Categoria: Conferência Episcopal Portuguesa

22 Fev 2024

Nota do Conselho Permanente da CEP: Eleições Legislativas 2024: Restituir a esperança aos cidadãos

  1. Depois da queda do Governo no final do ano passado, e passados apenas dois anos desde que o país viveu um quadro de eleições legislativas antecipadas devido à dissolução do Parlamento, os cidadãos portugueses são de novo chamados às urnas antes de tempo para, no próximo dia 10 de março, escolher aqueles e aquelas que os vão representar na Assembleia da República.

 

  1. Os últimos meses foram abundantes em crises que adensaram a desconfiança dos portugueses em relação às instituições, em particular na esfera política e judicial. Às difíceis condições de vida de tantos portugueses, em especial dos jovens, esta crise de confiança rouba a esperança a tantos que não conseguem encontrar trabalho e, quando o encontram, o seu rendimento é insuficiente para terem uma vida digna: ter habitação, acesso à educação ou dinheiro para pagar as despesas. Vivemos um momento difícil, mas desafiador. Diante das dificuldades, somos convocados pelo momento que o país vive a refletir sobre o que queremos e podemos fazer pelo nosso futuro.

 

  1. No tempo de debate e reflexão pré-eleitoral em que nos encontramos, exige-se um diálogo honesto e esclarecedor entre os partidos políticos, com a apresentação de programas exequíveis e conteúdos programáticos que não se escondam por detrás de manobras mediáticas e defraudem a esperança dos cidadãos. Como diz o Papa Francisco na Encíclica Fratelli Tutti, “a política é mais nobre do que a aparência, o marketing, as diferentes formas de maquilhagem mediática”. Só assim os cidadãos podem optar pela adesão a projetos concretos e não a votar pela raiva ou desilusão ou, pior ainda, a não votar.

 

  1. Quando o Papa Francisco esteve em Portugal, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, deixou indicações aos dirigentes políticos portugueses para que sejam agentes da “boa política”, geradora de esperança e construtora do bem comum: a política que “não é chamada a conservar o poder, mas a dar às pessoas a possibilidade de esperar”; a política que “é chamada, hoje mais do que nunca, a corrigir os desequilíbrios económicos dum mercado que produz riquezas mas não as distribui, empobrecendo de recursos e de certezas os ânimos”; a política que “é chamada a voltar a descobrir-se como geradora de vida e de cuidado da criação, a investir com clarividência no futuro, nas famílias e nos filhos, a promover alianças intergeracionais, onde não se apague o passado mas se favoreçam os laços entre jovens e idosos”; a política que é chamada a “retomar o diálogo entre jovens e idosos”.

 

  1. A responsabilidade é de todos, dos políticos e de quem os elege, dos que definem projetos e de quem faz escolhas, daqueles que apresentam propostas e de quem se preocupa em delas ter conhecimento para votar conscientemente. Escolher quem nos representa no Parlamento é um dever de todos e ninguém deve excluir-se deste momento privilegiado para colaborar na construção do bem comum. A abstenção não pode ter a palavra maioritária nas eleições do próximo dia 10 de março.

 

  1. Continua a ser inspirador para o eleitor católico o documento de 2 de maio de 2019 da Conferência Episcopal Portuguesa, “Um olhar sobre Portugal e a Europa à luz da doutrina social da Igreja”, publicado nas vésperas de anteriores atos eleitorais e que aponta quatro princípios a presidir à decisão do voto: toda a vida humana tem igual valor; o bem tem de ser de todos e de cada um sem ser ditadura da maioria; a casa comum é para cuidar; nem Estado centralizador, nem Estado mínimo.

 

  1. Enquanto cristãos, à luz do Evangelho e da Doutrina Social da Igreja, temos a responsabilidade acrescida de participar na vida política e na edificação da comunidade. Somos chamados também a trazer à nossa oração todos os homens e mulheres que servem a política. Votar, de forma esclarecida e em consciência, é uma responsabilidade que decorre da vivência concreta da nossa fé no meio do mundo.

 

Fátima, 19 de fevereiro de 2024

20 Fev 2024

Proteção de Menores: Grupo VITA apresentou proposta de reparação financeira das vítimas

O grupo VITA, organismo para o acompanhamento de casos de abusos sexuais na Igreja Católica, apresentou, no dia 19 de fevereiro, aos bispos portugueses uma proposta de reparação financeira das vítimas.

“Alguns representantes do Grupo VITA estiveram presentes na reunião do Conselho Permanente da CEP, que se realizou ontem (19 de fevereiro) em Fátima, para entregar uma primeira proposta, pedida pela Conferência Episcopal Portuguesa, de possíveis critérios a seguir na atribuição de uma reparação moral, em termos financeiros, às vítimas de abusos sexual de crianças no seio da Igreja Católica em Portugal”, refere uma nota enviada hoje à Agência ECCLESIA pela CEP.

Segundo o comunicado de imprensa, durante este encontro “foram traçadas linhas de continuação do diálogo encetado, de modo a configurar uma proposta de procedimentos que envolva as Comissões Diocesanas da Proteção de menores”.

Esta proposta vai ser apresentada na próxima Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (8 a 11 de abril), em Fátima.

“A Igreja Católica em Portugal continua a manifestar a sua total disponibilidade para acolher e escutar as vítimas a quem foram infligidas tão duras vivências, através do Grupo VITA, das Comissões Diocesanas ou de encontros diretos com bispos em cada uma das Dioceses”, refere o comunicado.

A CEP “reafirma a sua firmeza na implementação de uma cultura de proteção e cuidado das crianças, jovens e adultos vulneráveis no âmbito eclesial, contribuindo também para o diálogo sobre a violência sexual de crianças na sociedade em geral”.

O Grupo VITA, criado pela CEP, vai apresentar o segundo relatório de atividades em Fátima  no próximo mês de junho.

Segundo a coordenadora do organismo, Rute Agulhas, nos primeiros oito meses de funcionamento foram recebidos 71 pedidos de ajuda e realizaram-se 45 atendimentos.

Quanto ao apoio psicológico e psiquiátrico, o grupo indica que “13 pessoas mantêm à data atual um processo de acompanhamento regular”, tendo oito pessoas sido “encaminhadas para este apoio”, encontrando-se “numa fase inicial do processo”.

O grupo VITA tem apostado na formação e capacitação de “diversas estruturas da Igreja”, assinalando o término de “um primeiro ciclo de formação inicial com os elementos das Comissões Diocesanas, que será replicado em breve”.

Em agenda estão ações formativas dirigidas a “catequistas, professores de Educação Moral e Religiosa Católica, docentes de escolas católicas” e professores de escolas públicas (através da Direção Geral da Educação).

O Grupo VITA pode ser contactado através da linha de atendimento telefónico (91 509 0000) ou do formulário para sinalizações, já disponível no site www.grupovita.pt.

OC – Agência ECCLESIA

09 Fev 2024

14 de fevereiro de 2024: Mensagem para o Dia dos Namorados

COMISSÃO EPISCOPAL DO LAICADO E FAMÍLIA
MENSAGEM PARA O DIA DOS NAMORADOS
14 de fevereiro de 2024

1. Em termos cristãos e eclesiais, qualquer dinâmica pastoral ou mensagem pastoral digna deste nome tem de ter sempre como trampolim a Palavra de Deus recolhida na Escritura Santa, que traz até nós o testemunho rendilhado da mão de Deus na nossa vida, nas nossas mãos, no nosso rosto, no nosso coração, no nosso sangue, na nossa cultura, na nossa linguagem, no nosso quotidiano.

2. É assim que chega até nós a atestação de que «Deus é amor» (1 João 4,8 e 16) e «nos amou primeiro» (1 João 4,19). Considerando o mundo cultural de Platão e Aristóteles, dizer que Deus ama é entrar no domínio do absurdo, pois, segundo este tipo de pensamento, Deus pode ser amado, mas não amar. E dizer agora que Deus ama primeiro, é afirmar que Deus ama gratuitamente, com um amor gratuito e descensional, o que significa ainda que a razão do amor de Deus reside em Deus, e não naqueles sobre quem recai o seu amor. Entenda-se semelhante paradoxo: o infinito caudal do amor que há em Deus, e de Deus brota, é sem retorno, não existe em ordem à sua autorrealização ou autossatisfação mediante a escolha dos destinatários desse amor entre os mais belos, os mais ricos, os mais amáveis (que é o horizonte em que o nosso mundo se movimenta), mas procura a felicidade de todos, sobretudo dos mais pobres, necessitados e fracos, e alarga-se aos estrangeiros e inimigos.

3. Se é assim, se «Deus é amor» (1 João 4,8 e 16), e «nos amou primeiro» (1 João 4,19), a toada do amor que há em nós «vem de Deus» (1 João 4,7), e «nós amamos, porque Deus nos amou primeiro» (1 João 4,19). Então, o amor que está aqui, o amor que está aí, o amor que está em mim, o amor que está em ti, o amor que está em nós, «vem de Deus» (1 João 4,7), e «quem ama nasceu de Deus» (1 João 4,7) e «de Deus foi gerado» (João 1,13). Deus amou-nos primeiro, ama-nos e continua a amar-nos sempre primeiro com amor-perfeito, isto é, amor preveniente, concomitante, fiel, consequente, permanente. Ama-nos a nós, que estamos aqui, e foi assim que nós começámos a amar. Se não tivéssemos sido amados primeiro, e não tivéssemos recebido o testemunho do amor, não teríamos começado a amar, e nem sequer estaríamos aqui, porque «quem não ama, permanece na morte» (1 João 3,14). Portanto, quem não ama vai em sentido contrário, ou em sentido nenhum, sem sentido, atraído, fascinado e seduzido pela morte (cf. Sabedoria 1,16; 15,6), escolhendo a morte em detrimento da vida (cf. Deuteronómio 30,19). Significa isto que a morte a que aqui se refere a Escritura Santa não é apenas o termo da vida biológica ou psicobiológica, mas aquilo que, desde o começo, impede de nascer para a vida verdadeira e para o amor. E o que é que te impede de nascer para a vida verdadeira e para o amor? É seguramente o que te impede de amar, de sair de ti, da tua prisão interior, cela interior, autossuficiência, autorreferência, tu, encadeado pelas leis da natureza, ao mesmo tempo dono e escravo de ti mesmo, pura idolatria, opressão maior do que a do Egito, que também impedia de nascer (Êxodo 1,16.22).

4. A tartaruga acaba de deixar o seu esconderijo para um passeio noturno. O sapo vê-a sair de casa àquela hora, e adverte-a: «A esta hora não é muito aconselhável sair, tartaruga». Mas a tartaruga continua, e, arriscando um passo mais longo, vê-se virada de patas para o ar, sobre a sua própria couraça. O sapo exclama: «Eu bem te avisei, tartaruga; é uma imprudência sair a esta hora; morrerás aí!». «Bem sei», respondeu a tartaruga com um olhar entre a malícia e a delícia; «Bem sei, mas é a primeira vez que estou a ver o céu estrelado!». A tartaruga ensina que não nos podemos contentar em viver mais ou menos tranquilamente com a cabeça enterrada na areia do céu ou da terra.

5. Sair de casa como a tartaruga, extasiar-se e desviar-se do caminho como Moisés para ver a visão grande e nova daquela sarça que ardia, mas não se consumia (Êxodo 3,2-3), ouvir a voz daquela chama que chama (Êxodo 3,4)! Aí está a maravilha que nos excede, que nos acende os olhos e o coração. Por isso, cantamos; por isso, contamos; por isso, repetimos e trauteamos, não por monotonia, nem por mera pedagogia, mas porque a maravilha reclama a poesia. Bem sabemos, de resto, que a humanidade não está destinada a morrer por falta de conhecimento, mas por falta de assombro e de maravilha. O mundo que atravessamos parece todo escuro, desencantado, sem Deus e sem profetas, sem amor, sem pais nem mães, filhos e irmãos, sem namorados. Só com armas e soldados!

6. É preciso urgentemente trazer de volta a Palavra de Deus: «Tu és bela, minha amada,/ terrível como um exército em ordem de batalha» (Cântico dos Cânticos 6,4), que não nos deixa na presença de um amor banal, de plástico, de bolso, enlatado, mas de um amor que faz estremecer e implica o risco de morrer. O amor verdadeiro é agónico. Implica luta, porque implica decisões a todo o momento. Quando o amor não é agónico, então é egoísta. E, sintomaticamente, no mundo bíblico, a nascente do mal não reside na paixão, no coração que bate forte, mas no coração duro, empedernido, empedrado, esclerosado, um «coração de pedra», oxímoro vertiginoso que o profeta Ezequiel usou para classificar o coração empedernido e embotado de Israel (Ezequiel 36,26).

7. Habitados por um coração de pedra! Alles in Ordnung [«tudo em ordem»] pode dizer-se apenas das lápides no cemitério! Se o matrimónio é indissolúvel, não é porque a lei de Deus proíba de o romper, mas porque o amor é fiel eternamente. Amar não é só estar apaixonado. Estar apaixonado não significa necessariamente amar. Estar apaixonado é um estado; amar é um ato. Sofre-se um estado; decide-se um ato. É, por isso, que o Deus da Escritura manda amar. Se amar fosse simplesmente apaixonar-se, tal mandamento seria um absurdo, pois ninguém pode exigir a alguém que se apaixone. Amar é uma sucessão de atos em cadeia: uma guerra, portanto. Não é por acaso que agápê (amor) e agôn (luta) podem ter a mesma etimologia. Paradoxo do amor, que é uma luta, a luta do amor, do amor novo, que não é contra ninguém, mas a favor de todos: o amor faz-te feliz, matando-te! Quanto mais amas, lutas, e te matas a amar, mais te encontras: «Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; ao contrário, quem perder a sua vida por causa de mim, salvá-la-á» (Lucas 9,24). Aí está o verdadeiro ícone do amor, Jesus Cristo, que não se salvou a si mesmo para me salvar a mim e a ti.

8. Atravessamos hoje uma cultura solipsista e narcisista, que traz consigo, como obsessão dominante, viver cada um no seu naco de tempo e para si mesmo, descurando quer as gerações precedentes quer as seguintes, verificando-se assim uma acentuada perda de sentido de integração numa sucessão de gerações, numa família, numa comunidade, numa Igreja, valorizando-se em vez disso cada vez mais o sacrossanto direito de cada um à sua própria realização pessoal, sem implicar compromissos. Na verdade, vendo bem, estamos rodeados de homens e mulheres que se recusam a tornar-se adultos, e, por isso, negligenciam a tarefa mais importante de um adulto, que é preparar a nova geração para poder assumir o seu lugar no mundo.

9. Sede felizes, jovens enamorados! Acolhei o amor de Deus, e, no meio de tantas guerras, empenhai-vos vós na guerra do amor!

03 Fev 2024

3 fevereiro: III Encontro Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis

 

 

Está a realizar-se, neste sábado, dia 3 de fevereiro, o III Encontro Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis, na Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo, em Fátima. O Arcebispo de Évora, D. Francisco José Senra Coelho, participa neste III Encontro Nacional.

O dia inicia-se com uma conferência subordinada ao tema “Abuso sexual e trauma”, que será proferida por Isabel Marques Alberto, Professora Auxiliar da Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra.

Depois deste tempo formativo, o encontro contará com a presença da coordenadora do Grupo VITA, Rute Agulhas, para, com as Comissões Diocesanas e a Equipa de Coordenação Nacional, refletir sobre os procedimentos de articulação entre estes diferentes organismos que atuam na área da proteção de menores na Igreja em Portugal.

A tarde de trabalho será dedicada à partilha das dificuldades e desafios sentidos pelas 21 Comissões Diocesanas no concreto da sua ação. O encontro termina com a celebração da Eucaristia presidida por D. José Ornelas, Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.

As Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis foram criadas por indicação da Santa Sé e são constituídas por leigos com competências profissionais necessárias à sua atuação. Regem-se pelas normas canónicas definidas pela Santa Sé e pelas Diretrizes da Conferência Episcopal Portuguesa.

01 Fev 2024

26 de janeiro a 02 de fevereiro: «Rezar a Esperança» é a pauta da Semana do Consagrado

A Semana do Consagrado, 26 de janeiro a 02 de fevereiro, tem como lema “Rezar a Esperança” e está em sintonia com o Ano da Oração que decorre ao longo de 2024 como preparação para o Jubileu de 2025 sob o lema “Peregrinos de Esperança”.

Esta iniciativa da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), em coordenação com a Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) e a Conferência Nacional dos Institutos Seculares de Portugal (CNISP) pretende ser “um tempo de oração e de reflexão sobre a vida consagrada”, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

A Semana do Consagrado tem “algumas propostas quotidianas de oração” e vai culminar em “todas as dioceses” numa vigília de oração, dia 1 de fevereiro e na eucaristia do dia 2 de fevereiro, Festa da Apresentação do Senhor e Dia Mundial da Vida Consagrada, celebrações habitualmente presididas pelo respetivo bispo.

Hoje, quando se inicia a semana de oração pelos consagrados, o bispo de Santarém, D. José Traquina, preside, às 21h30, a uma vigília de oração na Casa Luiza Andaluz, na cidade de Santarém.

Uma iniciativa promovida pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Familiar, que convida os presbíteros, diáconos, consagrados e famílias à oração uns pelos outros.

Neste sábado 27 de janeiro, na mesma casa, D. José Traquina orienta uma manhã de retiro com os consagrados de toda a diocese, convidados para este “momento de oração e reflexão”.

A CIRP tem material de apoio para esta semana sendo que a prece para hoje (26 de janeiro) é “Por todos os cristãos, para que, dinamizados pelo Espírito, vivam animados pela esperança e dela deem testemunho, sobretudo aos que vivem em sofrimento”.

No dia do consagrado, 02 de fevereiro, a CIRP tem como prece “Para que todos os consagrados saboreiem o dom que lhes é concedido pelo Senhor e dele deem testemunho segundo o carisma e missão a que são chamados, e sejam assim um sinal da força do amor de Deus para todos”.

Neste espírito, a organização propõe um esquema simples de lectio divina para cada dia da Semana do Consagrado, entre 26 de janeiro e 2 de fevereiro.

Um esquema clássico da lectio: começando pela invocação do Espírito, segue-se a leitura e sucessiva meditação, que desembocam na oração a Deus e na contemplação ativa do dia-a-dia.

Para cada dia foram escolhidos os textos propostos para a eucaristia, procurando “neles luz para viver mais intensamente a nossa consagração, sobretudo nas dimensões da oração, da paz e da esperança que, este ano, dão mote à vivência desta semana”.

A oração proposta socorre-se dos “ritmos da música de Taizé, enquanto realidade de vida consagrada ecuménica”, que procura viver ao ritmo da Palavra de Deus.

15 Jan 2024

Conferência Episcopal Portuguesa recebeu associação de vítimas de abusos

A presidência da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) reuniu-se este domingo, dia 14 de janeiro, em Fátima, com a Associação Coração Silenciado, que representa vítimas de abusos na Igreja.

“O encontro decorreu em ambiente de acolhimento, escuta e diálogo, mantendo-se o nosso compromisso de tudo fazer para acolher e apoiar as vítimas de abusos e contribuir para a reparação das suas vidas, evitando que tais situações se voltem a repetir no seio da Igreja”, refere uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

O comunicado sublinha que o encontro decorreu “no seguimento do caminho que a Igreja em Portugal tem vindo a percorrer na proteção de menores e adultos vulneráveis”.

Em declarações aos jornalistas, Cristina Amaral, elemento da associação, considerou que se tratou de “uma reunião muito aberta, muito positiva”, que criou um “canal aberto” para o diálogo direto entre vítimas e a hierarquia da Igreja.

Após o encontro, a responsável falou num momento de “esperança”, apontando a um trabalho em conjunto em temas como os canais de denúncia e a reparação do passado, em particular através de eventuais indemnizações.

Os representantes da Associação Coração Silenciado foram recebidos, na sexta-feira, pelo presidente da República.

09 Jan 2024

9 de janeiro’24: Comunicado do Conselho Permanente Conferência Episcopal Portuguesa

Comunicado do Conselho Permanente

 

  1. Na sua reunião de hoje, o Conselho Permanente refletiu sobre a agenda da próxima Assembleia Plenária, que terá como temas principais a sinodalidade à luz da síntese dos relatórios provenientes das dioceses e a preparação próxima da visita “ad Limina” dos bispos portugueses, de 20 a 25 de maio. A agenda será oportunamente divulgada.

 

  1. Quanto ao processo sinodal em curso, o Conselho reiterou as orientações práticas para as dioceses, cuja reflexão deve incidir nos capítulos 8-12, 16 e 18 do Relatório de Síntese da XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos (outubro de 2023), sempre orientada pela seguinte questão fundamental: Como ser Igreja Sinodal em Missão?
  • Cada Diocese deve enviar à CEP o fruto da sua reflexão até final de março de 2024.
  • Além disso, cada Diocese pode enviar à CEP, no mesmo prazo, um breve testemunho do trabalho realizado e das experiências vividas (máximo de duas páginas), partilhando uma boa prática que considere significativa para fazer crescer um dinamismo sinodal missionário.
  • Na primeira semana de abril, a Equipa Sinodal da CEP sintetizará a reflexão de todas as Dioceses em 8 páginas.
  • Esse texto-síntese será apreciado e aprovado na Assembleia Plenária da CEP de 8 a 11 de abril de 2024.
  • O texto final aprovado pela CEP será enviado à Secretaria Geral do Sínodo até à data-limite indicada por esta (15 de maio de 2024).

 

  1. No seguimento da recente Declaração “Fiducia supplicans” sobre o sentido pastoral das bênçãos, do Dicastério para a Doutrina da Fé, que não altera a doutrina da Igreja sobre o matrimónio, o Conselho Permanente reconhece o acolhimento de todos na Igreja e manifesta a plena comunhão dos bispos portugueses com o Santo Padre.

 

  1. No processo em curso sobre a proteção de menores e adultos vulneráveis na Igreja, a Presidência da CEP terá um encontro de escuta e diálogo com a Associação Coração Silenciado, no próximo dia 14 de janeiro.

 

Fátima, 9 de janeiro de 2024

01 Jan 2024

Conferência Episcopal Portuguesa: Mensagem de Ano Novo para 2024 (com vídeo)

Construtores da Paz

O início de um novo ano é sempre uma oportunidade para avaliar e para recomeçar. Iluminados pelo Natal de Jesus, é tempo de dar graças a Deus pelo ano que passou, avaliar o que foi feito e perspetivar, com esperança, o ano que agora começa. Neste primeiro de janeiro de 2024, data em que a Igreja celebra o 57.º Dia Mundial da Paz, à luz da mensagem do Papa sobre “a inteligência artificial e a paz”, as minhas primeiras palavras dirigem-se, precisamente, para esse desejo que pulsa no coração do Homem: a paz.

Há quase dois anos, juntando-se a tantas outras confrontações bélicas disseminadas pelo mundo, vimos eclodir a guerra na agressão à Ucrânia e, em outubro deste ano, o brutal conflito armado na Terra Santa. O passar do tempo e a normalização das imagens cruentas que nos chegam diariamente através das televisões e das redes sociais não nos podem anestesiar. Esta é uma situação dramática, pungente e dolorosa, à qual não nos podemos habituar nem resignar. É necessário ultrapassar a crise e a dor com coragem e esperança.  O grito da esperança é, antes de mais, um grito de revolta e inconformismo perante aquilo que se passa e as consequências sociais, económicas e ecológicas que provoca.

O Papa Francisco tem afirmado, insistentemente, que a guerra é uma derrota para todos. Será possível que 2024 nos traga a paz? Esperamos que sim. E esperamos ativamente atentos, a começar pela atitude de oração. A oração é, antes de mais, escuta atenta de Deus e do seu projeto de paz, de fraternidade para todos os seus filhos e filhas desavindos e fratricidas nesta terra. Rezar leva a inserir-se, de coração e atitudes, nessa busca da paz, que brota da vinda de Jesus à nossa terra, que celebrámos no Natal.

Há que rezar e sonhar a paz, viver a paz no coração e nas nossas relações, anunciar e lutar fraternamente pela paz!

 

Situação política e social do país

No contexto do nosso país, o ano de 2023 foi abundante em crises políticas, sociais e económicas, que afetaram profundamente a nossa sociedade, criando instabilidade e tensão e levando à queda do Governo, o que nos coloca, em 2024, num cenário de eleições legislativas antecipadas, a somar aos escrutínios já previstos para o Parlamento Europeu e para a Região Autónoma dos Açores. Os indicadores são especialmente preocupantes nos setores da saúde, da educação, da habitação e do custo de vida, com subidas muito significativas que vão agravar a situação de uma grande percentagem de famílias, já fragilizadas pelas crises que se vão acumulando.

Ninguém deve excluir-se do processo de escolha daqueles que julga mais capazes de administrar os recursos que são sempre escassos, em prol do bem comum, para garantir a igualdade de oportunidades e os direitos constitucionalmente consagrados. No ano em que se comemora o 50.º aniversário da Revolução de 25 de Abril de 1974, não podemos esquecer todos os que estiveram na primeira linha do combate pela democracia, grande parte deles motivados pela sua fé e pelo desejo de colaborar num mundo melhor.

O agravamento das condições de vida das famílias e a dificuldade de acesso a bens essenciais alimentam a falta de esperança. É urgente uma solidariedade nacional e um compromisso claro dos partidos políticos. As eleições que se aproximam exigem propostas assertivas e conteúdos programáticos compreensíveis para que se possa, a nível nacional, discutir projetos e apresentar soluções. Só assim os cidadãos podem ser levados a optar pela adesão a projetos concretos e não a votar pela raiva ou desilusão ou, pior ainda, a não votar.

 

Na Igreja em Portugal: proteção de menores, JMJ Lisboa 2023 e Sínodo

Na Igreja em Portugal, 2023 foi o ano em que trouxemos luz nova à realidade dos abusos de menores no seio da Igreja Católica no nosso país. O trabalho desenvolvido pelas Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e sua Equipa de Coordenação Nacional, pela Comissão Independente e, recentemente, pelo Grupo VITA são o rosto do compromisso que assumimos para acolher as vítimas e contribuir para a reparação das suas vidas, procurando atuar, cada vez mais, na área da prevenção e formação de pessoas, de forma que os ambientes eclesiais sejam espaços cada vez mais seguros para todas as crianças.

2023 foi também o ano que lançou sementes de esperança com a realização da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023. Foi notável a mobilização dos jovens portugueses que se empenharam, não apenas num evento de dimensões únicas e necessariamente breve no tempo, mas num compromisso com a Igreja, de forma a torná-la mais inclusiva, mais dialogante e mais participante no mundo. A Igreja conta com os jovens, mas os jovens também disseram que querem contar com Jesus nas suas vidas e querem anunciá-lo ao mundo, querem ser ouvidos e ter lugar na Igreja. Neste período pós-JMJ é preciso continuar a escutá-los e, numa perspetiva sinodal, dar-lhes protagonismo para que sejam agentes da renovação eclesial no seio das suas comunidades.

O caminho sinodal está em curso e desafia-nos a caminhar juntos, a saber escutar, a ter a capacidade de dialogar de forma construtiva. Depois da expressão do diálogo e da comunhão manifestados em outubro, em Roma, revelando uma Igreja plural mas que consegue unir-se em torno do essencial que é Jesus e o seu projeto, o tempo agora é para as nossas comunidades mostrarem, também elas, que estão vivas e querem ser o rosto da revolução da esperança.

Tendo por diante, em 2024, a participação ativa na dinâmica sinodal, tenhamos a franqueza de saber construir a paz ouvindo todos os que são seguidores do mesmo Cristo e a humildade para não rejeitar qualquer posição ou pretensão só por ser de quem pensa diferente. O amanhã melhor e em paz, na Igreja e no mundo, constrói-se com todos, todos, todos!

 

Vida nova num Ano Novo

Dentro de dias faremos memória do momento em que três sábios, totalmente alheios à fé de Israel e às suas tradições, se aproximam de um bebé chamado Jesus. Os três magos sentiram uma força misteriosa que nunca tinham sentido e que os atraiu até Belém. Aí, descendo dos seus camelos e do alto do seu curriculum científico, ajoelharam-se e adoraram Deus naquele Menino.

Sei que falo para muitos crentes, mas também para muitos não crentes. Quando o homem não adora a Deus acaba por adorar-se a si mesmo. Temos de reaprender a contar com a força bondosa e incansável de Deus.

Com razão, diz o Papa Francisco: “quando adoramos permitimos a Jesus que nos cure e transforme com o seu amor”. Só assim haverá vida nova num Ano Novo, esperança nova para conflitos antigos e uma alegria nova para os corações exaustos e desesperados.

O Jubileu de 2025 com o tema “Peregrinos de Esperança”, que nos preparamos para celebrar, poderá, como afirma o Papa Francisco, “reforçar e exprimir o caminho comum que a Igreja é chamada a empreender para ser, cada vez mais e melhor, sinal e instrumento de unidade na harmonia das diversidades”.

A todos vós, às vossas famílias e comunidades, desejo um feliz Novo Ano, repleto das bênçãos de Deus e vivido com alegria na Esperança da Paz!

 

Lisboa, 29 de dezembro de 2023.

+ José Ornelas Carvalho,

Bispo de Leiria-Fátima e Presidente da CEP

 

16 Nov 2023

208.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa: Comunicado Final

  1. De 13 a 16 de novembro de 2023 decorreu em Fátima a 208.ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa. Além dos membros da Conferência, estiveram presentes o Senhor Núncio Apostólico, o Presidente e a Vice-Presidente da Conferência dos Institutos Religiosos de Portugal (CIRP) e a Presidente da Conferência Nacional dos Institutos Seculares de Portugal (CNISP).

 

  1. A Assembleia refletiu sobre a Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, reconhecida como um dos maiores acontecimentos na vida da Igreja e da sociedade em Portugal e no mundo, não só do ponto de vista logístico, mas também espiritual. A JMJ representa uma forte herança para o futuro da Igreja com os jovens, sendo necessário integrar o dinamismo e a riqueza trazida por este acontecimento numa pastoral da juventude mais ativa, animada e renovada.

A Assembleia reiterou a sua imensa gratidão à Diocese de Lisboa e à Fundação JMJ Lisboa 2023, nas pessoas dos Cardeais Manuel Clemente e Américo Aguiar, às Dioceses e a toda a Igreja em Portugal, particularmente aos jovens que foram os protagonistas juntamente com o Papa Francisco, bem como ao Estado e a todas as instituições da sociedade civil que foram preponderantes para a excelente realização da JMJ.

O diretor do Departamento Nacional de Pastoral Juvenil, Nuno Sobral Camelo, que esteve presente na Assembleia, partilhou um conjunto de propostas a concretizar ao longo do próximo triénio pastoral, numa nova etapa que exige uma atenção preferencial pelos jovens, escutando-os numa perspetiva sinodal, dando-lhes protagonismo e acompanhando-os no seio das comunidades cristãs para que possam dar testemunho de Cristo Vivo na sociedade.

 

  1. Os delegados à XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, D. José Ornelas e D. Virgílio Antunes, partilharam a experiência vivida no passado mês de outubro, em Roma, na primeira etapa da Assembleia, destacando a riqueza do método sinodal e manifestando a convicção de que a escuta atenta do Espírito e uns dos outros, na pluralidade daquilo que somos, é o caminho que a Igreja deve seguir ao serviço da sua missão evangelizadora.

Procurando discernir aquilo que o Espírito Santo quer para a Igreja, hoje, tendo em conta o relatório de síntese e aguardando-se ainda as orientações concretas da Secretaria-Geral do Sínodo dos Bispos, esperamos continuar, até à segunda etapa da Assembleia em outubro de 2024, o dinamismo do processo no seio das comunidades eclesiais, contando com a participação de todos, para que sejamos autenticamente uma Igreja sinodal em missão.

 

  1. Para refletir sobre a realidade social do país e das instituições de solidariedade social da Igreja, a Assembleia acolheu o contributo de quatro convidados: Padre Lino Maia, Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade; Manuel Lemos, Presidente do Secretariado Nacional da União das Misericórdias Portuguesas; Rita Valadas, Presidente da Cáritas Portuguesa; e Pedro Vaz Patto, Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz.

A grave situação em que vivem muitas famílias no nosso país, com a dificuldade de acesso a bens essenciais e à habitação, às quais começa a faltar a esperança de recuperar das situações de fragilidade em que se encontram, é um retrato social que nos inquieta profundamente.

Deixamos uma palavra de reconhecimento às mais de 1700 instituições de solidariedade social da Igreja que, diariamente, ao lado dos mais carenciados, procuram não deixar morrer a sua esperança, apesar de se encontrarem, também elas, em dramáticas situações no que se refere à sua sustentabilidade e viabilidade futuras.

O Estado assinou com as entidades representativas do Setor Social (IPSS) o Pacto de Cooperação (23/12/2021) no qual assumiu aumentar os Protocolos de Cooperação para assumir como mínimo 50% dos custos nas respostas sociais. Atualmente, este apoio do Estado situa-se nos 38%, segundo os dados objetivos das entidades representativas do setor. É urgente atingir os 50% que são definidos no referido Pacto para viabilizar as Instituições sociais em Portugal. Neste período especial de preparação de eleições, esperamos dos Partidos políticos uma programação que contemple a viabilidade do Setor social.

Todas estas questões, agravadas por um cenário de guerra internacional e o incontornável fenómeno migratório, impelem-nos a querer fazer caminho com todos, para uma maior coesão social, cultural e política. Neste âmbito, assume particular relevância o diálogo e a colaboração entre as várias religiões.

 

  1. Com o objetivo de consolidar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no âmbito da Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis, estiveram presentes na Assembleia Plenária membros do Grupo VITA (Rute Agulhas e Alexandra Anciães) e da Equipa de Coordenação Nacional das Comissões Diocesanas (Paula Margarido e José Souto de Moura).

Neste contexto, foi apresentado um Guia de Boas Práticas para o tratamento de casos de abuso sexual de menores e adultos vulneráveis no contexto da Igreja Católica em Portugal elaborado com o contributo das 21 Comissões Diocesanas, da Equipa de Coordenação Nacional e do Grupo VITA, que pretende uniformizar procedimentos e garantir a adequada articulação.

Entre os temas deste Guia de Boas Práticas, que foi aprovado e será proximamente divulgado, estão as denúncias apresentadas junto do Grupo VITA e a sua articulação com as Comissões Diocesanas e a Procuradoria-Geral da República, assim como a atuação no apoio psicológico, psiquiátrico e espiritual das vítimas e agressores.

Este é mais um passo para prosseguirmos, com firmeza, o caminho de acolhimento às vítimas no seu profundo e doloroso sofrimento e um reforço do nosso compromisso de tudo fazer para as ajudar a superar os traumas causados pelas feridas que lhes foram infligidas.

 

  1. A Assembleia começou a preparar a Visita ad Limina dos Bispos a Roma, que vai decorrer de 20 a 25 de maio de 2024, no que diz respeito a todos os aspetos logísticos deste relevante encontro com o Santo Padre e com os organismos da Cúria Romana, bem como as celebrações eucarísticas nas quatro Basílicas romanas. Esta tradição é uma graça de Deus e uma oportunidade para estar junto à Sé de Pedro e voltar às fontes e às inspirações originais em tudo aquilo que significam esses locais.

 

  1. Tendo em conta o programa do 5.º Congresso Eucarístico Nacional, que vai decorrer em Braga de 31 de maio a 2 junho de 2024 sobre o tema “Partilhar o Pão, alimentar a Esperança. Reconheceram-n’O ao partir o Pão”, a Assembleia apela à participação dos fiéis neste encontro de oração, adoração, estudo, testemunho e peregrinação [www.congressoeucaristico.pt].

 

  1. Por ocasião dos 90 anos de existência da Ação Católica Portuguesa que se celebra hoje, a Assembleia reconheceu a ação que desenvolveu ao longo de nove décadas, desejando que os seus membros continuem, com renovado entusiasmo, a sua missão evangelizadora.

 

  1. A Assembleia saúda todos os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica que celebram jubileus, nomeadamente a Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima, na celebração do centenário da sua fundação, desejando que continuem a irradiar com entusiasmo o seu carisma e espiritualidade ao serviço da missão da Igreja.

 

  1. Sob proposta do Bispo de Bragança-Miranda, a Assembleia deu parecer favorável à abertura do processo de Beatificação da Irmã Maria de São João Evangelista, que nasceu em Pereira (Mirandela) em 1888, vindo a falecer em Chacim em 1982. Tendo levado uma vida de intenso fervor eucarístico, de diversos meios têm surgido testemunhos sobre graças obtidas de Deus por sua intercessão.

 

  1. A Assembleia procedeu às seguintes nomeações para o triénio 2023-2026:
  • Dr. Ismael José Mendes Marta: Diretor do Secretariado Geral da CEP (recondução);
  • Drª Teresa Isabel de Almeida Figueiredo Canotilho: Diretora do Secretariado Nacional daa Comunicações Sociais (recondução);
  • Doutor José Carlos Seabra Pereira: Diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura (recondução);
  • Doutora Maria de Fátima dos Prazeres Eusébio (Viseu): Diretora do Secretariado Nacional dos Bens Culturais;
  • Maria João Lavadinho Leitão Ribeiro Mira e Simão Pinheiro Mira: Casal Coordenador do Departamento Nacional da Pastoral Familiar;
  • Padre Francisco António Clemente Ruivo (Diocese de Santarém): Assistente Nacional do Departamento Nacional da Pastoral Familiar (recondução);
  • Padre Daniel João de Brito Nascimento (Diocese de Setúbal): Assistente Nacional do CNE (Corpo Nacional de Escutas – Escutismo Católico Português);
  • Dr. Nuno Sobral Camelo (Évora): Diretor do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil;
  • Padre Filipe José Miranda Diniz (Diocese de Coimbra): Assistente do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil;
  • D. José Francisco Sanches Alves, Arcebispo emérito de Évora: Assistente Eclesiástico da CNAL (Conferência Nacional de Associações de Apostolado dos Leigos);
  • Armando Oliveira (Setúbal): Presidente da Direção da Stella Maris Portugal – Apostolado do Mar (recondução);
  • Padre Casimiro Simão Abreu Henriques (Diocese de Setúbal): Assistente Eclesiástico da Stella Maris Portugal – Apostolado do Mar;
  • Dr. Hélder Albertino Carneiro Afonso (Vila Real): Diretor Nacional da Pastoral Nacional do Ciganos
  • Diácono Idálio Manuel dos Santos Rodrigues (Patriarcado de Lisboa): Assistente Eclesiástico da Pastoral Nacional do Ciganos;
  • Drª Rita Isabel Morais Tomaz Valadas Pereira Marques: Presidente da Cáritas Portuguesa (recondução);
  • Padre José Manuel Pereira de Almeida (Patriarcado de Lisboa): Assistente Eclesiástico da Cáritas Portuguesa (recondução);
  • Dr. Pedro Maria Godinho Vaz Patto: Presidente da Comissão Nacional Justiça e Paz (recondução);
  • Padre José Manuel Pereira de Almeida (Patriarcado de Lisboa): Assistente Eclesiástico da Comissão Nacional Justiça e Paz (recondução);
  • Padre Adelino Ascenso (Superior Geral da Sociedade Missionária da Boa Nova): Diretor da Subcomissão de Diálogo Inter-religioso.

 

  1. A Assembleia aprovou o Orçamento para 2024 do Secretariado Geral da CEP e acolheu informações, comunicações e programações da Presidência, das Comissões Episcopais e dos Delegados da CEP, bem como de outros organismos eclesiais.

 

Fátima, 16 de novembro de 2023

14 Nov 2023

13 a 16 de novembro, em Fátima: Conferência Episcopal debate situação social e proteção de menores

A Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) vai reunir-se, de 13 a 16 de novembro, em Fátima, para a sua 208.ª Assembleia Plenária, que vai abordar a “situação social” do país, entre outros temas.

A reunião magna do episcopado inicia-se na próxima segunda-feira, pelas 16h00, na Casa Nossa Senhora das Dores, com a intervenção inaugural de D. José Ornelas, presidente da CEP.

A agenda do encontro, enviada à Agência ECCLESIA, prevê um debate sobre a “situação social do país e das instituições de solidariedade social da Igreja”, bem como um “ponto da situação” sobre o tema da proteção de menores e adultos vulneráveis: ponto da situação.

Os bispos vão ainda refletir sobre o impacto da JMJ Lisboa 2023 e o percurso do Sínodo 2021-2024, após a primeira sessão da XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, que decorreu em outubro.

No final dos trabalhos, decorre uma conferência de imprensa, pelas 15h00, no Centro Pastoral Paulo VI.

A Conferência Episcopal Portuguesa, entidade representativa da Igreja Católica em Portugal, é definida pelos seus estatutos como “o agrupamento dos bispos das dioceses de Portugal que, em comunhão com o Santo Padre e sob a sua autoridade, ‘exercem em conjunto certas funções pastorais em favor dos fiéis do seu território, a fim de promoverem o maior bem que a Igreja oferece aos homens, sobretudo por formas e métodos de apostolado convenientemente ajustados às circunstâncias do tempo e do lugar, nos termos do direito’”, como determina o Código de Direito Canónico (cân. 447).

Os novos estatutos da Conferência Episcopal Portuguesa foram aprovadas na Assembleia Plenária de 07-10 de novembro de 2022, tendo obtido o Decreto de ‘recognitio’ do Dicastério para os Bispos (Santa Sé) a 30 de março de 2023.