino, Rui Soares, João Santos e Ricardo Toste, explora a rara circunstância de existirem quatro órgãos na Igreja de S. Francisco, recentemente restaurados, todos construídos pelo organeiro genovês Pascoal Caetano Oldovino, radicado em Évora no século XVIII.

Em estreia absoluta será apresentada a peça Evangelia Quattuor, encomendada a Paulo Bernardino. É uma composição concebida para quatro órgãos, tendo como fonte de inspiração os quatro evangelhos do Novo Testamento. O título em latim, que significa “Os Quatro Evangelhos”, estabelece uma analogia direta com os quatro órgãos utilizados na peça, cada um representando um dos evangelhos.

Com uma abordagem nitidamente pós-moderna, Evangelia Quattuor incorpora uma citação de cantochão para cada órgão/evangelho, relacionada a cada um dos evangelistas. Essas referências musicais servem como base para o desenvolvimento da linguagem musical que compõe a obra.

Dado o escasso repertório disponível para formações de quatro órgãos, a Igreja de S. Francisco tem tomado a iniciativa de encomendar a compositores obras que não só valorizem o seu patrimônio organológico, mas também enriqueçam o repertório dedicado a esse tipo específico de agrupamento.

Evangelia Quattuor, inserindo-se nesse contexto, destaca-se como uma contribuição significativa para a diversificação e expansão do repertório musical para quatro órgãos.

O 1º Festival Internacional de Órgão de Évora – FIOE é organizado pela igreja de S. Francisco – Paróquia de S. Pedro e tem como parceiros o Cabido da Sé de Évora e igreja do Espírito Santo. Surge na sequência lógica do avultado investimento feito na recuperação dos órgãos históricos por parte destas entidades.

 

22 Fev 2024

Exposição “Terra e Céu” do P. Manuel José Marques na Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz (com fotos)

As cores reúnem-se nas telas pintadas pelo P. Manuel José Marques para celebrar a terra e o céu na plenitude do sol, que o autor vai apresentar na exposição que estará patente de 16 de fevereiro a 17 de março no Auditório António Marcelino da Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz. Intitulada “Terra e Céu”, esta mostra de pintura a acrílico sobre tela pode ser visitada de segunda-feira a sábado, entre as 10h e as 12h30 e das 14h e as 17h30.

Nesta exposição, o autor propõe 17 quadros que “respiram um Alentejo sem sombras, pleno de luz e de infinito, onde por vezes aparece Monsaraz como uma presença silenciosa e vigilante, a despertar novos sentimentos”. As obras foram pintadas entre 2017 e 2024 e a vila medieval de Monsaraz foi a inspiração para seis quadros, nomeadamente “Vigiando a Planície”, “Amendoeiras”, “Tardes de Oiro”, “Navegando em terra firme”, “Sentinela da Manhã” e “Sentinela da Tarde”.

O P. Manuel José Marques é pintor, sacerdote, professor e jornalista, estudou no Instituto Superior de Teologia de Évora, onde é docente, e fez a licenciatura e o mestrado na Universidade Pontifícia de Salamanca (Espanha). Na pintura iniciou-se na técnica do desenho a lápis, interessou-se pelo desenho a pastel e recentemente entrou no campo da pintura a óleo e acrílico e na composição com diversos materiais, como tecidos, areias e colas.

O autor considera-se um autodidata que “procura o impossível. Cada tela é um lugar de desassossego e inquietação que abre espaço ao silêncio e à paz”. “Terra e Céu” é a sétima exposição de Manuel José Marques, que apresentou pela primeira vez os seus trabalhos em 1996 em Évora, seguindo-se mostras em Monsaraz (2017 e 2019), Montemor-o-Novo (2018), Reguengos de Monsaraz (2019) e Monforte (2021).

 

17 Fev 2024

Apresentação Teatral na Igreja de São Francisco, em Évora, atraiu e encantou centenas (com fotos)

Neste dia 17 de fevereiro, às 11h e às 15h, na Igreja de São Francisco, em Évora, decorreu a apresentação teatral intitulada “O Meu Cristo Partido”, inspirada no livro do Padre Ramón Cué.

A Igreja foi pequena para acolher o número significativo de crianças, adolescentes, jovens e adultos que assistiram à apresentação.

No final da apresentação da manhã, o Arcebispo de Évora, que também assistiu, agradeceu a magnifica apresentação assim como a presença de todos.

 

03 Fev 2024

Arcebispo de Évora preside a inauguração de instalação artística no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida

O Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho, presidiu na tarde deste sábado, dia 3 de Fevereiro, à inauguração da instalação artística, intitulada “Metade dos Minutos”, desenvolvida pela artista Ângela Rocha, patente no Centro de Arte e Cultura da Fundação Eugénio de Almeida, em Évora.

 

08 Jan 2024

Epifania do Senhor celebrada na Catedral de Évora com Eucaristia e com Concerto de Reis (com Vídeo e Fotos)

Na tarde de domingo, dia 7 de Janeiro, na Catedral de Évora, pelas 16h, o Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, presidiu à celebração da Eucaristia da Solenidade da Epifania do Senhor.

A Eucaristia foi animada liturgicamente pelos Arautos do Evangelho e contou com a participação de muitos fiéis, que lotaram a Catedral.

À homilia, o Prelado eborense referiu-se à Epifania como “a revelação do rosto misericordioso e compassivo de Deus a toda a Humanidade”.

“Se na Solenidade do Natal a Luz de Belém brilhou para os de casa, os pastores das campinas de Belém, inseridos na cultura em que o Verbo de Deus encarnou, na Solenidade da Epifania a Luz de Belém interpela os de longe, os de fora, os mais distantes. Os Magos são aqueles que encarnam todas as culturas diferentes, expressões de busca de verdade por caminhos diversos”, disse, acrescentando que “a astrologia dos magos descobriu uma estrela diferente que os levou à revelação inimaginável de um Deus humanizado na Luz de Belém, celeiro do pão nas sendas da paz. A estrela do Magos venceu todas as dificuldades e todos os silêncios, levando-os ao encontro da Luz das Nações e dos Povos”.

“Celebrar a Epifania é comprometer-se com a revelação da beleza de Deus entre os de mais longe, entre todas as periferias existenciais e sociais. Periferias que podem marcar diferenças culturais, ideológicas, estéticas, morais e espirituais”, apontou.

“A solenidade da Epifania é uma eloquente cátedra com propostas e desafios de tolerância, respeito, valorização da diferença enquanto riqueza humana e complementaridade cultural e social. Só pela valorização dos talentos e das diferenças do outro se pode chegar à paz e à harmonia da convivência humana e fraterna”, sublinhou.

“Afinal aos pés da manjedoura e na companhia dos Magos nos encontramos na grande causa da humanização enquanto pedra basilar na construção da paz. Quanto a aprender para o nosso quotidiano”, disse, acrescentando que os “acolhimentos nas diferenças intergeracionais: a valorização e aprendizagem com os gritos de insatisfação e de exigência da verdade vindos das novas gerações. Precisamos que os jovens sejam jovens e não desistam  de nos exigirem  uma Igreja família, verdade e transparência”.

“No contexto deste interior sul ribatejano e centro alentejano surge a real necessidade da renovação da mão de obra para tantos serviços que já não encontram resposta no tecido social atual. Receber os imigrantes não é um favor mas uma necessidade urgente para muitas das tarefas que já não encontram resposta nas populações locais”, referiu o Arcebispo de Évora, sublinhando: “eis o desafio concreto e já em nossas terras, vivermos e convivermos com a diversidade de muitos que nos chegam do extremo oriente, como Nepal, Índia, Bangladesh, Paquistão e de outras distantes nações”.

“Desafios interculturais, inter-religiosos, de integração e respeito são nos colocados de modo crescente e em futuro previsível. Eis a atualidade desta solenidade da Epifania aqui e agora”, concluiu D. Francisco José Senra Coelho.

Depois da Eucaristia, os Arautos do Evangelho interpretaram um Concerto de Reis, que pode ser revisto aqui:

 

 

 

08 Jan 2024

Até 2 de fevereiro de 2024, no Mosteiro das Concepcionistas: Presépio Artístico em Campo Maior

Neste tempo de Natal, tempo em que celebramos com particular intensidade e grande admiração o mistério de um Deus que se faz homem para ser “Deus-Connosco” e fazer de nós “deus-com-Ele”, queremos convidar para visitar o nosso Presépio Artístico que está em exposição desde o dia 8 de dezembro até ao próximo dia 2 de fevereiro de 2024.

Este ano o presépio reveste-se de uma especial importância por estarmos a celebrar os 800 anos do presépio de Greccio, a primeira “representação” do mistério de Belém, feito por S. Francisco de Assis em Greccio. Assim, para assinalar de forma solene este acontecimento, o Santo Padre concedeu a possibilidade receber indulgência plenária, todo aquele que visite, contemple e reze (segundo a forma prevista para as Indulgências) diante de um presépio numa Igreja Franciscana, como é a nossa.

Para a nossa comunidade, que ao longo dos últimos anos tem investido neste trabalho do Presépio Artístico, é uma grande alegria poder celebrar desta forma este ano jubilar e poder partilhar com todos a grande riqueza que a Igreja oferece.

No âmbito deste centenário a Família Franciscana, assim como toda a Igreja, tem realizado várias iniciativas comemorativas. Neste sentido, está a decorrer em Lisboa, até ao dia 6 de janeiro, uma exposição de presépios. Esta exposição distribui-se por 3 museus (Seminário da Luz, Museu de Lisboa – Santo António e Museu do azulejo), sendo que os presépios expostos no museu de Lisboa e no museu do azulejo são presépios de colecionadores particulares, e os presépios expostos no Seminário da Luz são presépios pertencentes ao Concurso Nacional de Presépios promovido pela Província Portuguesa da Ordem Franciscana. A nossa comunidade, com muita alegria e unindo-se em comunhão à Ordem Franciscana, participou neste concurso com um Diorama que representa um pouco daquilo que tem vindo a ser o nosso trabalho comunitário nos presépios artísticos ao longo dos anos.

Esperamos sinceramente que este grande tesouro da indulgência que a Igreja oferece este ano possa chegar a muitas almas e que neste Natal nasça Jesus verdadeiramente no meio de nós.
Que a beleza de cada presépio nos revele a verdadeira Beleza d’Aquele que tudo criou.
Um Santo Natal!

A Comunidade

 

Descrição do presépio de Greccio por um biografo de S. Francisco:

Mui digno de piedosa e perene memória foi o que ele fez três anos antes da sua gloriosa morte, perto de Greccio, no dia da Natividade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Vivia nessa comarca um homem, de nome João, de boa fama e melhor teor de vida, a quem o bem-aventurado Pai queria com singular afeição, pois sendo ele de nobre e honrada linhagem, desprezava a prosápia do sangue e aspirava unicamente à nobreza do espírito. Uns quinze dias antes do Natal, Francisco mandou-o chamar, como aliás amiúde fazia, e disse-lhe: «Se queres que celebremos em Greccio o próximo Natal do Senhor, vai imediatamente e começa já a prepará-lo como vou dizer. É meu desejo celebrar a memória do Menino que nasceu em Belém de modo a poder contemplar com os meus próprios olhos o desconforto que então padeceu e o modo como foi reclinado no feno da manjedoura, entre o boi e o jumento». (…)
E o dia chegou, festivo, jubiloso. Foram convocados irmãos dos vários conventos em redor. Homens e mulheres da região, coração em festa, prepararam, como puderam, círios e archotes para iluminarem aquela noite que viu aparecer no céu, rutilante, a Estrela que havia de iluminar todas as noites e todos os tempos. Por fim, chega Francisco. Vê que tudo está a postos e fica radiante. Lá estava a manjedoura com o feno e, junto dela, o boi e o jumento. Ali receberia honras a simplicidade, ali seria a vitória da pobreza, ali se aprenderia a lição melhor da humildade. Greccio seria a nova Belém.
(…) é celebrado o rito solene da Eucaristia sobre a manjedoura, e o sacerdote que a celebra sente uma consolação jamais experimentada.
Francisco reveste-se com os paramentos diaconais, pois era diácono e, com voz sonora, canta o santo Evangelho. A sua voz potente e doce, límpida e bem timbrada, convida os presentes às mais altas alegrias. Pregando ao povo, tem palavras doces como o mel para evocar o nascimento do Rei pobre e a pequena cidade de Belém.
(…). Terminada a solene vigília, todos voltaram para suas casas cheios de inefável alegria. (Tomás de Celano, Vida Primeira (1 C 84-86))

 

18 Dez 2023

Função cultual devolvida a São Bento de Cástris (Missas no 4.º Domingo de cada mês, pelas 16h00)

A Igreja do Mosteiro de São Bento de Cástris abriu as suas portas à comunidade, com a celebração da Eucaristia, realizada no dia 7 de dezembro, pelas 12.00 horas, e presidida pelo Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho.

Recorde-se que a Direção Regional de Cultura do Alentejo anunciou recentemente que “quando se aproxima o final da sua missão em 31 de dezembro solicitou a colaboração da Arquidiocese, a quem muito agradece e muito em particular ao Senhor Arcebispo Dom Francisco, no sentido de podermos novamente abrir a Igreja ao culto regular encerrando assim a nossa missão ao longo destes 12 anos e passando a tutela para o PC IP (Património Cultural, Instituto Público com sede no Porto)”.

A Igreja do Mosteiro de São Bento de Cástris situa-se territorialmente na Paróquia de Nossa Senhora Auxiliadora, tendo o Pároco Rev.º P. António Gomes anunciado que no 4.º Domingo de cada mês, pelas 16h, será ali celebrada Eucaristia.

14 Dez 2023

16 de dezembro, às 18h, na Catedral de Évora: Concerto de Natal

O Cabido da Sé de Évora e a Althum.com organizam o Concerto de Natal de 2023 da Sé de Évora, que terá lugar dia 16 de dezembro, às 18 horas, com o organista João Vaz e com o Capella de S. Vicente dirigido por Pedro Rodrigues.
Será interpretado o Magnificat quinti toni, de Duarte Lobo (c. de 1565 – 1646), extraído dos Cantica Beatae Mariae Virginis, impressos em Antuérpia em 1605.
Este concerto incluirá também excertos da Missa Natalitiae noctis, de Duarte Lobo, e peças para órgão de Manuel Rodrigues Coelho (seu contemporâneo), executadas no instrumento
renascentista da Sé de Évora. Aluno de Manuel Mendes em Évora, Duarte Lobo foi mestre de capela da Catedral desta cidade, vindo a fixar-se mais tarde em Lisboa.
A entrada no concerto é livre, mediante reserva obrigatória para info@althum.com / n.º 919 745 338, de acordo com a disponibilidade do espaço.
O concerto conta com o apoio financeiro de Direção Regional de Cultura do Alentejo, Fundação Eugénio de Almeida e Fundação Casa de Bragança, entre outros apoios.
Iniciativa organizada por Cabido da Sé de Évora e Althum.com tem apoio da DRCAlentejo 
14 Dez 2023

Vila Viçosa: Lançamento do livro “Padroeira de Portugal. Mulher, Mãe e Rainha: 375 anos da coroação de Nossa Senhora da Conceição – Estudos”

A obra coordenada pelos doutores Marco Daniel Duarte e José Paulo de Abreu foi apresentada, no passado dia 9 de dezembro, no Santuário de Nossa Senhora da Conceição em Vila Viçosa. A mesa contou com a presença do Núncio Apostólico em Portugal, Monsenhor Ivo Scopolo, do Arcebispo de Évora, D. Francisco Senra Coelho, de representantes dos Santuários de Vila Viçosa, Fátima e Sameiro, e do Presidente da Direção do IPPEM, Dr. Carlos Filipe.
Marcaram presença representantes da Igreja Católica, representantes institucionais, académicos e representantes do poder autárquico local. Estiveram igualmente presentes SAR Dom Duarte, duque de Bragança e a sua esposa, SAR D. Isabel de Herédia.
A apresentação ficou a cargo da Doutora Fátima Eusébio, recentemente nomeada como Presidente do Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja
Esta publicação é o resultado de um conjunto de estudos da autoria de investigadores nacionais e estrangeiros, apresentados durante o Congresso Internacional Mulher Mãe e Rainha, realizado em março de 2022, em Fátima, com diferentes contributos para as diversas áreas do saber teológico, histórico, direito, sociológico e antropológico.
A obra agora apresentada, encontra-se disponível através do secretariado do Instituto da Padroeira de Portugal.
Mais informações em:
www.ippem.pt